Ela ficou alguns instantes me olhando, com a mão na boca.
— E eles falaram o que???
— Ahhhhh, toparam, né? O Gabriel até disse que o sonho dele era esse… — Me endireitei na cama tentando imitar o Gabriel e aquele jeito dele — “Meu sonho é esse. Duas loirinhas como vocês duas na mesma cama.”
O riso ficou estampado na cara dela e de repente ficou aquele silêncio. Ela continuou olhando pra mim, enquanto apertava o travesseiro.
— Só falta você topar que eu já mando mensagem pra eles e a gente já marca.
— Imagina, eu, tu, aquele seu ex gostosão e o Gabriel. Nossa, vai ser muito irado.
Ela ficou quieta um segundo, mão na boca, olhando pro nada.
— Aí meu Deus, Rafa… — respirou fundo — Tá, pode falar que eu topo.
Peguei o celular e mandei mensagem primeiro pro Gabriel e logo em seguida pro Adriano. A resposta do Gabi veio quase na mesma hora e ele já foi dizendo que ia correr até o quarto do irmão pra combinar a data certinha.
Bom, o plano tava armado. Não cheguei a contar pra ela, mas eu queria muito ver a Carol levando dos dois de uma vez só, na buceta e no cu ao mesmo tempo. Eu queria fazer também, claro. Mas quem me ensinou tudo o que eu sei de anal foi ela — ela me deu várias dicas. E o Adriano… putz, era pauzudo demais. Uma vez ela me contou, rindo, que adorava dar o cu pra ele. Aí não tinha jeito. Enquanto ela falava, rindo de alguma coisa, eu já nem acompanhava direito. A boca dela se mexia e eu só conseguia pensar naquele pau grande entrando na bunda dela, devagar, de novo e de novo. Eu balançava a cabeça, respondia qualquer coisa, e a imagem voltava por cima de tudo, teimosa, como se ela mesma estivesse me contando. E essa cena não saía da minha cabeça.
Terça-feira, 26 de maio de 2015
14h
Fomos pra casa do Adriano logo depois da escola. Os pais dele trabalhavam fora, e a gente precisava da casa livre o máximo de tempo possível.
Carol nem esperou a porta fechar direito e já se pendurou no pescoço do Adriano ali mesmo e foi o resto do caminho até o quarto se pegando, esbarrando na parede, quase derrubando as coisas no caminho. Eu ia atrás, boba com o fogo da minha prima. Acho que o Adriano só conseguiu se soltar da boca dela um segundo pra gritar o nome do irmão, e o Gabriel apareceu no corredor com cara de assustado com o tumulto, ainda de chinelo, o cabelo bagunçado como quem tinha acabado de pausar o Fifinha.
Olhei pra ele e fiquei meio com vergonha, confesso. Mas eu estava com a confiança nas alturas, porque quem tinha combinado aquilo fui eu, não o Diego. Era como se eu estivesse provando um gostinho do que ele sentia quando armava aquelas coisas pra mim — e não que eu não gostasse, eu gostava, mas ali quem tinha o controle era eu. Só que eu não ia ser babaca que nem ele. Jamais. Ainda mais com a Carol, que sempre foi tudo pra mim.
No quarto, a Carol puxou o Adriano pra cama num fogo só. Os dois se esfregavam num beijo apertado, ela ainda de roupa, sentada no colo dele, rebolando por cima do short. O Gabriel me puxou devagar, do jeito dele: um beijo lento, a mão no meu rosto, o polegar passando na minha bochecha de um jeito que me deixou molinha na hora. Ele sempre foi mais gentil, mais carinhoso, e eu amava esse detalhe nele.
Até que a Carol se virou pra mim e falou rindo:
— Prima, tudo que eu fizer você imita, tá?
Eu sabia que ela ia aprontar. Mas eu estava afim demais, o corpo todo arrepiado, doida pra sentar no Gabriel. E o que mais me excitava era exatamente o que tinha me feito armar aquilo tudo: eu queria ver a Carol com dois. Queria que ela experimentasse. Na real, eu queria ver ela com bem mais caras que isso, mas eu não tinha como conseguir sozinha.
A Carol puxou a bermuda do Adriano pra fora e o pau saltou duro demais, batendo na barriga dele. Ela abriu um sorriso de canto, olhando pra mim por cima do ombro, só pra conferir se eu estava vendo. Eu estava.
Olhei pro Gabriel, rindo, e fui fazer o mesmo.
— Jogo é jogo!
Desci o short dele com as duas mãos e ele levantou o quadril pra ajudar, meio sem jeito, e ficou ali com a mão na minha nuca, sem apertar, só descansando. A Carol já estava de quatro na cama, o cabelo jogado pro lado, e passou a língua na base do Adriano de baixo até em cima, devagar, com a língua bem chapada, do jeito que ela me ensinou a fazer.
— Assim, ó — ela falou, com a boca colada nele. — Molhado. Se tiver seco não vale.
Eu fiz igual. Passei a língua no Gabriel de baixo pra cima e ele soltou o ar todo de uma vez, tremendo o abdômen. O gosto era de pele quente, meio salgado, um pouquinho de sabonete. Fiquei com aquilo na boca e não quis mais tirar.
A Carol cuspiu. Cuspiu mesmo, muito, um fio grosso que escorreu pela cabeça do pau do Adriano e desceu pelo tronco todo, e ela espalhou com a mão fechada, torcendo o punho de cima pra baixo, fazendo aquele barulho molhado que eu escutava e sentia na buceta. Depois abocanhou. Ela não conseguiu colocar nem metade da coisa para dentro da boca, o Adriano era grosso demais pra ela ir fundo de primeira, e ela foi descendo aos pouquinhos, engasgando um pouco, subindo pra respirar, e cada vez que ela subia vinha um fio de baba junto ligando a boca dela nele.
— Aí, caralho — o Adriano gemeu, enrolando o cabelo dela na mão.
Eu cuspi no Gabriel. Não saiu tão bonito quanto o dela, minha boca tremia de rir, mas escorreu do mesmo jeito e eu espalhei com a mão e ele fechou os olhos e falou meu nome baixinho. Só isso. "Rafa." E eu quase gozei ali, sem ninguém me tocar.
Aí eu meti na boca. Fui fundo, porque ele era mais fino que o irmão e eu conseguia, e fui com gosto, com barulho, com a mão trabalhando na base no compasso da boca. A cada vez que eu subia, ele afastava o cabelo do meu rosto e prendia atrás da minha orelha. Toda vez. Não empurrou a minha cabeça uma única vez, não segurou, não forçou nada — só ficou ali me olhando com aquela cara boba de quem não acreditava no que estava acontecendo, a mão aberta na minha nuca.