Capítulo 0

No McDonald’s de minissaia e sem calcinha

Cheguei no McDonald's com a respiração curta e as coxas grudando uma na outra, e não tinha sido a caminhada.

Quem olhasse de longe não ia conseguir dizer o motivo daquele encontro era para fazer um gang bang. Ia ver uma menina com carinha de princesa sentada conversando com uns garotos, e nada além disso. Gabriel me apresentou aos amigos dele: João Pedro, André e Caio. Todos os três já sabiam o que ia rolar depois, e era justamente isso que me deixava daquele jeito, ansiosa, elétrica, com um formigamento subindo pelas pernas. Falando a verdade sem enfeitar, eu estava era com tesão, sentada ali de saia curta e sem calcinha na frente de quatro caras que sabiam exatamente pra que eu tinha vindo.

Todo mundo pediu alguma coisa pra comer e eu, no final, pedi um McFlurry de Ovomaltine, que eu simplesmente adoro. Ficamos um tempo ali rindo, falando alto, e se eu pudesse apostar, a pessoa mais safada daquela mesa era eu, sem a menor dúvida. Eu ficava olhando eles enquanto tomava o sorvete, passando a colherzinha bem devagar na boca, chupando aquele creme gelado de baunilha até derreter na língua, grosso e doce, com os pedacinhos crocantes estalando entre os dentes. Toda vez que eu colocava a colher na boca tinha pelo menos um deles me olhando, e eu sabia exatamente o que aquilo estava fazendo na cabeça dos quatro.

E na minha cabeça também, porque eu comecei a imaginar todos eles pelados na minha frente. Deu uma vontade absurda de derramar aquela calda no pau de cada um, um por um, sentir o gelado escorrendo por cima da pele quente e depois lamber tudo, limpar com a língua até não sobrar nada. Fiquei ali com esse filme rodando enquanto eles falavam de qualquer bobagem, apertando as pernas uma na outra por baixo da mesa, tomando aquele sorvete com a maior cara de santa.

Saímos da lanchonete e fomos pra casa do Gabriel. No caminho, peguei o telefone, ansiosa pra mandar logo mensagem pro Diego. Digitei rápido, sorrindo sozinha:

"Oiiii, meu amor!! Tô indo pra casa do Gabi, me encontra lá. Quero te mostrar uma coisa"

Guardei o telefone rindo de satisfeita. Eu nunca chamei o Diego de meu amor, assim debochada. Enchi o peito, orgulhosa do que eu tinha conseguido armar, e pensei que se eu mordesse a língua naquele momento eu morreria envenenada pelo meu próprio veneno.

Chegamos na casa do Gabriel e fomos direto pra piscina. Os meninos vinham rindo e se cutucando pelo caminho, mas eu percebia uma tensão diferente ali no meio, uma coisa presa na garganta dos quatro que nenhum deles ia falar em voz alta. E, meu Deus, tava um calor do caralho. Quem mora em cidade de serra sabe como é. Geralmente é um frio da porra, mas quando o sol aparece e o tempo cisma de não ventar, vira uma sauna a seco. O sol castigava bonito e eu já estava suando.

Aí, pra resolver os dois problemas de uma vez, eu simplesmente tirei a roupa. Toda. Completamente nua no meio do deck da piscina, sem ninguém pedir, sem ninguém mandar, sem eu dar nenhum aviso antes. Puxei a saia pelas pernas, tirei a blusa por cima da cabeça e larguei tudo em cima da cadeira de plástico como se fosse a coisa mais normal do mundo, e só então levantei a cabeça pra olhar pra eles.

O silêncio caiu igual pedra. Os risos morreram na cara dos quatro no meio da frase, ninguém sabia onde botar as mãos, e alguém soltou um "caralhoooo" longo e baixinho, morrendo na boca com um suspiro. Ficaram todos ali parados me olhando de cima a baixo, os peitos, a buceta, tudo à mostra debaixo daquele sol, e eu deixei que olhassem sem cobrir nada, sem me apressar. Essa sensação de poder, de estar pelada com todos os olhos em cima de mim e mandando na cena inteira, é a que eu mais amo no mundo.

Dei um mergulho de cabeça. A água geladinha bateu na pele quente e me refrescou na hora, uma delícia, e quando voltei pra superfície fui ajeitando o cabelo pra trás e tirando o excesso de água dos olhos. Só aí é que olhei pros meninos, todos parados na beirada me encarando, e comecei a rir.

— Gente, deixa de vergonha. Fiquem logo pelados, quero ver o pau de todo mundo.

Gabriel riu. Ele já estava acostumado com esse tipo de coisa e entendeu na hora onde eu queria chegar. Tirou a camisa, tirou a calça e pulou na água sem pensar duas vezes. Os outros três seguraram um pouco, mas sem graça, trocando olhar entre eles pra ver quem ia primeiro, e foram entrando de um em um, cada um no seu tempo, cada um com aquela cara de quem não acredita muito no que está acontecendo.

E enquanto isso o Gabriel já vinha pra cima de mim por baixo d'água. Puxei ele pelo braço, colei o corpo no dele e a gente começou a se beijar ali mesmo, no meio da piscina, com os outros entrando um a um em volta. Não demorou nada pro pau dele endurecer, e eu senti ele duro encostando na minha barriga, roçando em mim debaixo da água enquanto eu continuava beijando ele de olho aberto, olhando por cima do ombro dele pros outros três.

Percebi que o André tinha chegado do meu lado. Peguei ele pelo pau, puxei pra perto e beijei na boca, e ele veio meio desengonçado, ainda com aquela vergonha de quem ficou parado na beira olhando os outros, mas logo desencanou. Meus olhos se fecharam e quando dei por mim já tinha um monte de mãos no meu corpo, todas procurando um lugar pra tocar ao mesmo tempo. O Gabriel tinha colado nas minhas costas e apertava meus peitos com as duas mãos. O João Pedro chegou pela esquerda, todo afobado, e ficou passando a mão na minha bunda debaixo da água. O Caio foi o último a criar coragem, veio pelo outro lado e ficou me beijando o pescoço, mordendo devagarinho, sem falar nada.

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