— Sério, prima… me ensina, aí, por favor — continuei insistindo, meio rindo, meio séria.
Eu me sentia tão à vontade com ela, éramos tão amigas, tínhamos uma conexão tão incrível, que achei que podia ser legal. Sem malícia, sem segundas intenções. Só duas amigas, numa noite qualquer, dividindo segredos e aprendizados.
Ela nem precisou responder.
O olhar dela já dizia tudo: ela topou. A gente ficou ali, deitadas, nos encarando, meio séria, meio rindo. Fui chegando mais perto bem devagar com o coração acelerado, tentando entrar no clima. Mas quando nossos rostos estavam quase colados, com os lábios quase se tocando… ela começou a rir.
Pronto.
Desandou tudo.
Eu comecei a rir também! A gente caiu numa crise de riso tão absurda que parecia duas idiotas no auge da adolescência — o que, né, a gente era mesmo.
Tentei ficar séria, me controlar, e falei:
— Carol, para de rir, pô… é pra beijar sério!
Ela até tentou. Respirou fundo, fez aquela cara de concentração forçada e disse:
— Tá bom. Agora vai.
Mas bastou eu chegar perto de novo, tipo centímetros do rosto uma da outra, que ela desabou na gargalhada outra vez. E eu fui junto, óbvio. Não dava!
Esperamos a crise passar, respiramos fundo e tentamos de novo. E aí… rolou. Um selinho sem graça. Só encostou mesmo. Mas foi.
— Ahhh, assim não vale! Tem que ser beijo de verdade — reclamei, entre nervosismo, risada e a curiosidade mesmo.
— Tá bom, garota! Então fecha o olho!
Meu coração disparou na hora. Eu podia sentir a respiração dela bem pertinho do meu rosto, e o cheirinho do perfume dela misturado no ar. Então, de repente, senti os lábios dela encostarem nos meus.
Ela foi me guiando, com calma, mostrando como encaixar os lábios, como mover devagar, como deixar a língua entrar no ritmo. Era um beijo suave e carinhoso, mas ao mesmo tempo, tinha uma intensidade que me surpreendeu, e que me arrepiou inteira. Quando nossas línguas se tocaram, foi algo mágico — juro. Senti uma corrente elétrica atravessar meu corpo todinho.
A pressão do beijo aumentou um pouquinho, mas foi o suficiente pra eu esquecer onde estava. Meu coração disparou, e um calor gostoso foi subindo pelo corpo todo. Eu não queria mais parar. De verdade. Mas aí Carol me afastou, bem suavemente, e disse:
— Pronto. Agora você já sabe beijar.
Fiquei ali, parada, tentando processar o que tinha acabado de acontecer. A respiração ainda meio ofegante, as bochechas em chamas, e o coração? Batendo tão forte que dava pra ouvir.
— Uau — foi tudo que consegui dizer.
Carol soltou uma risadinha e se jogou de barriga pra cima na cama, como se tivesse acabado de me ensinar a fazer uma trança, e não a dar meu primeiro beijo.
— Viu só, Rafa? Não tem mistério... é só deixar rolar. Agora você tá pronta pra beijar geral! Vai deixar todos os moleques da escola aos seus pés, sua safada.
Eu caí na gargalhada, fingindo indignação:
— Você é muito exagerada, Carol! Pelo amor de Deus!
— Mas é verdade! — ela retrucou, toda debochada. — Teu beijo é bom, prima!
Estávamos cansadas. Apaguei a luz do quarto para dormir, mas quem disse que eu consegui? Minha cabeça estava a mil, borbulhando como panela de pressão.
O beijo da Carol tinha mexido comigo de um jeito que eu nem sabia explicar. Intenso, completamente inesperado, mas incrivelmente bom! Tão bom que meu corpo parecia ter vontade própria.
Fiquei ali, deitada no escuro, encarando o teto e revivendo cada segundo daquele beijo. O jeito suave como ela guiou meus lábios, o calor da boca dela, o toque tímido e depois mais ousado das nossas línguas se encontrando… Meu corpo inteiro arrepiou só de lembrar. Um calor estranho subiu pela barriga, descendo até entre as pernas.
Aquilo tinha despertado alguma coisa em mim. Algo novo, confuso… e que me deixava ao mesmo tempo assustada e absurdamente curiosa.
E o mais louco de tudo? Eu queria mais.
Virei de lado e fiquei observando a Carol. Ela já tinha apagado completamente, dormindo tranquila, com a respiração leve e serena, o cabelo espalhado no travesseiro. Tão linda… parecia um anjo dormindo.
Enquanto isso, eu estava ali, completamente elétrica, com a pele formigando inteira e sentindo um calor subindo pelas coxas. Meu coração batia tão forte que eu tinha quase certeza de que ela conseguiria ouvir se acordasse.
Nunca imaginei que fosse sentir algo assim — e muito menos pela minha prima.
Passei o dedo pelos lábios, traçando o contorno devagar da minha boca, ainda sentindo o gosto doce e macio do beijo dela. Era tão… viciante! Desci os dedos pelo pescoço, chegando até os seios, por cima da camiseta fina, toquei os mamilos que já estavam durinhos e arrepiados. Uma onda quente e lenta se espalhou pelo meu corpo inteiro.
As mãos continuaram descendo, roçando a barriga, brincando na borda da calcinha, quando meus dedos escorregaram por baixo do tecido encontrando ela encharcada, molhada de um jeito que me deixou surpresa.
Com o coração acelerado, deixei minha mão correr livre sobre a pele, sentindo a umidade e deixando o prazer me guiar. Primeiro, quase tímida, deslizei os dedos pelos lábios molhados, lembrando exatamente como a língua da Carol tinha encontrado minha — lenta, curiosa e deliciosa. De vez em quando eu apertava de leve os seios com a outra mão, imaginando como seria se fossem as mãos dela ali, apertando, beliscando. O lençol embolado no meu corpo só deixava tudo mais quente, Minha respiração ficava mais curta, mais pesada de um jeito sufocante.
Enfiei os dedos, tímida no começo, mas a umidade me pegou de jeito: eu estava ensopada. Molhada de um jeito que eu nem sabia que era possível ficar só um beijo. Os movimentos vieram naturalmente, suaves no início — círculos lentos, leves e explorando a minha carne quente e escorregadia que pulsava contra meus dedos. Cada toque mandava um arrepio diferente, uma faísca que subia pela coluna e fazia meus mamilos doerem de tanto tesão.
Minha mão parecia ter vida própria agora. Eu me acariciava devagar, mas com fome. Lembrando daquela boca gostosa, do jeito como ela me olhou quando nos afastamos . E quanto mais eu me tocava, mais eu me surpreendia comigo mesma.
"Carol, o que você fez comigo?", pensei, mordendo os lábios para não gemer alto demais. Ali, naquela noite com a respiração ainda acelerada e o corpo todo latejando, eu só conseguia pensar nela, no gosto e no calor…