Eu gozava sem parar. Gozava no pau que estava no cu, apertando forte em volta dele, o corpo convulsionando, as pernas tremendo descontroladas. Gozava na boca de outro, engasgando, saliva e pré-gozo escorrendo pelo queixo, pingando nos peitos. Gozava só de sentir os paus nas mãos pulsando, quentes, grossos. Eu perdia noção do tempo. Cinco minutos? Dez? Uma hora? Não importava mais. Era só carne, só pau, só buracos sendo usados. Um gozava no cu, jatos quentes enchendo tudo de novo, escorrendo grosso pelas coxas, e logo outro entrava no lugar, socando sem esperar. Eu chupava outro, engolia fundo, sentia ele pulsar na garganta, enquanto as mãos continuavam batendo punheta em dois mais. Eu ia trocando os paus nas mãos. Alguém puxava meu cabelo para trás, outro apertava meus peitos com força, outro batia na bunda já destruída. Eu gritava, gemia, chorava de tesão, de dor, de prazer que não acabava.
Era violento. Era quase gore. A pele da bunda ardia tanto que cada tapa novo parecia rasgar. O cu estava aberto, inchado, latejando, cheio de porra que escorria sem parar, misturada com lubrificante, pingando no colchão em poças quentes. A buceta inchada, vermelha, doía de tanto ser roçada, apertada, usada. A boca dormente, lábios inchados, garganta arranhada. Mas era mágico. Era o fetiche mais gostoso que eu já tinha vivido. Ser nada além de buracos. Ser usada até o limite. Ser fodida, chupada, masturbada, trocada como objeto. E gozar. Gozar sem parar. Gozar sem saber de quem era o pau que me fazia gozar. Gozar só de sentir o próximo entrar, o próximo pulsar, o próximo gozar dentro de mim.
Eu entrei num frenesi insano. Não tinha mais eu. Só corpo. Só tesão. Só carne sendo comida. Os gemidos viraram um só som contínuo, rouco, animal. O suor escorria em rios pela coluna, pingava no colchão. O cheiro de porra, suor, sexo, lubrificante tomava conta de tudo. Eu sentia o cu transbordar, a porra escorrer pelas coxas, pingar no chão. Sentia a boca cheia, a garganta engolindo automático. Sentia as mãos meladas trabalhando sem parar. E gozava. Gozava de novo. E de novo. O corpo convulsionando, as pernas cedendo, os braços tremendo, mas eu não parava. Eles não paravam.
Depois que todos gozaram — cinco vezes, talvez mais, eu perdi a conta —, o Diego se aproximou. Ele olhou para baixo, rindo baixo, voz carregada de tesão e posse.
Meu cuzinho estava cheio de porra, escorrendo como se brotasse esperma dele.
Ele passou a mão ali, dedos coletando a porra dos amigos, espalhando na cabeça do próprio pau que já estava duro de novo. Encostou. A cabeça quente roçou a entrada melada, empurrando a porra para dentro antes mesmo de entrar.
E aí sem ligar para porra dos amigos, acabou metendo também. Fundo. Forte. Sem aviso. Eu gritei alto, o corpo inteiro tremendo. O pau dele entrou naquele cu já cheio, já aberto, já marcado pelos outros. Sentia a grossura abrindo caminho de novo, empurrando sêmen dos amigos pra dentro, misturando tudo, fazendo transbordar mais ainda. Ele socou rápido, grunhindo baixo no meu ouvido, mãos agarrando minha cintura com força, unhas cravadas na pele vermelha. Cada estocada fazia a porra escorrer mais, molhar as coxas, pingar no chão. Eu gozei de novo só de sentir ele lá dentro, apertando forte em volta dele, lágrimas escorrendo, voz sumindo em gemidos roucos e quebrados, corpo convulsionando inteiro.
Ele gozou por último. Jatos quentes se misturando com os dos amigos, enchendo ainda mais, transbordando, escorrendo grosso pelas minhas coxas até o chão.
Quando todos se cansaram, eu me levantei sorrindo e tranquila e disse que precisava tomar um banho urgente, e corri para o banheiro desesperada para tomar banho. Estava toda melada de porra por fora, escorrendo pelas coxas, grudada nos peitos, no pescoço, no cabelo, no rosto inteiro. O cheiro forte subia do meu corpo misturado com suor, lubrificante e aquele doce enjoativo de sexo que não sai mais. Mas o pior não era isso. O pior era o que eu sentia por dentro: uma sujeira que água nenhuma ia tirar.
Entrei no box e abri a água quente. O vapor subiu rápido, embaçando o vidro. Deixei ela cair primeiro na cabeça, escorrendo pelo rosto, pelo pescoço, pelos ombros, pelos peitos. A água quente batia na pele ainda vermelha dos tapas, nas marcas de dedos, nas mordidas, e doía gostoso e ruim ao mesmo tempo. Fechei os olhos e fiquei ali parada, sentindo o calor me envolver, o barulho da água caindo alto no piso, abafando o mundo lá fora.
Foi aí que a ficha caiu de verdade. De repente bateu um vazio estranho, uma tristeza tão grande que parecia engolir tudo. Meu peito apertou forte, como se alguém tivesse enfiado a mão lá dentro e torcido. Eu me sentia horrível, usada e jogada fora. Tipo, eu sei que quis aquilo na hora. Quis mesmo. Foi foda sentir aqueles seis caras loucos por mim, me desejando tanto que tremiam, gozando em cima de mim, dentro de mim, me enchendo até transbordar. Era excitante demais, eu adorei cada segundo daquilo. Cada tapa, cada pau, cada gozo alheio me fazia sentir viva, desejada, poderosa de um jeito doentio.
Mas agora, debaixo do chuveiro, sozinha, caiu a real. Um buraco no peito do tamanho do mundo. Comecei a chorar misturado com a água quente. Lágrimas quentes escorrendo pelo rosto, se misturando com o vapor, caindo no peito junto com a água. O choro saía rouco, baixo, engasgado, como se eu estivesse tentando segurar o que não conseguisse mais.
E aí vieram os questionamentos, batendo um atrás do outro como tapas que eu mesma dava em mim.
Eu realmente preciso fazer isso tudo só para ter o amor do Diego?
Por que eu me submeto a tanta coisa?
Por que eu deixo ele me transformar nisso?
Eu aceitei jogar esse jogo doentio, aceitei obedecer, aceitei virar a putinha dele e dos amigos… mas, puta que pariu, na minha cabeça eu estava indo longe demais.
E eu aqui, pelada no box, chorando como uma adolescente idiota, me perguntando se ainda dava para voltar atrás ou se eu já havia me perdido de vez. A água continuava caindo, quente, constante, lavando a sujeira de fora mas sem tocar a que estava dentro. Eu encostei a testa no azulejo frio, fechei os olhos e deixei o choro sair inteiro, sem segurar mais nada.
Não sei quanto tempo fiquei assim. Só sei que quando saí do banho, enrolada na toalha, o corpo limpo por fora mas pesado por dentro, o vazio ainda estava lá.
Maior que antes.
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