Bateu uma vontade louca de dar para os dois. E de uns tempos para cá eu já entendia muito bem onde essa vontade acabava me levando. Foi bem no meio dessa fome que eu travei por um segundo, o coração batendo errado, porque tinha um problema: o irmão mais novo do Arthur era da classe da Carol. Na hora bateu um puta receio. Caralho, mais um da escola sabendo de mim, mais uma boca solta, o meu risco de ficar mal falada aumentando enquanto eu me esfregava ali. molhada, sem conseguir parar. Mas putz… eu já tinha chupado o Arthur até o fim. E se ele conta pro irmão?
"Que merda, Rafa", pensei na hora. Mas agora já era tarde demais. Tentei não pensar mais nisso, afinal meu lado safada estava gritando e continuei rebolando devagar e falei, do nada:
— Sabe, ainda tô na dúvida…
Os dois me olharam sem entender, e eu segurei o silêncio mais um pouco só pra ver a cara deles.
— Hmm, é que ainda não decidi qual de vocês beija melhor… — eu fiz uma carinha de puta quando percebi que eles entenderam — Deixa eu ver, vou começar por quem?
Virei de frente pro Lipe e fui na boca dele sem cerimônia nenhuma. Aquele beijo quente, cheio de fogo, língua com língua e as mãos dele me segurando pela cintura enquanto eu me esfregava no volume da sunga, o corpo inteiro trabalhando naquele vai e vem, sem pressa de acabar. Eu beijava de olho fechado e sentia o outro olhar queimando nas minhas costas, e isso me fazia rebolar ainda mais forte.
Daí o beijo parou. Respirei fundo pra recuperar o ar e olhei imediatamente pra trás. O Arthur me encarava tipo um animal faminto, a mão bem em cima do pau, apertando por cima da sunga. Mordi os lábios, sentindo o coração pular da boca.
Desci do colo do Lipe e fui direto pro do Arthur, beijando com a mesma fome, me esfregando nele sem pressa, comparando na boca e no meio das pernas ao mesmo tempo. Ele não aguentou muito: puxou o top do biquíni, jogou pro lado e caiu de boca nos meus peitos, chupando e mordendo de leve enquanto eu arqueava nas mãos dele, o corpo inteiro pedindo mais.
Virei de costas pro Arthur e continuei sentada nele, rebolando devagar em cima do volume duro enquanto ele acariciava meus peitos por trás, respirando quente no meu pescoço. De frente pro Lipe agora, eu vi que ele já tinha colocado o pau duro pra fora e se masturbava me encarando, sem pressa, no mesmo ritmo do meu rebolado. Minha boca encheu d’água com aquele pau apontado bem na minha frente, na altura certa, perto demais pra eu conseguir pensar em outra coisa.
"Sou mesmo uma vadia" — pensei.
— Tem chance de alguém aparecer aqui, Lipe?
— Acho que não — respondeu ele, olhando rápido pra trás e voltando a me encarar com aquela cara de tesão.
— Então vem, os dois, aqui, na minha frente.
Eu me sentei numa das espreguiçadeiras e eles vieram, ficando lado a lado de frente pra mim, tão perto que eu tinha que escolher pra onde olhar. Fiquei ali um segundo só olhando os dois paus na minha altura, a boca cheia d'água de novo. O engraçado é que eu não estava com pressa nenhuma — eu queria aquele segundo, queria os dois esperando por mim, respirando fundo, sem saber por quem eu ia começar. Encostei as mãos nas coxas deles, uma de cada lado, e ergui os olhos, primeiro pro Lipe, depois pro Arthur. E aí me senti poderosa e molhada na mesma medida.
Comecei pelo Lipe, porque aquele pau eu já conhecia de olhos fechados. Sabia o tamanho, sabia o gosto, sabia exatamente até onde ele ia na minha boca — e ia inteiro, sem esforço, me deixando livre pra brincar. Chupei ele fundo de primeira, prendendo até a base, subindo devagar com a língua colada embaixo, e ouvi o gemido travado dele em cima de mim. Tinha um conforto naquilo, uma intimidade meio safada de saber o que ia fazer ele arrepiar antes mesmo de fazer.
Aí virei pro Arthur e a diferença me bateu na cara. Era grande, bem maior, grosso do jeito que abre a boca e obriga a ir devagar. Tive que largar a pressa toda que estava usando no Lipe. Abri bem, deixei a saliva escorrer pra ajudar, e mesmo assim só consegui uma parte — a mão fechada na base fazendo o resto do trabalho, o queixo já ardendo. O gosto era outro, mais forte, mais salgado, com aquele calor que fica na língua. Ele botou a mão na minha nuca, não empurrando, só encostando, como quem pede sem pedir, e eu quase gozei só com isso.
E aí eu comecei a caprichar de verdade. Não era mais só chupar, era mostrar serviço: alternava um e outro, chupava um enquanto punhetava o outro, deixava a saliva escorrer no queixo de propósito e olhava pra cima procurando a cara deles no exato momento em que ia mais fundo. Encostei os dois lado a lado, a diferença de tamanho escancarada na minha frente, e passei a língua nos dois de uma vez, subindo devagar. Quando ouvi o “porra” saindo da boca do Arthur, soube na mesma hora como ele estava curtindo.
O tesão em mim ia crescendo sozinho, sem ninguém encostar. Queimava de dentro pra fora, começando fundo na barriga e abrindo em ondas quentes até as coxas, que eu apertava uma na outra sem perceber, procurando qualquer pressão. O biquíni estava encharcado, colado em mim, e cada vez que eu descia com a boca em um deles eu sentia aquilo latejar mais forte, num pedido que não ia conseguir ignorar por muito tempo.
Eu chupava um e depois o outro, revezando, e os dois gemiam por cima da minha cabeça. No meio dos gemidos ouvia os xingamentos:
— Chupa vai, piranha, vadia, boqueteira…
Caralho, como eu adorava aquilo. Me sentia uma completa vadia, chupadora de rola. Aquilo mexia comigo de verdade e só fazia meu fogo aumentar mais e mais. Quanto mais eles falavam, mais eu chupava. Quanto mais eu chupava, mais eles falavam.
Aí eu larguei os dois de uma vez.
Fiquei de quatro na espreguiçadeira, sem falar nada. Que brigassem entre eles pra ver quem ia primeiro. Não olhei pra trás. Só fechei os olhos, empinei bem a bunda, apoiei a testa no forro e fiquei ali esperando, porque eu queria sentir pelo tamanho quem estava me comendo.