Minha boca não ficou vazia um segundo sequer. Saía da boca do André e já encontrava a do João Pedro, aberta, faminta, a língua dele me invadindo sem pedir licença. Do João Pedro eu ia pro Gabriel, que beijava mais fundo, ainda com mais desejo, quase me engolindo, e o Caio esperando a vez com a cara enfiada no meu ombro, a respiração quente no meu pescoço.
Debaixo d’água as minhas mãos corriam de pau em pau sem ordem, sem preferência. Um mais grosso, outro mais nervoso, outro que latejava só de eu apertar. Cada um de um jeito, cada um num ponto diferente da minha pele. Eles esfregavam os cacetes duros em mim, na minha coxa, na minha bunda, na minha barriga, me beijando e mordendo ao mesmo tempo enquanto eu fazia o que dava pra fazer com duas mãos só e quatro homens em volta.
A campainha tocou na hora exata. Eu sabia quem era. Era o Diego, e o meu plano estava correndo redondo demais pra eu deixar escapar. Mandei todo mundo sair da água, e eles saíram. Sem perguntar, sem reclamar, sem nem pensar em contestar, os quatro obedeceram igual cachorrinho.
O Gabriel foi abrir o portão. Eu saí primeiro, subi a escadinha da piscina com a água escorrendo pelas pernas e corri pegar o copo que eu tinha deixado na mesinha do deck. Ainda tinha sobrado metade do sorvete, mas àquela altura já era outra coisa, tudo derretido pelo calor, o creme virado calda doce misturado com o Ovomaltine no fundo do copo.
— Senta — falei pra eles, apontando as espreguiçadeiras.
João Pedro, André e Caio sentaram nas espreguiçadeiras ainda molhados, escorrendo água, os três com o pau duro apontado pra cima. Eu não esperei o portão terminar de abrir. Fui de um em um, despejando a calda por cima, aquela coisa grudenta e doce descendo devagar pela glande, escorrendo pelos pelos e empoçando na virilha, e eu só olhava, com o coração acelerado, sabendo que o Diego estava chegando e que eu ia fazer tudo aquilo na frente dele.
Comecei pelo João Pedro. Me ajoelhei no chão quente do deck entre as pernas dele, segurei o pau na base com a mão fechada e lambi de baixo pra cima, do saco até a cabeça, recolhendo toda a calda que estava escorrendo pelo caminho. O doce grudava na minha língua misturado com o gosto de pele molhada e cloro, e eu subi e desci assim umas três vezes antes de abrir a boca e enfiar de uma vez, até o fundo, até bater na garganta. Ele soltou um gemido curto e agarrou o braço da espreguiçadeira. Fiquei ali chupando com vontade, fazendo barulho de propósito, sugando a cabeça e descendo devagar, subindo rápido, sentindo ele latejar dentro da minha boca cada vez que eu apertava a língua contra a parte de baixo. Quando eu tirei, saiu um fio de baba misturado com calda escorrendo do meu queixo, e eu nem me dei ao trabalho de limpar.
Passei pro André sem tirar a mão do João Pedro, punhetando ele devagar enquanto virava a cabeça. No André eu derramei mais um pouco de calda antes de meter na boca, e fui mais lenta com ele, porque ele parecia o mais tímido dos três e eu queria ver ele perder a linha. Chupei só a cabeça primeiro, dando voltas com a língua, brincando com a pontinha, e ele empurrando o quadril pra cima querendo mais e sem coragem de pedir. Aí eu desci tudo de uma vez e engoli ele inteiro. Ele arqueou nas costas e soltou um palavrão sufocado, e a mão dele foi parar na minha nuca, apertando meu cabelo molhado, guiando o meu ritmo sem perceber que quem mandava ali era eu.
No Caio eu virei o que tinha sobrado no fundo do copo, aquela mistura mais escura com o Ovomaltine, e escorreu tudo pela barriga dele até o meio das pernas. Limpei com a língua de baixo pra cima, sem pressa, chupei o saco dele antes de subir, e só então botei na boca. Ele era o mais calado dos três, mas foi o que mais gemeu, mordendo o lábio pra não fazer barulho e falhando miseravelmente. Fiquei alternando entre os três, chupando um enquanto punhetava os outros dois com as mãos, indo e voltando, deixando cada um respirar um pouco antes de voltar pra ele, com o queixo, o pescoço e os peitos escorrendo de calda, saliva e água de piscina, e sabendo muito bem que o Diego estava atrás de mim vendo tudo.
Foi bem nessa hora que o Diego parou do meu lado. Levantei o olho, com o pau do Caio ainda na boca, e peguei aquela cara de surpresa deliciosa na expressão dele. Ele falou daquele jeitão dele:
— Olha a minha putinha… eu autorizei isso?
Eu não entendi direito a reação. Podia ser espanto, podia ser raiva, podia ser tesão puro, e sinceramente eu já estava tarada demais pra ficar decifrando o Diego naquele momento. Tirei o pau do Caio da boca só o tempo de responder, com o queixo ainda sujo de calda:
— Você tá fora. Vai ficar só olhando. Assiste de longe.
Depois que eu limpei todo o sorvete derretido no pau de cada um, eu ainda tinha uma carta na manga. Tinha visto em algum lugar uma tal de roleta russa do sexo, que basicamente funciona assim: quem goza sai da brincadeira, e ganha quem segurar até o fim. Na hora achei genial. Não pelo jogo em si, mas porque era a chance perfeita de descobrir de uma vez por todas o tamanho do estrago que eu causava nos caras.