Quinta-feira, 28 de maio de 2015
Hoje o Diego apareceu com os olhos brilhando de um jeito que eu já conheço bem. Chegou falando que finalmente rolou: ele vai dividir um apartamento no centro com um amigo da faculdade.
Meu coração deu um salto na hora. A gente já tinha falado tanto sobre isso… ter um cantinho só nosso, sem ter que ficar olhando o relógio, sem medo de barulho de chave na porta, sem correr pra vestir a roupa quando ouvia passos no corredor. Só eu e ele, sem limite de horário, sem ninguém pra atrapalhar. A ideia já me deixava arrepiada inteira, a buceta dando aquelas pulsadas traiçoeiras só de imaginar.
Ele me contou tudo animado. É um apê simples, quarto e sala, bem no centrinho de Petrópolis, pertinho da faculdade. O amigo é de Juiz de Fora, veio estudar aqui, ficou um tempo na casa dos tios, mas agora conseguiu alugar esse lugar. Aí o Diego foi conversando com ele, falou de mim, mostrou foto… e o cara topou na hora dividir o apartamento. Mas com uma condição bem clara.
O amigo também quer me comer.
Ele falou assim, direto, sem rodeio, olhando nos meus olhos pra ver minha reação. Senti um frio subir pela espinha misturado com aquele calor que já conheço tão bem. Fiquei quieta uns segundos, a cabeça girando. Não era exatamente surpresa — depois de tudo que já rolou com o Adriano, o Gabriel e os outros meninos, as ordens, eu já sabia que o Diego gosta de me dividir, gosta de me ver sendo usada por outros enquanto ele assiste ou manda. Mas ouvir que agora isso vinha junto com a chave do nosso cantinho secreto... isso seria muito diferente!
Eu engoli em seco. Eu já tinha transado com doze caras. Doze. Esse seria só mais um!
E, ca-ra-lho! A recompensa era grande demais: um lugar só nosso. Sem ter que me esconder, sem ter que abafar gemido no travesseiro, sem ter que sair correndo com a calcinha na mão. Eu poderia chegar lá, tirar a roupa devagar, abrir as pernas na cama dele sem pressa nenhuma, gemer alto o quanto quisesse, gozar quantas vezes quisesse, deixar ele me foder até não aguentar mais… e depois ficar deitada do lado dele, suada, melada, respirando ofegante, sem ninguém pra atrapalhar.
Depois explicou que o cara ficou louco pra me conhecer pessoalmente. Combinamos então que eu ia lá no apê amanhã ou depois, conhecer o lugar, e ele.
Sinceramente? Estou nervosa. Mas também estou curiosa pra caralho. Quero ver como é o cafofo, quero sentir o cheiro do lugar que vai ser nosso esconderijo, quero deitar naquela cama imaginando todas as vezes que vou ser fodida ali. E, sim… uma parte bem safada de mim também quer saber como é o pau desse cara, como ele geme, como ele me segura, como ele goza.
Depois eu conto como foi.
Sábado, 30 de maio de 2015
Fui com o Diego conhecer o tal apê que ele tinha falado. Ele pediu pra eu ir bem sexy, então coloquei um vestidinho branco de alcinha bem leve, sem sutiã, só a calcinha fio dental por baixo e uma sandália de salto que fazia minhas pernas parecerem mais longas. Sentia o tecido roçando nos bicos dos peitos a cada passo, e isso já me deixava com uma pontinha de tesão misturada com nervosismo.
O prédio era numa rua movimentada do centro, bem localizado. Subimos pelo elevador até o nono andar em silêncio. Meu coração batia um pouco mais rápido do que o normal. Diego abriu a porta com a chave que já tinha e, assim que entramos, vi o amigo dele sentado no sofá assistindo televisão.
O cara levantou na hora, veio na nossa direção. Estava só de short, sem camisa. Pele bem branquinha, cabelo castanho meio bagunçado, corpo magro mas definido. Não era exatamente o tipo que me fazia perder o ar, sabe? Não era feio, longe disso, mas também não era daqueles que me deixam com a boca seca só de olhar. Ainda assim, quando ele me mediu de cima a baixo, senti um frio na barriga.
Diego fez as apresentações rápido.
— Rafa, esse é o Daniel. Daniel, essa é a Rafa.
O Daniel sorriu de lado, os olhos passeando devagar pelo meu corpo.
— Você tem mesmo 14 anos?
— Tenho sim — respondi, tentando soar tranquila.
— Você é alta pra sua idade — ele disse, quase rindo, porque a gente ficava praticamente na mesma altura.
Diego, claro, não perdeu a chance de provocar.
— Muito Gatinha, né?
Daniel deu uma risadinha e falou que já tinha me visto em foto, mas que ao vivo era bem mais estonteante. Foi a primeira vez que ouvi essa palavra na vida. Achei graça, mas não consegui devolver o elogio. Na real, ele não era meu tipo.
Eles trocaram mais algumas frases que eu não peguei direito e riram juntos. Imagino que fosse sobre mim. Diego perguntou se tinha cerveja e foi direto pra cozinha americana. Enquanto ele mexia na geladeira, o Daniel ficou me olhando fixo, com aquele sorriso meio predador que me deu um desconforto esquisito. Não era medo, era mais, sei lá, uma sensação de estar sendo comida com os olhos.
Diego voltou com duas latas geladas, entregou uma pro amigo e os dois continuaram conversando, rindo, me deixando meio de lado. Até que meu primo me chamou com um aceno discreto pra um canto da sala.
Chegou perto, voz baixa, olhando direto nos meus olhos.
— Rafa, é o seguinte: combinamos que ele vai te comer uma vez por semana e, em troca, a gente vai poder usar o apê quando quiser. Ele vai te dar uma cópia da chave e você também vai poder trazer quem quiser.
Fiquei sem reação por uns segundos. O cérebro travou. Era sério mesmo aquilo? Ele estava falando sério?
— Pera aí… como assim? — minha voz saiu mais alta do que eu queria.
— Exatamente o que você ouviu. E tem mais: ele quer te comer sozinho. Só vocês dois. Sem eu estar por perto.
Aquilo me deu um baque. Sozinha com um cara que eu mal conhecia? Não gostei. Não gostei nada. Ter o Diego por perto sempre me dava uma sensação de segurança, mesmo que ele fosse bruto, mesmo que doesse às vezes. Saber que ele estava ali assistindo, mandando, controlando… aquilo me deixava mais à vontade. Sem ele, parecia perigoso. Parecia exposto demais.
— Pô, Diego, fala sério! — deixei escapar, já irritada.
Ele mudou a expressão na hora. Ficou sério, autoritário.
— Eu mando e você obedece, lembra?
Respirei fundo, sentindo raiva subindo pelo peito, mas ao mesmo tempo sabendo que não tinha muito como escapar daquela lógica dele.
— Tá bom, Diego… se é da sua vontade, eu topo — falei, mas a voz saiu carregada de revolta.
Ele me segurou firme pelo braço, apertando o suficiente pra doer um pouco.
— Sua puta, olha pra mim. Não gosto quando você me responde assim.
A cara dele me assustou de verdade dessa vez. Engoli em seco.
— Vamos de novo, ok? Vai me responder bem boazinha agora. Vai continuar fazendo tudo o que eu mando ou não?
Baixei os olhos um segundo, sentindo o rosto queimar.
— Vou sim, meu amor… tudo o que meu Mestre quiser — respondi, forçando um sorrisinho meio debochado no final.
Ele relaxou a expressão, satisfeito.
— Ahhh, agora sim.
Fiquei olhando pro chão uns segundos, tentando organizar a cabeça. No fundo eu entendia a troca: sexo em troca da chave do apê. Um preço alto, sim, mas se era o preço pra ter um lugar só nosso, onde a gente pudesse transar sem medo de ser pego, sem ter que abafar gemido no travesseiro, sem correr pra se vestir quando ouvisse passos no corredor… então talvez valesse a pena.
Talvez.
Continua...