15h35
Na casa do Adriano
Chegamos na casa do Adriano rapidinho. Eu nunca tinha entrado ali antes. Assim que atravessamos o portão da frente, dei de cara com a piscina enorme, água cristalina brilhando no sol da tarde. O lugar era de um luxo discreto e perfeito: gramado impecável, espreguiçadeiras confortáveis dispostas ao redor, e uma churrasqueira de pedra rústica ali no canto. Logo em frente à piscina estava a casa, de arquitetura moderna, elegante e com grandes janelas de vidro que refletiam o céu azul e o verde do jardim.
— Você conhece o Gabriel, né? — Diego perguntou, apontando com o queixo para o garoto encostado na borda da piscina.
Na real, a gente só se conhecia de vista. Eu sabia que ele era irmão mais novo do Adriano. Já tinha visto ele algumas vezes na casa do Diego, quando rolava aqueles torneios de FIFA no videogame. A casa do meu primo ficava lotada de gente, primos, amigos, e o Adriano e o Gabriel sempre apareciam. Mas nunca tinha trocado mais que um “oi” com o menino.
Ele tinha 17 anos, magrinho, pele branquinha, cabelo loiro liso caindo quase nos ombros. Sorriso fácil, daqueles que mostram os dentes certinhos, e uns olhos claros que já me mediam inteira assim que me viu. Ele não disfarçava. Nem tentava.
Adriano apareceu logo em seguida com umas cervejas geladas na mão. Entregou uma para cada um e sentou do meu lado na borda da piscina, as pernas dentro d’água. Diego ficou do outro lado, mais relaxado, mas eu sentia o olhar dele em mim o tempo todo.
Eu estava com um biquíni preto: lacinho na nuca e nas laterais da calcinha, tanga bem cavada no bumbum, deixando metade da bunda de fora. A parte de cima apertadinha, marcando os peitos, os bicos já durinhos por causa do vento fresco e da ansiedade. Me sentia linda. Poderosa. Gostosa para caralho. E eles não disfarçavam os olhares nem um pouco.
O Adriano era o pior — ou o melhor— olhava descaradamente direto para os meus peitos, depois descia para a virilha, depois percebia que eu tinha um rosto. Sorria de lado toda vez que eu cruzava as pernas ou mexia o cabelo. O Gabriel era mais tímido, mas não menos intenso. Ficava me encarando por uns segundos, depois desviava, ficava vermelho, e logo voltava a olhar de novo. Eu adorava isso. Adorava saber que os dois estavam me comendo com os olhos.
Lógico que eu já imaginava o que ia rolar. Diego tinha falado de um desafio, e o jeito que ele me olhou antes de sairmos da casa dele, eu sabia que não ia ser só conversa e cerveja. E, sinceramente? O Gabriel era gatinho demais. Magrinho com cara de safado! Ficar com ele não ia ser nenhum sacrifício. Pelo contrário. Só de pensar já sentia a buceta pulsar de leve dentro do biquíni.
Essa coisa de desafio, de ser a putinha que fazia tudo que ele mandava, era novo. Eu me sentia estranha, mas ao mesmo eu gostava. Aquilo mexia com o meu corpo e bagunçava a minha cabeça de um jeito esquisito que eu não sabia explicar. Desde a última vez que eu aceitei e fiz tudo aquilo, eu me senti meio que viciada na ideia.
Ali na piscina, eu tomei um gole longo da cerveja gelada, sentindo o líquido descer frio pela garganta, e olhei para o Diego. Ele sorriu daquele jeito que me deixa louca: meio predador, meio orgulhoso.
— Pronta para o primeiro desafio, putinha? — Ele perguntou baixinho, só para eu ouvir.
Meu coração disparou.
Engoli em seco, mas sorri de volta, já molhada antes mesmo de qualquer coisa acontecer.
— Pode mandar. — Falei meio confiante. Mas morrendo de nervosa por dentro.
Diego chegou bem pertinho de mim, o corpo colado nas minhas costas, a boca roçando minha orelha enquanto murmurava baixinho, só para eu ouvir:
— Quero te ver provocando o Gabriel. Pula na piscina e fica se esfregando nele igual você fez na piscina lá de casa com aquele seu namoradinho. É seu primeiro desafio. Faz isso por mim?
Meu corpo inteiro arrepiou. Olhei para ele de lado, mordi o lábio e assenti devagar. Ele sorriu satisfeito, deu uma tapinha leve na minha bunda por baixo d’água e se afastou um pouco, ficando de pé na borda, assistindo tudo.
Eu vi Diego falar alguma coisa rápida para o Gabriel. Não ouvi o que foi, mas o garoto não perdeu tempo: pulou na piscina na hora e veio nadando direto até mim, os olhos fixos nos meus.
Quando chegou perto, tomou a iniciativa sem nem perguntar. Me puxou pela cintura com as duas mãos, me colou no corpo dele e já veio me beijando. Beijo quente, faminto, língua invadindo minha boca sem pedir licença. Ele beijava muito bem, com vontade, mordendo meu lábio de leve, sugando minha língua. Fiquei excitada na mesma hora, a buceta pulsando dentro do biquíni.
— Caralho, Rafa… sou louco por você desde a primeira vez que te vi — ele sussurrou entre um beijo e outro, a voz rouca de tesão.
Comecei a me esfregar nele debaixo d’água, sentindo o pau duro dele roçando na minha coxa, pressionando forte. Ele desamarrou o top do biquíni com uma facilidade absurda, deixou meus peitos livres na água e atacou os bicos com a boca. Chupou forte, alternando entre os dois, mordiscando de leve enquanto eu gemia baixinho e me apertava mais contra ele, as pernas entrelaçadas nas dele.
Coloquei a mão dentro da sunga dele, tirei o pau para fora e comecei a bater uma punheta bem devagar, sentindo ele pulsar na minha mão. A gente se beijava sem parar, a água batendo em volta, o som molhado misturado com nossos gemidos abafados.
Depois virei de costas para ele, empinei a bunda e comecei a esfregar contra o seu pau. Eu adorava fazer isso: sentir uma cabeça grossa roçando na entrada da minha xota, abrindo os lábios por cima do tecido da calcinha do biquíni. Estava de frente para onde o Diego estava, na borda da piscina, me assistindo tudo com aquele olhar possessivo que me deixa louca. Mantive os olhos nele o tempo inteiro, querendo que ele visse cada movimento, cada rebolada, cada gemidinho que escapava da minha boca.
Esfreguei devagar, depois mais rápido, até que a calcinha do biquíni escorregou para o lado sozinha e o pau dele entrou de uma vez. Ele gemeu alto no meu ouvido e começou a meter devagar, segurando minha cintura por baixo d’água. Eu empurrava o quadril para trás, fazendo ele entrar todo, sentindo cada centímetro me abrindo, me enchendo. A água dificultava um pouco o ritmo, mas tornava tudo mais lento, mais gostoso, mais torturante.
Mas, mesmo com o pau do Gabriel me fodendo gostoso, eu não conseguia parar de procurar o Diego com os olhos. Era para ele que eu estava rebolando de verdade. Era o olhar dele que me fazia gemer mais alto, era saber que ele estava assistindo que me deixava ainda mais molhada. Na real, era isso que ele queria: me ver sendo puta para outro, mas ainda assim sendo dele.
Diego se aproximou da borda, os braços apoiados, me olhando com aquela cara de quem manda em tudo.
— Sai da água, Rafa. Vem aqui.