Capítulo 0

O Gabriel me queria só pra ele

Depois daquele gang bang frenético, o meu celular não parou mais. Era mensagem atrás de mensagem, todas do Gabriel, e o conteúdo era sempre o mesmo:

Rafa, você me deixou louco

Não consigo parar de pensar em você, na sua boca me chupando

Como você é gostosa

Vem aqui, tô louco pra te comer, mas só eu e você

Eu lia tudo aquilo e ria, achando engraçado. Mas o que mais achei legal não foram os elogios em si, mas saber que eu tinha esse poder de mexer tanto com um cara a ponto de deixá-lo assim: faminto, louco de desejo. Um cara que tinha me usado no meio de outros cinco, mas agora me queria só pra ele.

Aí veio o pensamento: "Caralho, por que isso nunca aconteceu com o Diego? Por que eu não mexo com ele desse jeito?"

Fiquei olhando a tela e abri a conversa com ele. Fui subindo o histórico. Nenhuma mensagem de saudade ou "não paro de pensar em você". As mensagens eram sempre no mesmo tom de ordem, como se fosse meu dono: Vem aqui, putinha. Quero te foder

E eu ia. Sempre ia.

Bateu um pouco de tristeza. Eu já estava acostumada com o jeito mandão, mas só queria que, de vez em quando, ele fosse mais carinhoso. Que demonstrasse afeto, que me desejasse como mulher e não me usasse apenas como a putinha que fica disponível na hora que ele quer.

Caiu uma lágrima, confesso, escorreu antes que eu pudesse segurar. Mas eu tinha prometido a mim mesma que não ia mais sofrer por isso. Tinha decidido que agora quem ia usar os caras era eu.

Abri novamente a conversa do Gabriel e digitei:

Também quero, amore. Bora marcar

E combinamos para o domingo seguinte.

Domingo, 24 de maio de 2015

14h

Todo domingo, depois do almoço, eu ia pra casa da Carol. Só que dessa vez eu desviei e fui pra casa do Gabriel, que era pertinho, só uns minutos a mais depois da casa dos meus primos.

Ele foi me buscar no portão. Entrou comigo pela porta dos fundos pra não dar de cara com os pais e subimos direto pro quarto dele. Nem teve conversa, mas gostei do jeito que ele começou, bem diferente daquele outro, que sempre começava com um “ajoelha e chupa”. O Gabriel me puxou num beijo gostoso, lento, daqueles que incendeiam a boca e deixam a gente molhada rápido demais. O peito liso encostava no meu, quente, o abdômen marcado pressionando a barriga. Fiquei ali me esfregando nele, sentindo o pau duro dentro da bermuda.

Enquanto a gente beijava eu fiquei pensando o quanto ele era lindo e o quanto beijava gostoso. Passei a mão naqueles cabelos loiros, lisos e meio ondulados, que escorriam entre os dedos. Mordi de leve o pescoço dele. O cheiro era tão bom, a pele macia e quente. Aquele ali daria um namorado perfeito. Carinhoso e safado ao mesmo tempo.

Antes que ele pedisse eu já fui abrindo a bermuda dele e me ajoelhei aos seus pés. E fui devagar de propósito. 

Tirei a rola dele pra fora e segurei na mão. Bati uma punheta lenta, olhando pra cima até ele baixar os olhos pra mim. Quando baixou, subi a língua da base até a cabeça, uma vez só, tão devagar que ele fechou a mão na bermuda e soltou o ar todo de uma vez. Aí eu beijei a cabeça, um beijo demorado e molhado, fiquei um tempo com a língua na pele fina de baixo, e só então coloquei na boca — só a cabeça, nada além dela — e chupei fraquinho até soltar com um plop.

Voltei. Desci um dedo a mais. Desci mais. Cuspi nele e espalhei o cuspe com a mão até escorrer entre os dedos, e daí em diante ficou aquele barulho de molhado no quarto inteiro, a minha mão trabalhando o que a boca ainda não alcançava. E eu não largava os olhos dele. Queria que ele visse tudo: a boca esticada na rola, o queixo babado, o cabelo grudando na cara.

Soltei o pau dele com carinha de safada e falei quase implorando, só pra deixar ele mais doido:

— Me chupa também? Quero muito gozar, faz isso por mim?

Eu me levantei, tirei a roupa e me deitei na cama dele do jeito mais confortável que deu.

Ele deitou entre as minhas pernas e antes da boca chegar eu já senti a respiração quente em mim, e a minha perna tremeu sozinha. Quando encostou, perdi o ar. Era quente e molhado. A língua ficou chata e mole em cima do clitóris, indo e voltando no mesmo lugar, sem pressa nenhuma, e cada passada puxava alguma coisa lá do fundo da barriga. Eu apertava por dentro, com aquele vazio, com aquela vontade de ter alguma coisa dentro de mim. Quando ele enfiou dois dedos, fechei em cima deles com força. O rosto raspava de leve na minha pele e mesmo assim eu empurrava a buceta na cara dele. Ele gemeu com a boca colada em mim. O barulho me fez tremer.

O gozo veio subindo pelas coxas, se juntou embaixo do umbigo e ficou apertando ali. O quarto foi sumindo, e eu não ouvia mais nada além da minha respiração e do barulho molhado da boca dele. Segurei a cabeça dele com as duas mãos, fechei as coxas nas orelhas, travei ele ali sem deixar sair e gozei na boca do Gabriel gritando, apertando os dedos dele por dentro com uma força que eu não mandei, tremendo da barriga até a ponta do pé.

Ele continuou, e do outro lado do gozo cada lambida virava choque. Empurrei o ombro dele com o pé e puxei o cabelo até desgrudar.

Ele levantou a cara toda melada, escorrendo do queixo. Puxei ele pra cima de mim, lambi a boca dele, senti o meu próprio gosto e falei rouca no ouvido dele:

— Deita. Tô louca pra sentar em você.

Subi em cima dele e, de tão molhada, quase não senti o pau entrando. Foi como se o corpo tivesse sugado ele pra dentro, ignorando o tamanho. Só senti de verdade quando o clitóris encostou na barriga dele e a cabeça do pau bateu no meu útero, e aí tudo ficou quente de uma vez.

Eu ainda estava latejando do gozo, tudo inchado e sensível pra caralho, e as primeiras descidas foram quase dor. Fiquei parada com ele todo dentro, respirando, esperando o corpo ceder. Aí comecei a rebolar devagar, sem tirar, só girando o quadril, e a dor virou outra coisa. Ele esfregava em tudo por dentro, e a cada volta o clitóris deslizava na pele dele, uma pressão gostosa demais, contínua, que não parava um segundo.

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