Sábado, 2 de maio de 2015
14h30
Almocei em casa com meus pais e depois fui para a casa dos meus primos. A ideia era passar a tarde na piscina.
Ficamos ali, eu, Carol e Diego, conversando e pegando um pouco de sol. Depois caímos na água. Foi quando o Diego me puxou, colou meu corpo no dele e começou a me beijar na frente da irmã. Sem nenhuma cerimônia. Como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
Engraçado era ver as caras que a Carol fazia, revirando os olhos e torcendo a boca. Ela não era contra por sermos primos, mas por causa da índole do irmão. Vivia me alertando: “Ele é safado. Só pensa com a cabeça de baixo.”
Mas nessa época eu nem ligava pra isso. Dizem que o amor é cego. No meu caso, era cego e estupidamente idiota.
Mais pro final da tarde, Diego se afastou um pouco e passou a mão no cabelo molhado tirando o excesso de água daquele jeito exibido dele.
— Rafa… eu preciso sair daqui a pouco.
Eu parei de sorrir.
— Sair pra onde?
— Vou levar a Larissa ao cinema.
A decepção deve ter estampado na minha cara, porque ele suspirou e passou a mão no meu braço.
— Ah, ô! Não faz essa cara não, garota. Eu tô de volta no máximo às onze. Beleza?
Fiquei em silêncio por alguns segundos, mordendo o lábio, sentindo uma frustração enorme. Eu tinha preparado algo que, na minha cabeça, ainda era importante: a minha virgindade. Ele já fazia o que queria comigo. Já metia no meu cu, já gozava na minha boca sempre que tinha vontade. Mas a xotinha… a xotinha eu ainda guardava. Como se fosse a última coisa que eu podia oferecer e que ainda não tinha sido usada. Como se, ao entregar aquilo, ele finalmente entendesse que eu não estava só oferecendo o corpo.
— Tá. Melhor mesmo — falei, forçando um tom mais leve. — Porque eu tenho uma surpresa pra você.
Ele ergueu uma sobrancelha, curioso.
— Que surpresa?
— Depois você descobre. — Respondi, sem digerir o ciúmes direito.
Diego nem insistiu, só sorriu de canto, me deu um beijo rápido e saiu da piscina, como sempre, sem se importar muito comigo. Dessa vez, porém, ele tinha reparado que eu fiquei chateada.
Fiquei parada na água, olhando ele sumir pela porta dos fundos. Meu peito apertou e comecei a me sentir bem idiota. A ideia de me entregar pra ele naquela noite parecia ridícula. Ele ia sair com a namorada, beijar outra, certamente transar com ela… e eu estava ali planejando a minha “primeira vez” como se fosse algo especial.
Sentei na borda da piscina, com as pernas dentro d’água, olhando as ondinhas se formarem, me perguntando se realmente deveria fazer aquilo. Se fazia sentido me entregar pra alguém que, no fundo, nunca me escolhia de verdade.
Foi aí que ouvi os passos dele voltando. Levantei o rosto. Diego estava parado a poucos metros, me olhando daquele jeito, do jeito que ele me olhava quando queria... me usar. Ele me agarrou pelo braço e me puxou pra perto.
— Putinha… quero gozar na sua boca antes de ir. Vem.
Por um segundo fiquei parada. A parte lúcida gritou pra eu dizer não, mas o corpo já tinha respondido antes da cabeça. Eu deixei ele me levar pro lado da casa, num canto mais escondido, longe da visão da piscina. Ele encostou as costas na parede e já foi abrindo o short, puxando o pau pra fora, já bem duro.
— Ajoelha.
Obedeci. Assim que meus joelhos tocaram o chão, ele segurou meus cabelos com força e enfiou o pau na minha boca. Não teve carinho. Foi direto, profundo, controlando o ritmo com a mão no meu cabelo.
— Isso, putinha… engole tudo!
Enquanto ele falava, eu pensava: "é assim que ele me vê". Não como a menina que estava prestes a dar a primeira vez. Não como alguém especial. Só como a putinha conveniente que ajoelha quando ele manda e engole quando ele goza. E mesmo sabendo disso, eu continuava. Porque uma partezinha teimosa ainda acreditava que, se eu fizesse bem o suficiente, se eu engolisse tudo direito, talvez ele voltasse diferente mais tarde. Talvez a surpresa mudasse alguma coisa.
Parte de mim pensou em morder o pau dele. Outra parte — a mais safada — já estava molhada. A buceta latejava de um jeito vergonhoso, traindo qualquer tentativa de revolta. Eu odiava isso. Odiava como meu corpo respondia tão fácil, mesmo quando a cabeça gritava que aquilo era humilhante.
Ele puxou meu cabelo com mais força e meteu fundo. Eu engasguei, lágrimas subindo nos olhos, mas não tirei a boca. Continuei chupando, mais fundo, mais molhado, engolindo a saliva que escorria. Ele gemia baixo, e eu confesso que adorava isso, adorava saber que ele curtia o meu boquete.
Não demorou. Ele gozou forte, direto na minha garganta, segurando minha cabeça no lugar. Eu engoli. Já estava acostumada com o gosto. O gosto dele agora se misturava com decepção.
Diego soltou meu cabelo, arrumou o short e passou a mão no meu rosto de qualquer jeito.
— Até mais tarde.
E foi embora.
Fiquei ali ajoelhada por mais alguns segundos, o gosto dele ainda na boca, a buceta latejando. Ele tinha me usado e ido embora encontrar a namorada.
Levantei devagar. Passei o dorso da mão na boca, tentando limpar o que sobrou dele.
Eu odiava a parte de mim que ainda esperava. Odiava o jeito que meu corpo continuava quente, como se o gozo dele na garganta fosse algum tipo de promessa. E odiava mais ainda o fato de que, mesmo depois daquilo, eu continuava planejando entregar a virgindade pra ele naquela mesma noite.
Como se fosse fazer diferença. Como se ele fosse olhar pra mim de outro jeito depois de me foder de verdade. Como se eu não fosse continuar sendo só a putinha que ajoelha quando ele manda.
Mesmo assim… eu ia fazer.