Domingo, 15 de fevereiro de 2015
Hoje foi um dia incrível! Fomos todos pra praia de Geribá.
A Carol estava toda exibida, desfilando com um biquíni de lacinho megaestiloso. Os cabelos loiros e lisos dela brilhavam ainda mais sob o sol, parecendo até fios de ouro. Logo que chegamos na praia, o namorado dela, todo prestativo, começou a passar protetor solar nas costas dela com aquele jeitinho fofo de casal apaixonado. E eu, claro, me virando pra passar o protetor em mim mesma.
Aí, do nada, o Diego solta:
— Rafa, quer que eu passe protetor nas suas costas?
Hã? Como assim??? Meu coração quase saiu pela boca! Tentei disfarçar a surpresa e aceitei na hora. Imagina o Diego, aquele gostoso, passando protetor nas minhas costas? Eu ia recusar? Nunca!
E ali estava eu, tentando manter a calma enquanto ele começava a espalhar o protetor pelos meus ombros e ia descendo devagar pelas minhas costas. As mãos dele deslizavam suavemente pela minha pele, com aquele toque leve, natural, quase inocente. Não percebi nenhuma segunda intenção, ele parecia completamente à vontade, leve, descontraído.
Mas pra mim, cada toque era como uma faísca percorrendo minha pele. Cada deslizar dos dedos fazia minha espinha arrepiar, meu coração disparar e um calor subir devagar pela nuca. Eu nem sabia exatamente o que estava sentindo. Só sabia que era novo. Inesperado. E, meu Deus… absolutamente delicioso.
Pra retribuir, me ofereci pra passar nas costas dele também. E ele deixou, claaaaaro. E aí foi minha vez de me deliciar, espalhando o protetor devagar, como quem não quer nada. Minhas mãos passeavam pelos músculos das costas dele, e eu fazia de tudo pra fingir naturalidade, mas por dentro estava surtando! Diego ali, todo relaxado, de boas, e eu tentando controlar o impulso de beijar e passar a língua naquela pele quente. Sério, a vontade era real.
Depois de todo esse ritual do protetor solar, me joguei na canga tentando relaxar e curtir o sol. Ali, deitada, vi minha irmã voltando do mar com o namorado. Ela usava um biquíni fio dental rosa pink, de lacinho — o mesmo que eu tinha achado um escândalo de lindo.
Fiquei ali, parada, só observando ela se aproximar. Como uma pessoa conseguia ser tão linda e, ao mesmo tempo, tão espontânea? Isabella parecia ter luz própria. Brilhava sem esforço, sem nem perceber o efeito que causava nas pessoas. Bastava sorrir e pronto. Tudo se acendia ao redor.
Ela chegou perto de nós, virou de costas para torcer os cabelos molhados e se agachou devagar para se deitar na canga. Foi aí que eu flagrei. O Diego estava descaradamente secando a bunda dela. Tipo, na cara dura!
— Para de olhar pra bunda da minha irmã! — soltei, meio indignada, meio enciumada, e acertei um tapa no braço dele.
Na hora, senti uma mistura esquisita de raiva e ciúmes. Não sei explicar. Era estranho ver ele olhando desse jeito pra Isa. E, confesso, fiquei com ciúmes mesmo.
Ele fez aquela cara de sonso, fingindo inocência:
— Eu não tava olhando nada, juro.
Revirei os olhos, pensando “que cara de pau descarado”.
— Aham, sei. Ela tá com namorado, sabia? — respondi, tentando disfarçar o quanto aquilo tinha me irritado.
E ele, com aquele sorrisinho safado, só disse:
— Então fica em pé e deixa eu olhar pra sua bunda.
Fiquei passada! Dei outro tapa nele, claro. Mas já estava rindo por dentro. Diego tem essa capacidade absurda de ser inconveniente e engraçado ao mesmo tempo. E, no fundo, aquele comentariozinho atrevido mexeu comigo.
Pior que, naquela hora, eu já estava doida pra levantar e dar um mergulho, mas a brincadeirinha do Diego me deixou superconstrangida. Fiquei ali enrolando um pouco, tentando disfarçar, até que tomei coragem, levantei e soltei:
— Vou pra água. Você vem?
— Não, vai lá. Eu vou ficar aqui te olhando.
Ai, caralho! Saí andando tentando não rir e fui em direção ao mar, mas a sensação de estar sendo observada por ele me deixou realmente envergonhada.
Depois que entrei na água e nadei um pouco mais pro fundo, fiz sinal pra ele vir, fingindo casualidade, tentando me manter plena. Mas por dentro, eu tava tipo: "vem logo, me nota, me deseja".
Aí, apareceu um menino do nada e puxou papo comigo. Começamos a conversar, ele era simpático e tal... mas quem aparece do nada, feito um tubarão em cena de suspense? Diego! Me pegou pela cintura, me dando um baita susto.
— Quem é o moleque?
— Sei lá, acabei de conhecer.
O garoto, coitado, meteu o pé na hora.
— Caralho, Diego, você até assustou o menino — falei, rindo.
Ele deu risada e ficou por ali, como se fosse meu segurança. Eu não sabia se ria, se achava fofo ou se ficava puta por ele ter espantado o garoto.
Ele começou a nadar ao meu redor, brincando de tubarão. Eu tentava escapar, nadava de um lado pro outro fingindo que ia fugir, mas no fundo queria mesmo era ser pega. E ele me pegava pela cintura, me girava na água, fazia cócegas sem nem encostar direito, e eu me acabava de rir.
Depois de um tempo, paramos e ficamos ali, flutuando. A água estava deliciosa, e ele começou a puxar assunto sobre coisas aleatórias. Estava tão gostoso ficar ali perto dele que eu desejei que aquele momento durasse pra sempre.