Então ele se afastou um pouco, mostrando o pau duro, completamente ereto. Meu coração quase saiu pela boca só de olhar. A pele esticada brilhava de leve com a umidade que ainda restava, as veias pulsando devagar sob a superfície, o calor que emanava dali subindo até meu rosto antes mesmo de eu tocar.
— Me chupa! Isso você já fez, né? — perguntou com aquele sorriso safado.
Apenas balancei a cabeça negativamente, sentindo o rosto queimar inteiro.
— Você nunca chupou, Rafa? — perguntou espantado.
— Não… — respondi baixinho, morrendo de vergonha, a voz saindo quase sumida.
Ele riu de leve, mas logo voltou a ficar sério, os olhos fixos nos meus.
— Vem… põe a mão. Eu te ensino — disse.
Sentei na cama, ajeitando o corpo com uma das pernas cruzadas, tentando parecer tranquila, mas por dentro o peito batia descompassado, o ar ficando mais pesado no quarto. Ele ficou em pé bem na beirada, me encarando com aqueles olhos avelãs, exibindo sem pudor seu pau enorme, apontado direto pra mim. Fiquei olhando, admirada com o tamanho, o cheiro masculino sutil subindo até meu nariz, misturado ao leve aroma de cloro que ainda grudava na pele dele. Criei coragem e coloquei a mão, de forma tímida, sem jeito, sentindo a pele quente, a rigidez que pulsava na palma como se tivesse vida própria.
Comecei acariciando devagar, sentindo o quanto era duro, quente, vivo. Diego gemeu baixinho, um som rouco que vibrou direto no meu peito, e logo segurou minha mão, passando a guiar meus movimentos, me ensinando o ritmo certo. Fiquei naquele vai e vem, prestando atenção em cada reação dele — o jeito que a barriga dele se contraía de leve, o suspiro curto que escapava quando eu apertava um pouco mais. Aos poucos fui me soltando, pegando o jeito, quase me divertindo de ver como ele estava curtindo tanto, o corpo dele respondendo a cada passada da minha mão.
De repente ele levou a mão à minha nuca e murmurou:
— Agora usa essa boquinha, Rafa… quero sentir você me chupando.
Na hora congelei. Fiquei sem saber o que fazer… se chupava ou não. Meu coração já batia a mil por hora, o ar preso na garganta.
— Vai, Rafa… me chupa! — ele insistiu, com aquele sorriso safado que me desmontava.
Toquei a cabecinha com os lábios, dei alguns beijinhos tímidos e depois deixei a língua deslizar ao redor, bem devagar. O gosto era forte, salgado, invadindo minha boca inteira, quente e ligeiramente viscoso na ponta da língua. Ele pressionou um pouco mais minha nuca, como se quisesse que eu enfiasse mais.
— Isso, Rafa… chupa como se fosse um pirulito — disse ele, excitado.
“Nossa… um pirulito enorme”, pensei, rindo por dentro, enquanto continuava. Passei a língua em volta da cabecinha, lambendo devagar, sentindo o sabor dele se espalhar na boca, e engolindo aos poucos. Às vezes ficava só na cabecinha, sugando de leve, passando a língua em círculos devagarinho; outras vezes descia mais, deixando ele escorregar mais fundo na minha boca, o peso quente enchendo o espaço, roçando no céu da boca. Ainda estava tímida e desajeitada, mas ao mesmo tempo excitada. E quanto mais ele gemia, mais eu me excitava, sentindo um calor sutil voltar a se formar entre as pernas.
— Isso, Rafa… continua… que boquinha gostosa… — murmurava, a voz carregada de tesão. Eu fecho os olhos e ainda consigo ouvir a voz dele e visualizar toda essa cena, como se tivesse acontecido ontem.
Diego passou a segurar minha cabeça, me guiando com firmeza suave, e cada gemido que escapava dele me deixava ainda mais excitada, me fazendo chupar com ainda mais vontade. Eu já estava adorando aquilo de verdade: o sabor salgado dele na língua, o jeito que ele pulsava quente na minha boca a cada movimento.
Fiquei um tempo ali, chupando, ouvindo seus gemidos aumentando. Até que ele segurou minha cabeça com as duas mãos.
— Isso, Rafinha, não para... vou gozar na sua boquinha — disse ele.
Eu nem sabia direito o que estava por vir, e continuei chupando, amarradona.
De repente senti o jato quente explodir na minha boca. Veio direto na garganta e eu até engasguei, surpresa. O gosto forte, salgado e meio amargo me pegou totalmente desprevenida, espalhando-se rápido na língua. Fiquei paralisada, sem saber se cuspia ou engolia.
— Engole, vai — ele ordenou, com um sorriso sacana.
Eu hesitei, mas já tinha engolido um pouco sem querer. Fechei os olhos, respirei fundo e mandei o resto pra dentro, fazendo a maior cara de nojo.
Como foi sentir o sabor do seu gozo
Foi estranho e excitante ao mesmo tempo. A sensação da primeira vez que coloquei a boca num pau nunca vou esquecer. O gosto era forte, meio salgado, e de cara me deu vontade de recuar. Mas, ao mesmo tempo, ver o Diego gemendo, completamente entregue ao que eu fazia… isso me deixava com um tesão absurdo.
Era como se, pela primeira vez, eu tivesse um poder sobre ele. Cada chupada arrancava um gemido, cada movimento da minha língua fazia o corpo dele reagir inteiro. Eu ainda me sentia inexperiente, meio desajeitada, mas também curiosa, com vontade de aprender, de explorar, de ver até onde conseguiria dar prazer a ele.
E, de repente, o desconforto do começo foi dando lugar a um prazer estranho, quase viciante. Eu gostava de sentir ele na minha boca, de ouvir a respiração acelerada, de perceber que era eu quem estava deixando ele daquele jeito.
Quando senti o gozo quente invadindo minha boca, foi um choque. Minha primeira reação foi querer cuspir, mas ao mesmo tempo eu estava tão entregue que acabei engolindo. Fiz careta, óbvio. Mas, no fundo… era excitante demais saber que eu tinha feito ele gozar.
O Feitiço de Von Rothbart
Quando senti ele gozar na minha boca, foi como se tivesse bebido um veneno. Assim que engoli aquele líquido quente, parecia que algo tinha mudado em mim. Como se o Diego fosse meu Von Rothbart — o feiticeiro cruel de O Lago dos Cisnes, aquele que lança a maldição sobre a princesa Odette, condenando-a a viver como cisne.
Era como se o gozo dele tivesse esse mesmo poder sobrenatural, correndo nas minhas veias, me deixando marcada. Eu me sentia como a Odette, aprisionada pelo feitiço: entre a princesa e a busca por prazer, entre a liberdade e o cativeiro.
E, no fundo, eu sabia… cada vez que me entregava, eu ficava mais presa. Um vínculo invisível, proibido, mas impossível de quebrar. No meu conto de fadas reverso, o Diego não era o príncipe que viria me salvar. Ele era o feiticeiro Von Rothbart… e eu, enfeitiçada.
E pior: diferente da Odette, eu nem queria lutar contra esse feitiço — e talvez nem pudesse.
Curioso é que, mesmo sem saber disso tudo na época, desde criança O Lago dos Cisnes sempre foi o meu ballet favorito. Coincidência?
Continua...