Quarta-feira, 4 de março de 2015
Oi, diário!
Hoje teve jogo do Manchester United e eu fui assistir na casa dos meus primos. O Diego adorava qualquer desculpa pra fazer churrasco e chamou o Adriano, que era o melhor amigo dele; aqueles dois são inseparáveis, tipo dupla sertaneja. Às vezes acho que o Diego passava mais tempo com o Adriano do que com a própria namorada.
Eu já estava acostumada a esbarrar com o Adriano por lá. Eles ficavam no quarto jogando futebol no PlayStation, e o engraçado que de vez em quando eu até ouvia berros de gol, mas eram só os dois idiotas jogando vídeo game! Eles levavam aquilo tão a sério que comemoravam como se estivessem no Maracanã.
Nesse dia, estava um calorão da porra, então antes do jogo começar, todo mundo caiu na piscina. Eu vesti meu biquíni vermelho de lacinho, aquele mesmo que comprei em Búzios. O objetivo agora era causar, e eu queria causar bastante.
Dessa vez não era só o Diego que me olhava, o Adriano também! E como olhava… Todo descarado, sem o menor pudor, me devorando com os olhos: eu vi os olhinhos dele descendo devagar pelo meu corpo, parando sem vergonha nos meus seios, na curva da cintura, nas coxas. Era um olhar safado, sabe? Daqueles que fazem a gente se sentir nua mesmo vestida.
Não era a primeira vez que eu pegava ele me olhando assim, mas dessa vez parecia mais intenso, mais demorado. Fiquei incomodada e constrangida ao mesmo tempo, sentindo meu rosto queimar. Tentei disfarçar, ajeitando o cabelo, mas por dentro eu sentia uma mistura estranha e confusa de vergonha e excitação.
Eu queria entender por que meu corpo reagiu daquele jeito. Era normal ficar molhada com o olhar de um cara qualquer, mesmo estando apaixonada por outro? Isso era muito confuso para mim.
A merda era que o Adriano era o ex da Carol. Sim, a Carol que é a minha prima! Eles chegaram a namorar, e o pior, foi com ele que ela perdeu a virgindade. E mesmo assim, ali estava ele, me comendo com os olhos e soltando indiretas sem o menor esforço pra disfarçar.
Mas, diário, tenho que admitir: o Adriano era lindo, do tipo que chama atenção naturalmente. Cabelos castanho-claros quase loiros, cortados baixinho nas laterais e bagunçadinho em cima, daquele jeito “acordei assim”, parecendo bem casual. Corpo sarado de academia, ombros largos, abdômen marcado. E pra completar o pacote, aquele olhar combinado com um sorriso safado.
Mesmo achando ele um gato, eu nunca dei mole. Nunca mesmo. Naquela fase da minha vida, o único cara capaz de fazer meu coração disparar, minhas pernas tremerem e minha calcinha encharcar só com um olhar… era o Diego.
Mas aí a desgraça aconteceu.
Eu saí da piscina pingando, fui pegar algo pra beber e conferir o que estava saindo de carne na churrasqueira. Foi quando ouvi o Adriano falar alto, sem se importar se eu escutaria:
— Novinha assim, e tá gostosinha desse jeito… Imagina quando ficar igual à irmã…
Congelei na hora. O copo que eu segurava quase escorregou da minha mão. Meu rosto pegou fogo. Nem consegui ouvir a resposta do Diego — se ele riu, concordou ou mandou o amigo calar a boca. Fingi que não era comigo e voltei pra piscina com cara de paisagem, mas por dentro eu estava um caos: perturbada, exposta… e estranhamente excitada.
Aquele comentário grosseiro mexeu comigo. Parte de mim ficou desconfortável. A outra parte — a que estava despertando — sentiu um tesãozinho safado latejando entre as coxas. Meu ego até inflou. Afinal, elogio é elogio, ainda mais vindo de um cara gato como o Adriano.
Acabei ficando louca de curiosidade pra saber o que o Diego realmente achava de mim. Será que ele também me via como “gostosinha”? Será que tinha reparado que eu estava mudando, crescendo, me tornando mulher? Será que sentia o mesmo fogo que eu sentia quando ele me olhava?
A única certeza que eu tinha era que, quando aqueles dois se juntavam, era melhor tomar cuidado. Viravam dois moleques insuportáveis: piadinhas idiotas de quinta série e provocações que só eles achavam engraçadas.
Chegou a hora do jogo e, como sempre, os dois se juntaram pra torcer contra o United só pra me irritar. E eu, idiota, caí direitinho na provocação deles. Mas no finalzinho, mesmo com aquela torcida ridícula contra, o United fez o gol da vitória e eu explodi de alegria. Pulei, gritei “Gooooool!” bem alto, e olhei direto pros dois com um sorriso vitorioso, mostrando o dedo do meio e gritando:
— Chupaaa, bando de secadores dos infernos!
Acabou o jogo e eu corri pro banheiro, tranquei a porta e me apoiei na pia com as duas mãos. Meu coração batia descompassado, quase saindo pela boca. Eu não sabia se era da adrenalina da comemoração ou se eram os olhares daqueles dois ainda queimando na minha pele.
No espelho, meu rosto estava vermelho, a pele quase febril, os olhos brilhando com uma safadeza que eu nem sabia que tinha. O biquíni molhado colava no corpo, marcando nitidamente meus bicos duros, doloridos de tesão. Fiquei me olhando assim, meio atordoada.
Desci a mão tremendo pela barriga e enfiei os dedos por baixo do tecido fino e molhado do biquíni. Caralho, eu estava encharcada. Meus dedos deslizaram fácil e ficaram imediatamente molhados, pegajosos. Lavei a mão até a boca e passei devagar pelos meus lábios, sentindo o gosto do meu próprio mel. Aquele cheiro me deixou ainda mais excitada.
Minha buceta pulsava, inchada, latejando forte. Eu estava absurdamente molhada, quase escorrendo. Mordi o lábio com força e desci os dedos novamente, me abrindo devagar. O clitóris estava tão sensível que só o roçar já me fez estremecer inteira. Comecei a circular ele devagar no começo, depois mais rápido, com mais pressão, sentindo as ondas de prazer subirem pela barriga.
Fechei os olhos e deixei as imagens me invadirem.
Vi o olhar faminto do Adriano me devorando na beira da piscina, o volume duro marcando na sunga dele. Mas era no Diego que minha mente insistia. Imaginei ele abrindo a porta do banheiro de repente, me pegando ali, vulnerável, com a mão dentro do biquíni. Imaginei ele me virando de frente pro espelho, puxando o biquíni pro lado com força e enfiando dois dedos grossos em mim sem aviso, enquanto mordia meu pescoço.
— Tão molhada assim pra mim, princesinha? — a voz dele era rouca na minha imaginação.
Meu dedo acelerou no clitóris, circulando rápido, pressionando forte. Com a outra mão, puxei o lacinho do biquíni e enfiei dois dedos bem fundo, sentindo as paredes quentes e encharcadas se apertarem em volta deles. Comecei a meter devagar, depois mais rápido, sincronizando com o movimento no clitóris. O barulhinho molhado ecoava baixinho no banheiro silencioso.
Minhas pernas tremiam. Apoiei a testa no espelho embaçado, boca aberta, respirando quente. Os bicos dos meus seios estavam duros, doloridos, roçando no tecido molhado a cada movimento do meu corpo.
Eu imaginava o Diego me fodendo ali mesmo, forte, segurando meus quadris, metendo fundo enquanto me olhava pelo espelho. E o estranho é que o Adriano também aparecia… os dois me olhando, me desejando; ambos me querendo ao mesmo tempo.
— Diego… — gemi baixinho, quase sem voz.
O tesão subiu rápido, violento. Senti aquele aperto gostoso no ventre, as pernas fraquejando. Circulei o clitóris mais rápido, meti os dedos mais fundo, curvando-os para acertar aquele ponto que me fazia ver estrelas. Gozei gemendo contra o espelho, o corpo inteiro convulsionando, buceta apertando forte em volta dos meus dedos enquanto um gozo quente escorria pela minha coxa.
Fiquei ali por um tempo, ofegante, com o coração disparado, ainda tentando entender toda aquela bagunça de sentimentos confusos dentro de mim: vergonha, tesão, alegria, medo… tudo misturado.
Suspirei fundo, olhando meu reflexo no espelho embaçado, com os dedos ainda molhados e o corpo todo arrepiado. Um sorrisinho tímido, meio safadinho, escapou dos meus lábios quase sem eu querer. Meu rosto ficou ainda mais vermelho.
Eu queria sentir tudo aquilo de verdade… e queria sentir com ele. Com o Diego.