Ouvi os dois se mexendo atrás de mim. Uma risada, um “calma aí”, o barulho de sunga caindo no chão. Umas mãos na minha cintura, que não me disseram nada. Alguém puxou o lacinho do biquíni e ele caiu. Senti a cabeça encostar logo, escorregar uma vez e achar o lugar.
Entrou.
Eu estava tão molhada que não teve resistência nenhuma, e por dois ou três segundos eu não soube dizer. Grosso, cheio, abrindo tudo — e eu, que tinha certeza absoluta de que reconheceria o pau do Lipe de olho fechado, fiquei ali sem saber, de bunda empinada, levando na buceta, querendo que o outro viesse pra eu chupar.
Aí ele foi mais fundo e me segurou pelo osso do quadril daquele jeito que ele sabia fazer.
— Vem cá — falou o Lipe, na minha nuca, e me puxou pra trás pra entrar até o fim.
E nem deu tempo de sentir nada a respeito, porque a espreguiçadeira afundou na minha frente e uma mão entrou no meu cabelo. Senti o cheiro antes de qualquer outra coisa e abri a boca antes mesmo de encostar.
— Sua puta deliciosa... — disse o Arthur.
Fiquei ali no meio dos dois, indo e voltando entre um e outro sem escolher nada: quando o Lipe empurrava, eu descia na boca do Arthur; quando o Arthur puxava meu cabelo, eu empinava mais pro Lipe. Aquilo era perfeito pra mim — eu já adorava chupar pra um enquanto dava pra outro. Mas o que me deixou mais fora de mim não foi o que a gente estava fazendo, e sim os xingamentos deles enquanto me fodiam. E eu queria mais.
Soltei o pau do Arthur da boca, o queixo escorrendo, e virei o rosto pra trás.
— Fala de novo.
— Falar o quê? — o Lipe já estava arfando.
— O que tu falou. Fala o que eu sou.
Ele me deu um tapa na bunda que estalou. Doeu, soltei um gritinho, e ele meteu tudo de uma vez.
— Tu é puta.
— Mais — implorei — xinga mais.
— Tu é puta. Tu é a maior vadia da escola, isso sim! Puta do caralho, piranha, vagabunda.
— Isso, repete que sou a maior vadia da escola. — Minha voz saiu falhada, e eu empinei mais.
— Tu é a maior vadia da escola. A maior putinha, a mais vagabunda, que adora levar pica e ser xingada. Isso que tu é.
Ele não durou muito depois disso. Enfiou até onde dava, ficou parado, e eu senti tudo: o pau inchar dentro de mim, tremer, e ele gozar em jatos, um atrás do outro, com a boca colada na minha nuca, cuspindo “puta, puta, sua puta” a cada jorrada, até não sobrar nada. Quando saiu, escorreu quente pela minha coxa.
O Arthur não esperou. Sentou na espreguiçadeira, se ajeitou e bateu na própria coxa com a mão.
— Vem, putinha.
O pau dele era outra coisa. Eu tinha chupado aquilo minutos antes, mas na boca é uma coisa e ali, apontado pra cima, esperando, era outra completamente diferente. Subi em cima dele com as duas mãos no encosto, escorreguei o quadril pra trás e encostei a cabeça na entrada.
Doeu. Desci um pouco e travei, respirando pela boca, com o corpo inteiro mandando eu parar. Fiquei sentindo aquilo forçar caminho, um centímetro de cada vez, com a porra do Lipe ainda escorrendo e facilitando o serviço. O Arthur não me ajudou em nada: ficou olhando pra minha cara, esperando, com aquele sorriso de quem sabia exatamente o que estava fazendo comigo..
Quando finalmente encostou no fundo eu soltei um som que nem parecia meu.
Fiquei parada em cima dele, empalada, sem conseguir subir nem descer, só respirando. Dava pra sentir cada batida do meu coração lá dentro. O Arthur botou as duas mãos na minha cintura e não me deixou levantar.
— Aguenta, vadia. Agora cavalga na minha pica.
Comecei devagar porque não dava de outro jeito. Subia dois dedos e descia, e a cada descida aquilo ia fundo e chegava a doer, a arder, mas eu não parei. Em algum momento aquela ardência virou outra coisa. Começou a ficar bom exatamente no ponto em que doía, e aí eu não quis mais que passasse.
Sentei de vez. Depois de novo, mais forte. A espreguiçadeira rangia embaixo da gente, minhas coxas queimavam de tanto subir e descer, e eu não parava mais.
O Lipe veio pro lado, ainda mole, o pau escorrendo da própria porra e da minha buceta. Virei o rosto e enfiei na boca sem ele nem precisar pedir. Estava salgado, grosso na língua, molhado de nós dois. Chupei com a mesma fome de antes e senti ele endurecer de novo na minha boca enquanto eu cavalgava o primo dele.
— Olha isso, cara — o Lipe falou por cima da minha cabeça. — Olha o quanto ela é puta.
— Essa aí é vadia mesmo — respondeu o Arthur, e me puxou pra baixo pelo quadril.
Aí começou a subir. Nasceu lá no fundo, no lugar exato onde doía, e foi abrindo pela barriga e pelas coxas até tomar tudo. Larguei o pau do Lipe da boca porque não dava pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Me apoiei no peito do Arthur, desci com força, de novo, e na terceira veio com tudo. Travei em cima dele com o corpo inteiro tremendo e gozei falando merda, sem saber o que eu estava falando, apertando ele lá dentro em espasmos que eu não controlava.
Ele não aguentou aquilo. Me segurou pelo quadril, puxou pra baixo até não caber mais nada e gozou dentro de mim. Senti tudo pulsar, uma contração atrás da outra, enquanto eu ainda tremia em cima dele.
Fiquei ali mais um segundo, sem força, até que saí de cima dele. Sentei na espreguiçadeira e falei:
— Arthur, por favor. Não conta nada isso pro seu irmão.
Ele deu uma gargalhada daquelas.
— Ele já sabe... Lipe contou que você dizia que era virgem, mas tava dando o cu.
Eu reclamei, sentindo o rosto esquentar.
— Porra, Lipe, você me prometeu que não ia contar.
Ele se defendeu
— Ahhh, Rafa, foi mal. É que quando eu prometi eu já tinha contado…
— Porra, Lipe, então você mentiu, né?
Eles riram que nem dois idiotas, achando graça da minha cara e me deixando mais puta.
— Lipe, é sério. Nada disso pode sair daqui. Pelo amor de Deus, não quero ficar com fama de vadia na escola.
O Lipe passou a mão no meu cabelo, ainda rindo.
— Relaxa, Rafa. Fica só entre a gente, né?
Ele olhou pro primo e eu vi o Arthur dar uma piscadinha.
Eu não ri. Só fiquei ali quieta, realmente preocupada, pensando na merda que eu tinha acabado de fazer e no puta risco que eu tava correndo de chegar na segunda-feira e a escola toda já estar sabendo que eu tinha dado pra dois juntos.