Quando chegamos em casa, ele soltou que estava com uma puta fome e me perguntou se eu topava um sanduba. Fui logo dizendo que sim, óbvio, Diego era ótimo nisso.
Ele caprichou e preparou os hambúrgueres na frigideira, sem óleo. O menu eram dois hambúrgueres completos: carne, ovos, queijo e salada, e só o cheiro dele me preparando me deixou faminta!
Ficamos ali na cozinha, batendo papo, rindo de bobagem enquanto ele preparava. Depois que comemos, a gente se despediu no corredor. Eu queria ficar mais. Queria sentar no sofá, continuar falando besteira ou fazer qualquer coisa que ele quisesse, mas eu não tinha desculpa nenhuma pra ficar. Então eu falei um “boa noite” meio sem jeito e fui pro meu quarto desalentada.
Eu sabia que não tinha rolado nada, não era um “date”. Ele só estava sendo legal. Afinal, eu era a prima dele. E pior, a prima pirralha.
Eu me senti uma idiota completa. O pior é que eu não queria ir embora. Queria ficar ali perto dele mais um pouco, nem que fosse só respirando o mesmo ar. Se fosse minha irmã no meu lugar, ela certamente saberia exatamente o que dizer pra prolongar aquele momento. Eu? Totalmente sem graça, sem jeito, só conseguia gaguejar por dentro.
Fui pro meu quarto, fechei a porta com cuidado e me joguei na cama. Meu coração martelava forte, parecia bateria de escola de samba no auge do desfile. Meu corpo inteiro estava quente, inquieto, latejando. Toda vez que eu fechava os olhos, via o rosto dele. E aquela coisa que eu sempre dizia — que quando eu me tocava não tinha rosto, só sensação? Pois é… pela primeira vez ganhou uma imagem. Era ele, era o Diego.
Sem perceber, minha mão desceu sozinha, sem escalas, enfiando-se entre as coxas. Eu apertei a buceta por cima da calcinha, bem forte, quase dolorido. Um gemido baixo escapou da minha garganta enquanto minha cabeça girava com um único pensamento: voltar correndo pro corredor, esmurrar a porta dele e implorar “me pega, garoto… me beija logo”.
Só comecei a imaginar…
Imaginei eu batendo de leve na porta do quarto dele. Ele abrindo devagar, com aquele sorriso preguiçoso e os cabelos bagunçados, olhando pra mim como se já soubesse o que eu queria. “Entra”, ele dizia baixinho segurando minha mão e me puxando pra dentro. Não tinha nada sexual na minha cabeça no começo. Era só vontade pura de estar perto. Queria me sentar na beirada da cama dele, conversar baixinho no escuro, rir de qualquer bobagem, sentir o calor do corpo dele do meu lado, talvez encostar meu ombro no dele sem querer. Só isso.
Mas quanto mais eu mergulhava na fantasia, mais meu corpo traía. Meu coração acelerava, a respiração ficava rasa, um calor gostoso se espalhava pela barriga e descia como fogo queimando entre as minhas pernas. A buceta começou a pulsar, inchada, pedindo atenção. A vontade de me tocar ficou insuportável.
Desci a mão devagar, quase tremendo, ainda com a imagem dele me puxando pra dentro do quarto. Quando meus dedos tocaram a calcinha, ela já estava encharcada. Afastei o tecido molhado pro lado e comecei a me masturbar bem devagar no início, circulando o clitóris inchado com a ponta dos dedos enquanto imaginava ele sentado bem do meu lado, olhando pra mim com aqueles olhos escuros.
Foi completamente diferente de todas as outras vezes. Mais quente. Mais urgente. Mais dele. Meu dedo médio escorregou fácil pra dentro da buceta molhada, depois outro, e eu comecei a meter devagar, imaginando que eram os dedos dele. A outra mão subiu pro peito, apertando o mamilo por cima da blusa. Eu rebolava devagar contra a minha própria mão, mordendo o lábio inferior, deixando a fantasia crescer.
— Diego...
Na minha cabeça, ele se aproximava mais. Sentia o cheiro dele, o calor da respiração no meu pescoço. “Você tá molhada assim por minha causa?”, ele sussurrava baixinho no pé do meu ouvido. Eu gemi baixinho no travesseiro e aumentei o ritmo, enfiando os dedos mais fundo, mais rápido, o polegar esfregando o clitóris inchado sem parar.
O prazer foi subindo como uma maré forte. Meu corpo inteiro tensionou, as coxas tremendo sem controle, a barriga contraindo. O orgasmo veio violento, explodindo do fundo da minha buceta e se espalhando como choque elétrico por todo o corpo. Mordi o travesseiro com toda a força pra abafar o gemido alto e longo que saiu da minha garganta.
Meu corpo convulsionou forte — as pernas se apertando em volta da mão, a buceta pulsando descontrolada, apertando meus dedos enquanto eu gozava. Um mel quente molhou minha palma e escorreu pela bunda. Ondas e ondas de prazer me atravessavam, cada vez mais intensas. Eu não conseguia parar de mexer os dedos, prolongando o gozo até ficar quase dolorido, o corpo tremendo inteiro, os olhos revirando, a cabeça completamente vazia só com o nome dele.
Quando finalmente começou a passar, eu ainda estava tremendo, ofegante, completamente destruída. O peito subia e descia rápido, suor escorrendo pela testa e entre os seios, um sorriso bobo e safado colado no rosto. A buceta ainda dava pequenos espasmos, sensível demais.
Mesmo assim, demorei muito, muito tempo pra conseguir dormir. Fiquei ali, deitada, repetindo a cena na cabeça, só querendo ele, agora, de um jeito muito diferente.