Do outro lado da cama a Carol tinha desistido da elegância. Estava babando o queixo inteiro, o cabelo colado na testa, batendo o pau do Adriano na própria língua, na bochecha, no rosto, rindo com a boca cheia. A baba dela pingava na coxa dele e ela nem limpava.
— Larga de ser fresca, prima — ela falou, ofegante, sem tirar a mão dele. — Faz barulho. Eles gostam.
Eu fiz barulho.
Daí quando a Carol soltou o Adriano com um estalo, limpou o queixo com as costas da mão e esticou o braço pra mim.
— Vem cá, prima.
Eu tirei o Gabriel da boca com um "pop" que fez ele gemer alto, dei um beijo estalado na cabeça dele — de despedida, tipo "já volto" — e fui engatinhando pelo colchão. Ela me puxou pelo braço, me encaixou do lado dela e a gente ficou as duas de quatro, ombro com ombro, com aquele negócio enorme do Adriano no meio.
A Carol me olhou de canto, com aquele sorriso de quem ia aprontar.
— Você de um lado, eu do outro.
Eu já sabia como o Adriano era. Já tinha transado com ele, já tinha sofrido com ele, já tinha aprendido do jeito difícil que se eu descesse rápido demais eu ia engasgar e passar mal — e ainda assim, toda vez que eu via aquilo de perto, meu primeiro pensamento era o mesmo: não cabe. E o segundo era: eu dou um jeito.
Encostei a língua na lateral e a Carol encostou do outro lado, e a gente foi subindo junto, as duas línguas se roçando na cabeça quando chegaram lá em cima. Ela riu. Eu ri. Cuspi no meio e a saliva escorreu pelas duas mãos, a dela e a minha, que já estavam se cruzando na base, e a gente começou a trabalhar junto — uma torcendo pra cima enquanto a outra descia, a boca de uma na cabeça enquanto a outra chupava o saco dele com aquele barulho molhado nojento e delicioso que enchia o quarto inteiro.
O Adriano não durou nem meio minuto de compostura.
— Puta que pariu. Puta que pariu, Gabriel, olha isso.
O Gabriel estava olhando, sentado na beirada da cama com o pau na mão, sem se tocar direito, com uma cara de quem tinha esquecido de respirar. Eu adorei aquilo. Adorei ser vista.
Eu peguei o Adriano com as duas mãos e enfiei o máximo que eu conseguia, que era menos do que eu queria, e segurei ali até os olhos lacrimejarem e a garganta apertar, e quando eu subi veio tudo junto — baba grossa, fio comprido, escorrendo do meu queixo pro peito dele. A Carol enfiou logo depois, na sequência, engasgou, subiu e riu na minha cara com a boca inteira brilhando.
— Caralho, prima, como eu amo esse pau!
Aí a gente se beijou. Ali mesmo, com o pau dele no meio, encostando na bochecha das duas. E não foi beijo de brincadeira não, foi de língua, foi devagar, com a mão dela na minha nuca. A boca dela estava com o gosto dele, e a minha também, e a gente ficou dividindo aquele gosto e o Adriano gemendo um "caralho" atrás do outro e o Gabriel travado do outro lado da cama, com a mão parada.
Quando a gente se soltou, ela voltou pro Adriano na hora, faminta, e eu fiquei um segundo só olhando. É isso que eu queria. É exatamente isso que eu queria quando eu armei tudo aquilo, ali. Minha prima de quatro na cama com um pau na boca e a bunda empinada pro alto. Porque ela rebolava. Enquanto chupava ela rebolava a bunda no ar sem perceber, de um lado pro outro, devagarinho, no ritmo da boca. Ela nem sabia que estava fazendo.
Aí eu me toquei que o Gabriel estava sozinho fazia tempo, só olhando a gente, sobrando ali, coitado — logo ele, que era doido pela Carol. Mandei ele deitar do lado do Adriano. Não precisei explicar nada pra minha prima: ela entendeu antes de eu terminar a frase, subiu no meio dos dois, pegou um pau em cada mão e começou a revezar a boca. Ela descia no do Adriano até quase o talo, segurando na base, e subia devagar raspando os lábios até a cabeça, e quando saía vinha aquele fio de saliva que ela nem limpava — virava o rosto e engolia o do Gabriel de uma vez, com fome, enquanto a mão continuava trabalhando o outro pra ele não esfriar.
Depois voltava. E de novo. Ela ia pegando um ritmo naquilo, três, quatro descidas em um, um giro de pescoço, três, quatro no outro, e nas trocas ela olhava pra cima, pra cara deles, com os olhos molhados, checando o estrago que estava fazendo. O Gabriel levou a mão no cabelo dela e ela deixou. O Adriano tentou empurrar e ela tirou a boca só pra dizer "calma", com a voz toda rouca, e voltou. Ela chupava com barulho, sem economia nenhuma, babando nos dois, e quando não estava com nenhum na boca ela batia os dois na língua, um de cada lado, e ria.
E eu fui me afastando. Sentei ali perto e fiquei só olhando, quieta, e a minha mão já estava entre as minhas pernas antes de eu decidir. Eu estava encharcada. Comecei devagar, dois dedos em volta do clitóris, acompanhando o vaivém da boca dela.. E não era só a boca: a bunda dela continuava naquele bambolê lento no ar, acompanhando cada descida sem que ela percebesse, e eu ia junto. Toda vez que ela descia até o talo eu apertava. Eu não queria gozar ainda, eu queria ficar ali, naquele ponto, olhando.
Foi quando o Adriano se levantou. Saiu de baixo dela, foi pra trás, e ela nem precisou ser avisada — abriu mais os joelhos e empinou, com o pau do Gabriel ainda na boca. Ele passou a mão nela, mediu, encaixou e meteu, e a Carol soltou um som que não conseguiu sair porque estava cheia dos dois lados, um gemido preso que subiu pelo nariz. Aí o rebolado acabou. Não era mais ela balançando: era ele empurrando, e a cada estocada ela ia pra frente e engolia mais o Gabriel, e voltava, e ia de novo. Os três acharam um compasso e a cama inteira entrou no compasso junto. Eu olhava o Adriano entrando nela, aquele tamanho todo, ali na minha frente, entrando na minha prima, com barulho, e ela aguentando e pedindo mais com a boca ocupada. Foi aí que eu enfiei os dedos e parei de me controlar.