Capítulo 0

Pena que é tão vadiazinha

Eu me inclinei pra frente, mãos no peito dele, e comecei a ir e vir raspando ali, sem quicar, só me esfregando nele. Foi aí que eu fiquei doida. Nesse ângulo ele batia na parede da frente, naquele ponto, e cada vinda pra frente arrastava o clitóris e cada volta cutucava lá dentro, e as duas coisas juntas me deixaram sem chão. A buceta começou a apertar sozinha em cima dele, uns apertos que eu não mandava, e ele gemeu por baixo de mim.

Sentei reta de novo. Joguei a cabeça pra trás, agarrei o meu próprio cabelo com as duas mãos pra tirar da cara e passei a quicar, descendo com tudo, batendo a bunda nas coxas dele, sentindo ele entrar até o fim e bater no fundo, aquela pontada boa que dói e a gente quer de novo. O barulho era escancarado, molhado, escorrendo por mim e por ele. Apertei os seios, torcendo os bicos com força, e essa torcida desceu direto pro meio das pernas, como se estivesse tudo ligado por um fio.

Aí eu não mandava mais em nada. Alternava sem pensar, quicava até não aguentar, voltava pra esfregação lenta quando ficava perto demais do orgasmo, e assim fui subindo, subindo, com as coxas tremendo tanto que eu já não sabia se ainda conseguia me segurar. O corpo inteiro tremia, o cabelo caía na minha cara e eu gemia alto, sem me importar com nada, com uma vontade animal de socar forte até o fim.

O segundo gozo veio diferente. Não subiu pelas coxas como o primeiro. Veio de dentro, fundo, uma onda que apertou tudo e se espalhou. Senti a buceta se fechando em volta dele, em espasmo, apertando e soltando o pau enquanto eu quicava mais rápido, desesperada. A visão embaçou. Só existia o pau dele batendo, o clitóris sendo esmagado e o cheiro de sexo no quarto.

Travei em cima dele com tudo dentro, o quadril tremendo sem parar, o corpo inteiro convulsionando. Apertava ele por dentro numa força que eu não controlava, as paredes pulsando, molhando ainda mais, escorrendo pelas minhas coxas e pelas dele. As pernas tremeram tanto que quase desabei. Mas ele segurou firme, não deixou eu cair. Cravou as mãos na minha cintura, me puxando pra baixo, curto e fundo, enquanto eu ainda gozava, cada movimento puxando o orgasmo mais um pouco. Eu gemia sem formar palavra, só som, a cabeça jogada pra trás.

— Não sai — ele disse, rouco, contra a minha boca. — Fica. Assim.

Empurrou mais duas, três vezes, fundo, e gozou dentro de mim com um gemido baixo que quebrou no meio. Senti o pau latejar, quente, enchendo, e ele falou no meu pescoço, atrapalhado, quase sem ar:

— Eu te amo, Rafa… você é tão linda e gostosa.

Fiquei parada em cima dele, ofegante, sentindo ele pulsar e a porra escorrer quando o corpo afrouxou. Inclinei o peito no dele, o coração dos dois disparado no mesmo lugar. Beijei a boca dele, lenta, lambendo o lábio de baixo.

— Caralho…

Foi tudo que eu consegui dizer. Rolei pro lado brigando pra puxar ar. Os braços pesados, o coração batendo dentro do ouvido, a buceta ainda aberta e quente, vazando nele e no lençol. Por mim eu ficava ali deitadinha e ele podia fazer o que quisesse até o mundo acabar.

Gabriel virou de lado comigo. Passou a mão na minha barriga, desceu entre as pernas e juntou o que escorria com dois dedos, sem pressa, como quem ainda não queria que a cena acabasse. Beijou meu ombro.

— Não deveria falar isso… — a voz veio baixa, perto da orelha, a mão ainda na minha cintura. — Você mexe demais comigo. Sou muito apaixonado por você.

O polegar parou no canto da minha boca.

— Namoraria fácil. Pena que é tão vadiazinha.

Eu ri com a boca ainda colada na pele dele. Não fiquei ofendida, pelo contrário, achei engraçado. Olhei pra ele e respondi no mesmo tom:

— Então aproveita. Eu posso ser sua putinha sempre que você quiser.

Ele riu, parecendo não acreditar no que acabou de ouvir.

— Porra, Rafa… Sério? Vou cobrar isso.

Depois disso ficou um silêncio no quarto e eu fiquei olhando pro teto.

Não tinha mesmo como eu ficar ofendida, afinal ele tinha visto o quanto eu curti dar pra todos aqueles caras ali na piscina da casa dele.

Sabe, Diário, eu tenho essa noção de que sou safada demais — uma vadiazinha, como ele disse. As meninas da minha idade, na maioria, ainda são virgens. E as que já transam fazem com um cara só e vivem daquilo o mês inteiro. Só que eu não me contento. Eu gozo e não acaba. Eu gozo e continua tudo aceso, latejando, pedindo mais, como se o meu corpo não soubesse desligar. Acabo de gozar e já estou pensando no próximo. Esse tesão não vai embora nunca.

Eu já estava ali fazia um tempão com o Gabriel. Já tinha dado pra ele de um monte de jeito e, mesmo assim, queria mais. Ele estava morto do meu lado, braço jogado em cima dos olhos e o peito subindo e descendo, pedindo arrego. E eu ali do lado dele, acesa, latejando, querendo mais. Virei o rosto pra cara dele.

— Teu irmão tá em casa?

— Acho que sim. Por quê?

— Quero dar pra ele também. Você não é ciumento não, né?

Ele deu a maior gargalhada, tossindo no meio.

— Porra, garota. Tu não cansa, não? Quase me matou aqui. E olha que eu faço academia.

— Ah, mas eu sou bailarina, né? Tenho resistência e muita flexibilidade.

— Vai lá, cara. Chama ele.

O Gabriel fez uma cara engraçada. Ficou me olhando, como se estivesse esperando eu dizer que era brincadeira. Quando viu que não era, passou a mão no cabelo e deu uma risadinha.

— Porra, Rafa… você seria uma namorada perfeita se não fosse tão piranha.

Ele ficou uns dois segundos parado. Depois soltou o ar, vestiu a bermuda e saiu sem fechar direito a porta. Fiquei nua na cama, perna dobrada, o lençol grudado na coxa, o quarto ainda cheirando a sexo. Peguei o celular, curiosa pra saber se tinha alguma mensagem, mas não tinha nada. Apaguei a tela e joguei o aparelho no travesseiro.

Não demorou e a porta abriu de novo e os dois entraram. Adriano veio na frente com um sorriso enorme e a mão no pau, por cima da cueca boxer e o volume grosso esticando o tecido. Eu ri, safada, com a boca cheia d’água.

Fiz tudo de novo — tudinho o que eu já tinha feito com o Gabriel, só que agora com ele assistindo. E eu ficava impressionada com o tanto que os dois irmãos eram diferentes. O Gabriel era doce, cuidadoso, ia devagar. O Adriano tinha a pegada forte, mão pesada, jeito de macho, e o pau dele era grande. Muito grande.

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