Aí ele virou pra mim e falou uma coisa que eu achei foda demais:
— Porra, a gente podia chamar o Diego, hein?
Podia. E eu até queria. Só que ele não estava merecendo. Mas aí veio a ideia: ele podia ver sem estar ali. E eu queria que ele visse. Primeiro porque eu gostava disso, e segundo porque eu queria que ele entendesse de uma vez que eu dou pra quem eu quiser, que eu arrumo os meus próprios paus pra sentar sem precisar dele escrotizando tudo, como ele sempre faz.
Puxei o celular no lençol e falei:
— Bora fazer uma chamada de vídeo. Eu mamando vocês dois, que tal?
A ideia era divertida pra caralho. Os dois vieram, e eu fiquei ali revezando os dois na boca — tentando reanimar o Gabriel de um lado e dando conta do tamanho do Adriano do outro, a saliva escorrendo no queixo. Adriano abriu o aplicativo de vídeo do iPhone e procurou o Diego.
A chamada começou a tocar. Ele virou a câmera pra mim sem avisar, o pau ainda encostando no canto da minha boca.
Diego atendeu.
Adriano riu, encostando o celular mais perto.
— Coé, alemão! Olha o que tu tá perdendo aqui.
Eu nem olhei pra tela. Foquei em chupar os dois feito louca, com vontade, fazendo barulho, porque eu queria que ele visse o meu talento — uma coisa que a namoradinha dele com certeza não fazia melhor do que eu.
— Ih! Tô indo aí agora! Que porra é essa, vocês comendo a minha putinha sem mim?
Eu soltei o pau do Adriano com um ploc bem sonoro, com a boca formigando, o queixo doendo, a cara vermelha e toda babada.
— Sua putinha? — peguei os dois paus e puxei pra frente, pertinho da câmera, pra ele ver bem. — Você não está convidado, Diego.
Os meninos caíram na risada da cara de bunda que o Diego fez, mas ele não deixou barato e começou a fazer o mesmo que tinha o costume de fazer quando estava presente: ser o narrador de suruba.
Era engraçado seguir o comando daquela voz baixinha e digitalizada saindo do telefone. Mas era estranhamente excitante estar sendo vista por aquela câmera.
— Gabriel, deita aí. Rafa, minha putinha, senta nele. E o Adriano vai meter em você por trás.
Eu olhei pros dois meio nervosa. Era melhor o Adriano embaixo — daquele jeito ali os dois iam me rasgar.
— Adriano, apoia o telefone na mesa do PC pro pai aqui ver de camarote!
E é estranho, mas sem ninguém perceber todo mundo já estava obedecendo à voz que saía do aparelho.
O Gabriel deitou e eu subi em cima dele, encaixando. Ele estava duro de novo e eu senti ele inteiro me preenchendo, e quando ele começou a chupar os meus peitos os meus olhos viraram e eu só consegui gemer. O Adriano ficou atrás de mim, lambendo o meu cu, enfiando os dedos, passando o lubrificante que eu sempre levava na mochila, e ficou um tempão ali me preparando, com aquela mão pesada abrindo a minha bunda.
— Vai logo, Adriano! Mas lubrifica bastante, não vai me devolver a mercadoria estragada!
A voz do Diego no telefone estava cada vez mais irritante.
Eu senti quando o Adriano veio. Entrou pesado. Eu tentei me afastar, me estiquei inteira pra frente por instinto, e aquilo rasgava de um jeito que eu não entendia. Os meus olhos encheram de lágrimas na hora. Era bom, era excitante, me enchia de tesão, e doía ao mesmo tempo. O quarto ficou insuportável de quente por um instante e depois a coisa só ficou mais intensa: dor misturada com prazer, estímulo demais vindo de todo lado, e eu queria gritar e não saía som nenhum da minha boca.
— Entrou? Não dá pra ver daqui. Rebola, putinha, faz alguma coisa. Não é só ficar parada recebendo pica.
O Diego se divertia assistindo e eu não conseguia nem pensar.
Mas eu rebolei. Primeiro só um giro pequeno, testando, porque qualquer coisa maior que aquilo eu não ia aguentar. E foi ali que a dor começou a virar outra coisa. Eu girava e sentia os dois se esfregando dentro de mim, separados por nada, um raspando no outro através de mim, e cada volta espalhava aquele calor pelas coxas.
Aí eles acharam. Não sei qual dos dois começou, mas de repente eles pararam de brigar um com o outro e se revezaram — quando o Gabriel subia, o Adriano saía; quando o Adriano metia, eu descia no Gabriel. Um entrava enquanto o outro voltava, e o que era rasgo virou compasso, e eu nunca ficava vazia em lugar nenhum, nem por um segundo. Eu estava tão cheia que não sobrava espaço nem pro ar. Cada estocada me arrancava um som que eu nunca tinha ouvido sair de mim.
Não deu pra segurar mais nada. Eu babava no ombro do Gabriel, com as unhas cravadas no peito dele, as coxas tremendo tanto que quem me sustentava eram os dois, e a única coisa que existia no mundo era aquele lugar entre as minhas pernas pegando fogo.
O Adriano gozou primeiro. Travou os dedos na minha cintura, meteu fundo três, quatro vezes e gozou dentro do meu cu, e eu senti cada pulsada quente lá dentro, e foi isso que me jogou. Eu gozei junto com ele e o meu gozo não terminava — vinha em onda, uma atrás da outra, apertando os dois dentro de mim em espasmo, e eu senti que estava gritando sem escutar a minha própria voz. Ficou tudo branco. Eu perdi a força dos braços, das pernas, do pescoço, e desabei em cima do peito do Gabriel com os dois ainda dentro de mim, tremendo, chorando de olho fechado, sem conseguir falar, sem conseguir pedir pra parar, sem conseguir nem me lembrar do meu nome.
Levaram um tempo pra sair de dentro de mim. Eu fiquei ali largada, escorrendo, com o corpo dando espasmo sozinho, ouvindo de longe a voz do Diego ainda falando alguma coisa lá da mesa do PC.
Eu não olhei pra tela nenhuma vez. Não queria dar o gostinho pra ele de saber que eu estava gostando.
— Chega, desliga isso, Adriano — falei, cansada.
Adriano mandou um "foi mal, primo" e desligou, sob os protestos do Diego, que levaram os dois ao riso de novo.
Depois que acabou, a gente meio que começou a arrumar a bagunça do quarto e a se vestir, e ficamos conversando. Foi quando eu tive uma ideia: eu queria muito ver a Carol em ação. Queria ver como ela chupava, como sentava nos caras. Os meninos nem sabiam que a gente se pegava. Aquela ideia me encheu de tesão e falei como se fosse a coisa mais comum do mundo:
— Sabe uma coisa que eu pensei agora?
Eles pararam de falar na hora e se viraram pra mim, calados, esperando eu continuar.
— A gente podia chamar a Carol. Tipo, nós quatro.
— Daí a gente troca? — perguntou o Gabriel quase dando um pulo de felicidade.
— Respeita, moleque — cortou o Adriano. — A Carol é minha namorada.
Eu ri, enquanto vestia a blusa.
— Sua ex, né, Adriano.
Ele apenas balançou a cabeça, admitindo.
Gabriel riu, ainda nu:
— Porra. Meu sonho é esse. Duas loirinhas como vocês duas na mesma cama.
— Hum. E eu quero muito ver ela dando. Imagina ela aqui de quatro e vocês dois comendo ela.
O quarto ficou quieto um segundo. Olhei pro Adriano.
— Topa dividir sua namoradinha com seu irmão?
Ele soltou o ar pelo nariz, bufando. Depois riu sem graça, rendido.
— Tá, eu topo.
Fiquei empolgada pra caralho. Agora era só falar com ela.
Será que ela ia topar?