21h40
A casa estava morta. Todo mundo cansado depois de um dia inteiro na praia. Meus pais e irmãos já tinham se trancado nos quartos, dava para ouvir a TV ligada baixinho em alguns deles. Eu mesma estava deitada, zapeando os canais de assinatura sem prestar atenção em nada, só esperando o sono chegar. Estava exausta.
Foi então que a porta do meu quarto abriu devagar.
Uma cabeça apareceu na fresta. Aqueles olhos de avelã, com um sorrisinho torto, cheio de maldade.
— Coloca uma roupa aí — murmurou Diego, baixinho. — que tal um rolezinho na praia?
Eu me levantei rápido demais pra quem jurava estar morta de sono, troquei de roupa em segundos e saí atrás dele na ponta dos pés, atravessando os corredores escuros sem fazer barulho. O coração já batendo diferente.
Eu sempre amei caminhar na areia de noite. Com o Diego, então… era ainda melhor. E nesses dias em Búzios eu passava o dia inteiro naquela expectativa de ter algum momento a sós com ele.
A praia estava completamente vazia. O mar vinha cheio, as ondas batendo mais forte do que de costume, e o vento frio da noite batia no rosto de um jeito agradável, bagunçando meu cabelo e me fazendo arrepiar. A lua iluminava a areia clara e desenhava um caminho de prata na água.
— Bora até aquele barquinho ali! — ele apontou para um barco velho de pesca encostado no muro de uma casa — Vem!
— Ahn, Diego! — Arfei meio decepcionada, meio já resignada.
Eu já não me iludia tanto com ele nesse ponto. Sabia muito bem o que ele queria.
Às vezes eu ficava pensando se aquele jeito de mostrar carinho — só através de sexo — vinha da criação. Será que era "coisa de homem" mesmo? Ou será que eu ainda estava me iludindo, tentando enxergar sentimento onde só tinha tesão?
Eu não queria muito, confesso, ainda mais na areia. Um boquete rápido já era correr o risco de engolir meio quilo de areia no processo… imagina se ele quisesse me comer de verdade, mas eu não conseguia dizer não. E a ideia de fazer qualquer coisa ali, com ele, no escuro, com o risco real de sermos vistos num lugar público… Nossa. Minha buceta latejou na hora.
Ficamos escondidos entre a parede fria e o barquinho que tapava um pouco a visão de quem por acaso passasse pela areia. Diego me encostou na parede gelada. Eu puxei ele pra um beijo, mas não durou nem dez segundos. Ele se desvencilhou de mim já abrindo o short.
— Putinha… chupa meu pau. Vai. Ajoelha.
Eu olhei pros lados e pensei “putz”, mas acabei obedecendo sem questionar.
Desci de joelhos na areia fria, sentindo os grãos grudarem na pele, e olhei pra cima. Aquele pau já duro, a expressão dele esperando, quase impaciente.
Segurei o pau dele e comecei a chupar, babando bastante, fazendo movimento em parafuso. Eu já adorava mesmo chupar e estava ficando muito boa nisso. A cabeça entrava e saía da minha boca enquanto ele segurava meu cabelo e gemia baixo, mandando eu continuar.
O problema era a porra da areia.
Toda vez que eu apoiava a mão no chão pra me equilibrar, a areia grudava nos dedos. E inevitavelmente, em algum momento, eu esquecia e levava a mão pro pau dele… e a areia ia junto. Acabava entrando na boca. Eu parava, cuspia de lado, limpava a língua no tecido da blusa e voltava a chupar, tentando não rir da situação.
— Porra, Rafa… — ele riu baixo, a voz rouca. — Tá comendo areia?
Mesmo com a areia atrapalhando, eu chupava com vontade. O gosto dele, os gemidos, o risco de alguém passar e ver… tudo isso me deixava encharcada. Ele apertava meus cabelos e empurrava a cabeça, gemendo baixinho, enquanto eu tentava não engolir mais areia naquela chupada.
De repente, quando percebeu que ia gozar, ele me mandou parar. Puxou minha cabeça pra cima e falou, a voz rouca:
— Encosta aí no barquinho. Empina a bunda. Vou comer seu cuzinho.
Eu arregalei os olhos.
— No seco? Cheio de areia? Nem morta, Diego. Esquece!
Ele deu aquele sorrisinho safado, como se já tivesse tudo planejado, e tirou do bolso um tubinho de lubrificante. Mostrou pra mim.
— Aqui. Relaxa. Sou um cara prevenido — e deu uma gargalhada baixa.
A ideia de dar ali na praia… debruçada, com o vento batendo nas costas, naquela praia deserta… seria quase romântico se o Diego se esforçasse minimamente. Mas não era romance. Era só puro tesão. E, mesmo assim, eu me virei, encostei as mãos no barco e empinei a bunda.
Ele passou o lubrificante gelado no meu cuzinho, espalhando com os dedos. Enfiou um, depois dois, abrindo espaço com calma. Eu mordia o lábio, sentindo o frio do gel e o calor dos dedos dele. Quando a cabeça do pau pressionou a entrada, eu esperava a dor de sempre… mas dessa vez entrou mais fácil. O lubrificante e a excitação fizeram diferença.
— Tá entrando fácil hoje, hein… — ele murmurou, quase rindo, enquanto ia fundo.
Começou a meter. No começo mais devagar, depois com força. As mãos grandes apertavam minha cintura, as estocadas faziam meu corpo bater levemente no barco. O vento frio batia nas minhas costas nuas, contrastando com o calor do pau dele dentro de mim. Eu enfiei a mão entre as pernas e comecei a me tocar, o clitóris inchado e molhado, circulando rápido enquanto ele me fodia.
O prazer subiu rápido. Cada socada no cu, cada movimento dos meus dedos… eu gozei forte, o corpo tremendo, o cu apertando o pau dele em espasmos. Diego gemeu baixo e gozou logo depois, enterrado fundo, me enchendo.
Quando ele saiu, eu senti a porra quente escorrendo devagar pelo meu cu, descendo pela coxa. O contraste com o vento frio da noite me fez tremer. Fiquei ali, ainda debruçada, ofegante, sentindo o líquido quente escorrer, e do nada me deu uma sensação estranha. Tipo um orgulho. Eu estava ali, numa praia deserta, de madrugada, com o cu gozado do meu primo… e por uns segundos me senti no controle. Como se tivesse algum poder sobre ele, mesmo que fosse só por alguns minutos.
Quando acabou eu olhei para o Diego que ria sozinho como um retardado.
— O que foi?
Ele riu mais um pouco e respondeu:
— Piranha à milanesa é bom demais!
Ele mostrou as mãos cheias de areia, eu deveria ficar puta, mas caí na gargalhada junto com ele.