Bernardo era lindo. Branco, magrinho, cabelo bagunçado, jeito fofo de quem sorri e abaixa a cabeça. Quando ele me deu os dois beijinhos, senti um arrepio delicioso descer pela espinha inteira. Meu corpo inteiro respondeu: os mamilos endurecendo, a buceta pulsando, o estômago revirando de vontade. Esse eu queria. Esse eu escolheria. Eu imaginava ele me beijando devagar, me tocando com carinho, me fazendo gozar olhando nos olhos dele. E exatamente por isso doeu mais ainda saber que eu não escolhia nada. Que ele só ia me tocar porque o Diego permitiu. Que o prazer dele dependia da vontade do meu primo. Caralho, aquilo me deixou zonza. Quase gemi alto só de imaginar ele me abrindo enquanto os outros assistiam. Eu queria ele de verdade. E queria ainda mais que ele me usasse como os outros. Porque era o Diego quem mandava.
Diego ficou parado ali, olhando tudo com aquele sorriso de meu-dono. Ele via cada reação minha. Via o nojo com o Douglas, a pena com o Robson, a fome com o Bernardo. E gostava. Gostava muito de saber que eu ia obedecer mesmo assim.
Meu coração batia descontrolado, a buceta pingava pelas coxas, as pernas tremiam tanto que eu mal conseguia ficar em pé. Medo, vergonha, tesão que queimava tudo e uma entrega absoluta: eu faço qualquer coisa por esse olhar dele.
Eu estava ferrada e estava adorando.
Seis caras. Seis. Eu, sozinha, de biquíni, no meio deles: Diego, Adriano, Gabriel, Douglas, Bernardo e Robson. Senti uma tensão estranha no ar, excitante e assustadora ao mesmo tempo. O sol batia forte na piscina, mas eu sentia frio na espinha. Eles conversavam, riam, bebiam, mas eu sentia todos os olhares voltando para mim o tempo todo, como se eu já fosse deles.
Diego se aproximou, segurou meu braço com firmeza e murmurou no meu ouvido:
— Vem cá comigo um instante.
Me puxou para um canto da casa, perto da lavanderia, onde ninguém ouviria a conversa. Me encostou na parede, ficou bem na minha frente, sem tocar, só me olhando fixo nos olhos.
— Você sabe o que vai rolar hoje, né?
Engoli seco. Minha respiração já estava curta, o coração batendo na garganta.
— Acho que sim… — respondi baixinho, voz tremendo.
Ele deu uma risadinha baixa, sacana.
— Chamei os caras para um churrasco — ele fez uma pausa filha da puta — e você, óbvio, é a carne.
Eu não consegui pensar na resposta para o comentário infame, então ele prosseguiu:
— Dessa vez são seis, Rafa. Seis paus. Acha que dá conta?
Ele cravou os olhos nos meus, sem piscar, e eu travei. Não sabia o que falar, o que sentir. O tesão, já ia subindo pelas pernas, molhando o biquíni, mas ao mesmo tempo sentia um frio enorme na barriga e um nó no peito. Eu morria de medo de não aguentar, medo de doer demais, medo de eles rirem de mim se eu não desse conta. Isso sem falar da vergonha de ser vista como a vadia de todo mundo. Olhei para o lado... depois para o chão, mordi o lábio até doer.
Ele percebeu na hora. O tom mudou. Ficou mais baixo, quase gentil — mas ainda mandão.
— Rafa… — Ele esperou eu olhar para ele de novo. — Você sabe que não é obrigada a porra nenhuma, né? Tudo o que rolar tem que ser consensual. Você entende o que isso significa?
— Sei, Diego, Claro que eu sei, eu não sou burra! — Murmurei, com a voz quase sumindo.
— Não quero que você faça nada só pra me agradar. Como eu já disse, a graça do game é você querer obedecer. Mas você é livre, Rafa. Se não quiser, se estiver desconfortável de verdade, fala agora.
Fez uma breve pausa, ainda me encarando.
— Se quiser ir pra casa, beleza. Eu te levo. Ninguém aqui vai te impedir, e eu não vou ficar puto. Juro.
O silêncio caiu pesado. Parecia que a casa inteira ficou muda. Eu fiquei olhando para ele, o peito subindo e descendo rápido. A minha cabeça girava sem conseguir coordenar os pensamentos.
Eu podia ir embora. Podia dizer que era demais, que seis era loucura, que eu não aguentava, que estava com medo de verdade. Ele ia me levar. Ele prometeu que ninguém ia me forçar. Eu podia sair dali, tomar banho, deitar na minha cama e fingir que aquilo nunca aconteceu. Podia voltar a ser a Rafa normal, a menina seletiva que escolhia quem queria, que não abria as pernas para qualquer um.
Mas… e se eu não fosse embora?
E, se eu não quisesse ir embora?
E se o medo fosse exatamente o que me deixava tão molhada? E se o fato de ser seis — seis homens que eu nem conhecia direito, alguns que eu nem queria — fosse o que fazia meu corpo tremer de vontade? Eu imaginei eles me cercando, me tocando, me abrindo, me enchendo um atrás do outro. Imaginei o Diego olhando tudo, batendo uma devagar, orgulhoso de mim. Imaginei o Bernardo me beijando enquanto o Douglas me segurava, o Robson me olhando como se eu fosse um milagre, o Gabriel e o Adriano rindo e comentando como eu aguentava tudo. Imaginei a dor, o cansaço, o cu ardendo, a buceta inchada, e mesmo assim eu querendo mais. Querendo que eles não parassem.
Eu amo o Diego. Amo o jeito que ele me olha quando eu obedeço. Amo saber que sou dele para usar como ele quiser. Mas também amo isso. Amo ser usada. Amo a humilhação de dar para quem ele manda, mesmo quando não é meu tipo. Amo a sensação de ser nada além de buracos para eles gozarem. Amo saber que, no fundo, eu escolhi isso. Eu poderia dizer não agora.
E eu não quero dizer não.
Levantei o rosto devagar, olhei nos olhos dele.
— Eu quero… — minha voz saiu meio engasgada. — Eu vou dar conta... eu... eu quero ser sua putinha.
Falei, tentando bancar a confiante, mas na real eu estava atordoada, coração na boca.
— Boa menina.
Ele passou o polegar no meu lábio inferior, apertou de leve.
— Então vamos voltar lá. E você vai se entregar inteira. Sem frescura. Sem amarelar. Entendeu?
Assenti, o coração ainda disparado, mas agora com uma certeza doentia e deliciosa.
Respirei fundo e voltei para piscina, rebolando, querendo e pronta.
Era o "START", o começo de um jogo. Era como se eu estivesse na tela para começar uma nova partida — e não tinha mais botão de cancelar.
Continua...