A boca dele chegou na buceta já molhada. Começou lambendo de leve, só a ponta da língua subindo e descendo na fenda, sentindo o gosto. Depois abriu mais e chupou o clitóris com vontade, puxando ele entre os lábios. Eu soltei um gemido baixo na hora. Ele enfiou dois dedos devagar, bem curvos, e começou a mexer enquanto chupava. Os dedos entravam e saíam molhados, o polegar às vezes esfregando por fora, apertando de leve. Eu rebolava contra a boca dele, abrindo mais as pernas, gemendo sem conseguir ficar quieta. As coxas já tremiam.
Ele acelerou. A língua mais rápida no clitóris, os dedos mais fundo, fazendo aquele movimento de vai e vem que me deixava louca. Eu apertava o travesseiro com força, o corpo inteiro endurecendo. Ele não parava. Chupava mais forte, os dedos entrando até o fundo, molhados, o barulho molhado enchia o quarto com um som bem pornográfico.
Aí veio. Uma onda quente subiu de dentro, forte, me tomando inteira. Eu gozei na boca dele, o corpo tremendo sem controle, a buceta pulsando nos dedos, molhando tudo. Eu gemia alto, as pernas se fechando sozinhas em volta da cabeça dele, o prazer batendo fundo e se espalhando pelas coxas até eu não conseguir mais pensar. Caí de lado, feliz da vida, rindo e tentando respirar. Olhei pra ele. O menino tava com a boca brilhando, a testa suada e aquela carinha de satisfação por ter cumprido o dever.
— Pega a mochila pra mim? — falei depois de voltar a respirar.
Ele pegou a mochila caída no chão ao lado da porta. Eu tirei o tubinho de lubrificante, mostrei pra ele como quem mostra um prêmio e falei:
— Bora?
— Quer ficar de quatro? — ele devolveu.
— Não. Eu tenho uma ideia. Deita aqui de novo.
Enquanto ele se deitava, eu apertei o tubo e deixei o lubrificante gelado escorrer nos dedos. Peguei o pau dele e comecei a bater uma punheta bem molhada, subindo e descendo devagar no começo, sentindo ele endurecer de novo na minha mão. Passava o polegar na cabeça, espalhava o gel por todo o comprimento, apertava um pouco mais na subida, deixando ele bem escorregadio e brilhando.
Depois levei os dedos lubrificados pro meu cuzinho. Passei o gel em volta, esfregando devagar a entrada, depois enfiei a ponta de um dedo e fui espalhando por dentro, abrindo um pouco, deixando tudo molhado e preparado.
— Eu quero tentar fazer sentando pra ver como é.
Eu subi em cima dele de novo, peguei o pau já lubrificado, encostei na entrada do cu e fui sentando pra encaixar. Estava apertado pra caralho. Empurrei devagar, sentindo a cabeça forçar, abrindo caminho. Queimava um pouco, mas eu já curtia aquela sensação. Respirei fundo pra descer mais um pouco, milímetro por milímetro.
A cara do Lipe era de puro tesão. Olhos semicerrados, boca entreaberta, gemendo baixo cada vez que eu descia. Demorou. Eu ia e parava, deixava ele entrar mais um centímetro, apertava a buceta sem querer, com força, e continuava. O pau grosso abrindo caminho, me enchendo de um jeito diferente. Devagar. Até que enfim ele entrou inteiro.
Fiquei parada um segundo, sentindo ele latejar lá dentro. Depois comecei a rebolar. Esfregava o clitóris na barriga dele enquanto dava o cu, subindo e descendo curto, sentindo o pau entrar e sair molhado de lubrificante. Ele apertava minha bunda com as duas mãos, abrindo e fechando, e com um dedo começou a roçar o grelo no mesmo ritmo que eu rebolava.
Aí ficou bom pra caralho. Eu cavalgava mais forte, o cu agarrando ele a cada descida, o clitóris sendo esfregado sem parar. Ele gemia mais alto, apertava mais a minha bunda. Eu acelerava, o corpo inteiro tensionando de novo. A onda veio forte, diferente. Gozei de novo, gemendo alto, o cu pulsando em volta do pau dele, o clitóris latejando sob o dedo, as pernas tremendo enquanto eu continuava rebolando em cima dele até aquela onda de prazer toda passar.
— Caralho, Lipe, isso é gostoso demais.
Eu ri, ainda sentada em cima dele, sentindo tudo escorrer. A entrada da pepeca ardia um pouco, o cu latejava gostoso, e eu estava completamente derretida. Pela primeira vez em muito tempo, não tinha nenhum peso na cabeça. Só tesão e aquela sensação boa de ter feito o que eu queria.
Eu desmoronei deitada do lado dele, ainda com a respiração pesada. Mas tinha uma coisa ali que não estava resolvida: eu queria saber que história era aquela que eu vi mais cedo no portão da escola.
Comecei devagar, com a voz ainda fraca.
— Lipe… do que vocês tavam rindo hoje na saída?
Ele franziu a testa, como quem tenta lembrar. Virei o rosto pra ler a expressão dele e não tirei nada dali.
— Hã? Sei lá… não lembro.
— Lá no portão. Vocês tavam rindo. Eu vi.
— Ah… sei lá. Besteira. Nem lembro.
Não tirei os olhos dele. Ele desviou primeiro.
— Tavam falando de mim, né?
Ele me olhou indignado, já na defensiva.
— Que isso. Nada a ver. Eu nem sabia que você tava ali.
Mentira ou não, deixei quieto. Não tinha como saber mesmo.
Colei mais o corpo no dele e passei o indicador devagar pelo peito suado.
— Então vamos combinar uma coisa.
O dedo desceu um pouco e parou.
— Você não conta pra ninguém. Pra ninguém mesmo. E eu… deixo você me comer. Sempre que quiser. Inclusive o cuzinho.
Levantei o olhar.
— Fechado?
Ele quase pulou da cama. Sentou de uma vez, com os olhos azuis esbugalhados e um sorriso que tomou a cara inteira.
— Sempre? Tipo… eu ligo e você vem?
— É. — O dedo subiu do peito até o nariz dele e parou ali. — Mas se abrir a boca e eu ficar sabendo, acabou. Sem segunda chance. Entendeu bem?
Ele ficou uns segundos só me olhando, ainda com aquele sorrisinho besta.
— Entendi.