O coração disparou tanto que eu sentia na garganta. As bochechas queimaram na hora, o calor subindo pelo pescoço.
— Ah, Diego… rola uns amassos, sim. O beijo esquenta um pouco… mas ele me respeita — respondi, tentando soar natural, mesmo com a voz tremendo de leve.
Ele soltou uma risadinha, passou a mão na água e começou a espirrar devagar em mim, gotas batendo na minha regata, molhando o tecido ainda mais, deixando tudo quase transparente.
— Sei… respeita — repetiu, o tom cheio de ironia.
Ele continuou me provocando, jogando mais água e rindo baixo.
— Para de me molhar, Diego! — A voz saiu meio alta.
Ele não parou. Segurou minha perna com mais firmeza, dedos apertando de leve a carne da coxa.
— Vai, só um mergulho.
— Nem pensar, Diego! — falei, tentando afastar a mão dele.
— Vou te puxar, duvida? — provocou ele, com um riso crescendo, olhos brilhando de desafio.
— Para, eu tô falando sério! — insisti, já nervosa de verdade, o corpo inteiro tenso.
Mas ele não deu tempo. Num movimento rápido, agarrou meu braço com força e me puxou pra dentro. Gritei no susto, o corpo caindo na água com um splash alto que ecoou na área toda. A água morna envolveu tudo de uma vez, subindo pelas pernas, pela barriga, colando a regata no peito, o short grudando nas coxas. O cabelo grudou no rosto, nos olhos, na boca.
— Eu avisei que ia te puxar! — ele respondeu, todo exibido, rindo alto enquanto nadava pra trás.
Nadei atrás dele querendo revanche, mas ele fugia fácil, se divertindo com a minha cara de brava. A brincadeira virou uma guerra de empurrões dentro d’água, braços se enroscando, pernas se batendo, corpos se esbarrando o tempo todo. E cada vez que a pele dele roçava na minha, um arrepio subia pela minha coluna inteira, daqueles que não dava mais pra fingir.
De repente ele parou. Parou de fugir, parou de rir. Ficou parado na minha frente, me olhando fixamente.
Foi aí que eu percebi pra onde os olhos dele estavam indo.
A regata branca encharcada tinha virado quase nada. O tecido colado no peito, transparente, deixando os seios completamente à mostra. Os bicos duros, rosados, marcados, expostos. Não tinha como esconder. E ele nem tentava disfarçar que estava olhando.
Meu primo veio devagar, nadando sem pressa, até ficar tão perto que eu sentia o calor da respiração dele misturado com a minha. Meu coração batia tão forte que parecia querer pular pra fora do peito. Fechei os olhos… e então aconteceu.
O beijo foi delicioso. Intenso de um jeito absurdo, quente, faminto. A boca tomou a minha sem pedir licença, língua invadindo, explorando, me deixando tonta. Perdi a noção de tudo: da água, do céu cinza, da casa atrás de nós. Só existia a sua boca, o gosto, o jeito que ele me segurava como se eu fosse dele desde sempre.
Nos beijamos por um tempo que pareceu um infinito. Ele, todo atrevido, deslizou as mãos pela minha cintura e começou a puxar a regata molhada pra cima. O tecido subiu devagar, pesado de água, e logo já não cobria mais nada. Os seios livres, a pele arrepiada pelo contraste do ar e da água morna.
Ele foi direto com a boca.
Chupou o mamilo esquerdo com vontade, sugando forte, a língua quente rodando em círculos lentos e depois mais rápidos. Um gemido escapou da minha garganta antes que eu pudesse segurar. A sensação era tão boa, tão forte, que meu corpo inteiro estremeceu dentro d’água, as pernas fraquejando.
— Diego… — suspirei, a voz saindo baixa, trêmula, quase perdida.
Ele sorriu contra a minha pele, o hálito quente me arrepiando ainda mais, e continuou. A língua explorava cada detalhe, alternando entre chupar forte e mordiscar de leve, arrancando gemidos que eu nem reconhecia como meus. A cada sugada meu corpo tremia mais, pedindo, implorando por mais contato, mais intensidade.
Diego me encostou na borda da piscina, o corpo dele colado no meu, me prendendo ali. Senti a rigidez dele pressionada contra a minha barriga, dura, quente, mesmo dentro d’água. Aquilo me incendiou. Uma vontade louca, urgente, crescendo rápido no fundo da barriga, descendo quente entre as pernas.
— Você é uma delícia, Rafa… — ele murmurou entre um beijo e outro, a voz grave vibrando dentro de mim.
Fechei os olhos, completamente rendida. Estar ali, entregue, molhada, exposta, era errado… mas era exatamente o que eu queria. Tudo o que eu queria.
Ele voltou a beijar minha boca de um jeito intenso, quase selvagem. Cheguei a ficar sem ar com o coração disparado. E então ele parou. Só parou, e ficou me olhando, aqueles olhos avelãs cravados nos meus, brilhando de um jeito que me hipnotizava.
— Vamos pro quarto? — sugeriu, ainda me segurando firme pela cintura. — Aqui pode ser arriscado… vai que minha mãe aparece.
A ideia me deixou meio sem ar. Meu corpo inteiro gritava “sim”, uma onda quente subindo pelas pernas, apertando no meio da barriga, mas a cabeça ainda hesitava, girando mil pensamentos ao mesmo tempo. Mordisquei o lábio inferior, sentindo o gosto salgado da água com cloro da piscina misturado com o dele.
— Eu… eu não sei… — murmurei, mesmo já me sentindo dominada, a voz saindo baixa, quase sumindo.
Diego sorriu de canto, sacana, aqueles olhos avelãs brilhando de vitória.
— Então vamos pra sua casa. Não tem ninguém em casa agora, não é?
Meu coração disparou de novo, forte, descompassado. Era verdade: meus pais estavam no trabalho até tarde. Concordei com a cabeça, mas pedi que ele trouxesse uma toalha e uma camiseta dele pra eu vestir. A ideia era ficar na piscina da minha casa, onde seria mais tranquilo. Pelo menos ali estaríamos mais à vontade, só com os empregados na casa. E, no fundo, eu não pretendia nada demais… só queria continuar beijando ele, sentir aquela boca na minha mais um pouco.
Diego voltou com a toalha e eu me sequei rápido, ainda ofegante, o corpo arrepiado pelo contraste do ar e da pele molhada. Vesti a camiseta dele e seguimos juntos até minha casa, que fica no mesmo quarteirão, os passos apressados, o silêncio entre a gente era carregado de expectativa.
Assim que entramos, avisei que ia até o meu quarto colocar um biquíni. Mas ele retrucou na hora, voz baixa e firme:
— Pra que perder tempo vestindo um biquíni se eu vou acabar tirando?… Você nunca nadou pelada?
Claro que já nadei pelada. Na real, eu fazia isso de vez em quando, mas só quando estava sozinha, né? Nunca imaginei ouvir essa proposta na cara, ainda mais vinda do Diego. Meu coração disparou com a ousadia dele. A simples ideia de nadar pelada com ele me deixou nervosa e excitada ao mesmo tempo, um frio na barriga misturado com um calor que descia devagar.
Continua...