Capítulo 1

Beijei minha melhor amiga

Ela mordeu o canto do lábio de baixo bem devagar e eu senti como se fossem borboletas batendo no meu estômago.

A gente ficou se olhando... eu via a respiração dela subir e descer no peito. Via o jeito que a língua dela passou rápido pelo lábio que ela tinha acabado de morder. Eu não sabia se ela ia se afastar ou se inclinar mais. Só sabia que, se ela se aproximasse mais uns poucos centímetros, eu não ia conseguir fingir que estava só contando uma história.

Júlia ficou quieta, e o ambiente ficou em um silêncio desconfortável por um minuto.

Os olhos claros desceram até a minha boca e voltaram de novo. Depois desceram outra vez, mais devagar, como se estivesse medindo o espaço entre a gente. Eu me aproximei mais, bem devagar, apenas o suficiente pra sentir o calor do corpo dela. Ela não recuou, só continuou me olhando com aqueles olhos claros, a boca entreaberta, como esperando que eu fosse continuar aproximando.

Minha mão subiu sozinha. Toquei o joelho dela primeiro, só a ponta dos dedos. A pele era quente e macia demais. Deslizei um pouco mais pra cima, pela coxa, sentindo o tecido da camisola se amassar sob a minha palma. Ela deu uma tremidinha bem de leve, quase nada, mas eu senti.

— Rafa…

A voz saiu tremida, baixa. Não era um não, parecia mais um "continua".

Eu continuei. A mão subiu mais um pouco, bem devagar, sentindo a carne macia sob meus dedos. O tecido da camisola subiu junto, revelando mais pele. Eu sentia o calor dela aumentando a cada centímetro que eu avançava. A respiração dela ficou mais curta, mais irregular. Eu me inclinei o suficiente pra sentir o cheiro doce da pele dela. O suficiente pra ver de perto o jeito que a alça da camisola ainda escorregava no ombro, deixando à mostra a curva macia do seio. Eu parei ali, quase tocando, respirando o mesmo ar.

Júlia não recuou. Só inclinou o rosto de leve, os lábios entreabertos, úmidos, esperando.

O primeiro toque foi só lábio em lábio. Quente, quase fervendo, e macio... macio demais.

O beijo começou lento, quase hesitante, como se a gente ainda estivesse testando o caminho entre as bocas. Eu senti o gosto doce da boca dela, o calor úmido que vinha de dentro e já se misturava com o meu. Quando passei a língua devagar no lábio de baixo, ela abriu a boca e me deixou entrar. O gemido baixo que saiu da garganta dela vibrava contra a minha boca, quente, molhado, direto no fundo da minha barriga.

Minha mão subiu pela coxa dela, lentamente, empurrando a camisola pra cima. A pele era macia, quente, e eu sentia o tremor fino sob os dedos. Encontrei a calcinha. Fina. Já úmida no meio, o tecido colado na pele. Quando meus dedos pressionaram ali, por cima do tecido, Júlia arqueou um pouco os quadris e soltou um suspiro curto contra a minha boca. Ela se deitou de costas na cama, puxando minha mão junto com o corpo. Eu subi em cima dela devagar, encaixando meu corpo no dela. Minha perna deslizou entre suas coxas, a minha coxa pressionando exatamente no meio da calcinha molhada. O calor dela subiu direto pra mim.

Minha mão subiu pelo lado do corpo, passando pela cintura, até encontrar o seio. Apertei de leve por cima do tecido fino da camisola, sentindo o mamilo já duro contra a palma. Júlia arqueou mais, empurrando o peito contra a minha mão. Eu desci a boca por seu pescoço, beijando a pele arrepiada, sentindo o pulso acelerado sob os lábios. Continuei descendo, puxando a alça da camisola com os dentes até libertar o seio. Chupei o mamilo devagar, enquanto a outra mão descia pela lateral do corpo, apertando a bunda dela com força e puxando ela contra mim.

Nossos corpos se encaixaram perfeitamente. Eu roçava a buceta nela, devagar no começo, sentindo o tecido molhado da calcinha dela esfregar no meu. O atrito era quente, molhado, urgente. Júlia ergueu os quadris de encontro aos meus e as duas começamos a nos esfregar de verdade, loucas, o movimento ficando mais fundo, a buceta dela latejando contra a minha, o gemido dela vibrando quente no meu ouvido.

A pegação começou a ficar insana. As mãos dela começaram a me tocar de verdade, apertando minha bunda, puxando meu corpo com mais força, e o controle simplesmente se perdeu. O beijo ficou desesperado, os gemidos saíam sem filtro, os corpos se esfregando com pressa.

Eu a afastei de súbito.

Desci rápido, agarrando a calcinha dela e puxando com força. O tecido fino cedeu um pouco na lateral quando saiu pelas pernas. Júlia arregalou os olhos, surpresa, o peito subindo e descendo rápido. Por um segundo eu achei que ela ia desistir, que ia me empurrar e pedir pra parar. O olhar dela tremia entre o choque e o desejo.

Mas eu não hesitei, me coloquei entre as pernas dela, abrindo as coxas com as mãos. O cheiro dela subiu forte, doce e quente, quase me deixando tonta. Eu não perdi tempo. Passei a língua inteira de baixo pra cima, bem devagar no começo, sentindo a textura macia e escorregadia, o gosto dela pela primeira vez. Júlia soltou um gemido agudo, rouco, e as coxas tremeram dos dois lados da minha cabeça.

Chupei o clitóris com a boca inteira, chupando e soltando, sentindo ele inchar e ficar mais firme contra a língua. Ao mesmo tempo, deslizou dois dedos dentro dela. Entraram sem nenhuma dificuldade. Ela estava encharcada, quente, a textura interna sedosa e apertada, se contraindo logo que eu comecei a mexer. Os quadris dela subiam sozinhos, tentando mais contato, empurrando contra a minha boca.

Eu chupava mais forte, mais pesado, a língua entrando e saindo no mesmo ritmo dos dedos. O som molhado enchendo o quarto. Cada vez que eu curvava os dedos pra cima, sentia as paredes dela apertarem mais, a textura ficando ainda mais escorregadia e quente. Júlia soltava gemidos quebrados, cada vez mais altos, a voz saindo entrecortada.

Ela agarrou meu cabelo com as duas mãos e puxou, gemendo alto.

— Assim… não para.

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