Eu acelerei. Chupei o clitóris sem parar, os dedos curvados dentro dela num vaivém constante, e senti o corpo inteiro dela endurecer debaixo da minha boca. As coxas fecharam na minha cabeça com força. O tremor subiu pelas pernas dela antes do resto. Ela gozou gemendo alto, o corpo sacudindo em ondas longas, a buceta pulsando na minha língua e nos meus dedos, o líquido escorrendo quente pelo meu queixo. Continuei lambendo devagar, sentindo as contrações cederem uma a uma, o gosto dela ainda na minha boca.
Eu queria gozar também, me esfregar nela até não sobrar nada. Puxei Júlia de novo e virei o corpo dela. Ela não entendeu a posição de imediato — ficou meio perdida, me olhando com os olhos ainda vidrados. Encaixei a tesourinha, abri as pernas, enfiei minha coxa entre as dela, minha buceta contra a dela. Júlia demorou a entender o que eu queria, nunca tinha feito aquilo. Ficou parada uns segundos, confusa, até eu segurar o quadril dela com as duas mãos e pressionar meu sexo no dela.
Quando as duas bucetas se tocaram de verdade — quentes, molhadas, escorregadias — eu comecei a cavalgar. Devagar no começo, sentindo a textura macia, o calor absurdo, o cheiro forte das duas misturado. Júlia soltou um gemido baixo, ainda tentando acompanhar, e logo depois entrou no meu ritmo. O atrito ficou insano. Molhado. Quente demais. A temperatura subia entre a gente e o desejo virava descontrole. Os gemidos ficaram altos de repente, sem nenhum pudor. Eu cavalgava mais forte, esfregando meu clitóris no dela, o corpo inteiro tremendo. O cheiro de sexo tomou o quarto. A pele suada, o líquido das duas se misturando, o som molhado e obsceno de cada movimento.
A insanidade tomou conta. Eu não conseguia mais pensar. Só queria gozar, e Júlia também: os quadris dela subiam de encontro aos meus, cada vez mais desesperados. Senti o corpo dela endurecer primeiro. Ela gozou gemendo alto, a buceta pulsando contra a minha, o corpo se sacudindo — e isso me puxou junto. Gozei logo em seguida, o prazer estourando forte, o corpo inteiro contraindo enquanto eu ainda me esfregava nela, descontrolada.
Caímos as duas ficamos ali na cama, nuas, de barriga pra cima, largadas depois de transar. Eu ria e não conseguia parar — parava e vinha de novo outra crise de riso, a barriga já doía. Ela ria junto toda vez que olhava pra minha cara. A gente puxava o ar pela boca como se não tivesse o bastante no quarto pras duas. Minha coxa tremia sozinha e, a cada respirada, eu sentia a buceta latejando devagar, ainda aberta e toda molhada.
Lá fora o vento de Petrópolis batia na janela e entrava pela fresta, frio na pele do braço. Embaixo de mim o lençol tinha esfriado, molhado, grudando na bunda quando eu me mexia. Mesmo assim o quarto estava quente, com aquele cheiro pesado de suor e buceta. Eu ainda tinha o gosto dela na boca, meio salgado. O cabelo dela grudado no meu ombro.
Lembra quando eu falei que a Júlia era toda controle emocional, aquela coisa reservada? Acho que foi a primeira vez que a vi desmontada. Entregue, feliz, os olhos brilhando.
A respiração foi se acalmando aos poucos, e junto com ela aquele friozinho de vergonha por ter ido parar na cama com a melhor amiga também foi passando. A gente ainda ficou um tempo largada ali, meio sem jeito, até que resolvi levantar pra ir ao banheiro. Júlia levantou quase junto, como se só estivesse esperando eu me mexer primeiro. Foi tudo muito rápido — nem deu tempo de pensar direito no que tinha acontecido — mas eu tinha gostado pra caralho, e dava pra ver que ela também, porque quando voltou do banheiro vinha rindo sozinha, com cara de quem estava morrendo de vontade de perguntar.
— Rafa, tu se toca muito?
A pergunta veio do nada e eu achei engraçado. Eu tinha noção de que era meio exagerada nisso, que acabava me tocando bem mais do que a maioria das outras meninas, pelo que elas contavam.
— Sei lá, amiga… bastante. — falei rindo, pra esconder o número.
— Todo dia? — ela insistiu, rindo junto, toda curiosa.
— Sim, todo dia... você não se toca todo dia? — perguntei.
Ela nem pensou muito.
— Não, sei lá... às vezes… — o tom era de quem não tinha muito interesse na coisa.
— Mas tipo quantas por semana? — agora era eu que estava curiosa.
— Uma ou duas, acho… mas só quando dá vontade.
— Caralho, amiga… eu tenho vontade todo dia. Mais de uma vez, e ainda tenho uns brinquedinhos que ajudam.
— Brinquedinhos? Quais?
Ela perguntou já se endireitando, sentando de vez na cama, toda atenção em cima de mim. Eu me estiquei pra alcançar a mochila no chão e fui até o compartimento onde eu guardava discretamente o que eu queria mostrar.
— Em casa eu tenho dois consolos, mas aqui na mochila…
Abri a palma na frente dela.
— Tenho esse bullet.
Os olhos dela brilharam quando viram a cápsula rosa pequena na minha mão.
— É discreto, né? Mas é muito bom. Não saio de casa sem ele.
— Por quê? Tu se toca na rua? Como assim?
Ela estava incrédula, a boca entreaberta, esperando uma explicação que fizesse sentido.
— Ahn! — parei um pouco pra pensar. Não tinha como contar aquilo assim de um jeito simples. — No intervalo, entre uma aula e outra, pra dar uma aliviada na vontade. Eu coloco na calça e vou pro banheiro...
De sentada ela pulou pra uma posição de joelhos, os olhos azuis arregalados, e quase gritou:
— EU NÃO ACREDITOOOO!!!! — e nem esperou terminar a frase, já emendou outra tomando o negócio de mim: — Deixa eu ver isso agora!
Ela ficou ali girando o bullet entre os dedos, e eu aproveitei pra falar dos outros dois. Um era um pênis de borracha numa cor neutra, com ventosa na base, que grudava em qualquer superfície lisa, e que o outro tinha vibração. Contei como eu tinha escolhido os dois: a Carol já tinha os dela, foi com ela que eu vi aquilo de perto pela primeira vez. A gente acabou escolhendo juntas num site, e ela comprou pra mim.
Falei tudo isso empolgada, do jeito que eu fico quando o assunto me anima. Só quando terminei foi que eu percebi que a Júlia tinha escutado cada palavra sem desgrudar o olho do bullet uma vez sequer. Ela segurava aquela coisinha rosa na palma da mão com cuidado, curiosa demais pra prestar atenção em qualquer outra coisa que eu estivesse dizendo.
— Como liga isso?
Eu ri, me inclinei e apertei o botãozinho da lateral com o bullet ainda na mão dela. A Júlia levou um susto de leve quando aquilo começou a vibrar, e logo depois abriu um sorriso enorme, aberto, desses que eu quase nunca via nela. Ficou virando a mão de um lado pro outro, sentindo a vibração se espalhar pelos dedos, encantada com o troço.
— Nossa... isso deve ser bom.
— Deixa eu te mostrar. Deita aí.