Senti ele invadindo devagar, a cabeça do pau dele forçando a entrada. No começo doeu, como se a pele estivesse sendo esticada até quase rasgar. Dei um gritinho fino — meio dor, meio prazer, meio pânico. O som saiu abafado contra o pescoço dele. Ele parou um segundo, só um, me olhando de cima. Cravou aqueles olhos famintos nos meus, como se quisesse ver cada reação, cada tremor, cada lágrima que ameaçava sair. Eu amava tanto aquele olhar… mesmo sabendo que, pra ele, eu era só mais uma.
Ele não perguntou se eu estava bem. Só empurrou mais um pouco.
— Relaxa, putinha… — murmurou contra meu ouvido, a voz rouca, quase um rosnado.
Eu tentei. Respirei fundo, abri mais as pernas, levantei o quadril. E aí ele entrou, entrou fundo.
Um grito seco saiu da minha garganta. A pressão virou uma queimação forte, me abrindo de verdade. Eu sentia cada centímetro entrando, me preenchendo de um jeito que nunca tinha sentido. Minha buceta apertava contra ele, tentando fechar, mas ao mesmo tempo já estava molhada demais.
A primeira estocada foi lenta, profunda. Saiu quase todo e entrou de novo, forçando minha buceta a se acostumar com o tamanho dele. Eu soltei um gemido mais alto, cravando as unhas nas costas dele. As estocadas foram ficando mais firmes, mais profundas. O barulho molhado da minha buceta sendo fodida pela primeira vez enchia o quarto. Eu estava encharcada, mesmo com a dor. O pau dele entrava e saía com mais facilidade agora, mas ainda apertado, ainda me esticando. Cada vez que batia fundo, eu gemia contra o pescoço dele.
— Isso, putinha… assim… agora você é toda minha…
A voz dele saiu com um riso cínico, como se estivesse confirmando que era meu dono. Ele começou a beijar minha boca enquanto metia mais ritmado, a língua quente se misturando aos meus gemidos. Eu sentia ele entrar fundo e sair devagar, o corpo inteiro reagindo. Por um segundo pensei: “É isso. Eu sou toda dele agora.”
Até que ele gozou dentro de mim. Um gemido baixo, o corpo travando por um segundo. O jato quente me invadiu, pulsando. Quando ele saiu, devagar, senti escorrer. Quente, viscoso, descendo pelas coxas, manchando o lençol. O quarto cheirava a sexo… e a um vazio estranho que eu não sabia explicar.
Eu ainda tremia. E ele… ele já olhava pra outro lugar.
Olhei pra baixo e a realidade passou em cima de mim como um caminhão desgovernado.
"Caralho… não sou mais virgem!"
O sorriso veio sozinho, curto, meio bobo, de alívio e conquista. Mas durou menos de dois segundos, porque logo bateu desespero.
— Caralho, Diego, você gozou dentro! — reclamei já tentando me levantar, a voz saindo alta demais.
— Relaxa, dá nada não. Daqui a pouco eu vou na farmácia com você… compro a pílula do dia seguinte…
Eu me sentei na beira da cama, as pernas ainda tremendo sem controle. O corpo inteiro latejava — a entrada da buceta ardia levemente, como se tivessem esfregado areia. Olhei pra baixo e vi o filete de sangue misturado com a porra dele escorrendo devagar pela minha coxa interna.
Com a mão trêmula, passei dois dedos ali. Toquei. Senti a viscosidade quente. Levantei os dedos e olhei: sangue e porra juntos, em quantidade que me fez o estômago revirar. Passei de novo, mais pra dentro, como se precisasse confirmar o quanto tinha saído… o quanto ainda estava dentro.
— E se eu engravidar mesmo assim? — perguntei, a voz já quebrada de desespero. Lembrei de todas aquelas histórias de menina que tomou a pílula do dia seguinte e mesmo assim engravidou.
— Dá nada não, Rafa. Relaxa. Eu vou com você. A gente compra, você toma e pronto. — ele repetiu, como se repetir pudesse mudar alguma coisa.
Eu queria acreditar, mas o peito apertou tanto que doeu. Eu era só culpa, medo e desespero misturados. A cabeça girou e eu precisei fazer alguma coisa. Levantei de uma vez. Nem pensei em vestir roupa. Saí descalça pelo corredor frio, o corpo inteiro exposto, o filete escorrendo mais pela coxa enquanto eu andava rápido demais. Mesmo sabendo que não tinha ninguém em casa, o coração batia na boca.
Empurrei a porta do quarto da Carol sem bater.
Ela estava deitada na cama, vendo TV. Ergueu a cabeça, me viu parada ali nua e arregalou os olhos fazendo uma cara de pânico.
— Rafa?!
Eu só consegui falar, com um sorriso bobo de quem acabou de perder o cabaço e o estômago revirado de medo:
— Transamos, prima… caralho, eu transei…
Carol sentou na cama num pulo, boquiaberta. Demorou um segundo inteiro pra processar o que eu tinha acabado de falar. Depois a expressão dela mudou completamente.
— Você usou camisinha né??
Eu fiquei com tanta vergonha de dizer que não, só balancei a cabeça negativamente. Afinal, como eu ia explicar que o Diego saiu metendo sem me dar tempo de falar nada?
Ela se levantou de uma vez, andando de um lado pro outro no quarto, a voz já subindo.
— Rafa… me fala que você tá brincando. Me fala que isso é piada. Porque se não for… meu Deus do céu.
Ela parou na minha frente, colocando as mãos no rosto.
— Sério que você transou com o Diego? Aquele vagabundo tem namorada! E ainda por cima ele gozou dentro? Você perdeu a noção completamente?
Eu fiquei parada, nua, ainda com as pernas tremendo.
— Logo você, Rafa. Filha de médica. Criada ouvindo sua mãe falar de gravidez indesejada, de DST, de responsabilidade. Você sabe de tudo isso melhor que eu. E mesmo assim faz uma merda dessas? Sem camisinha, sua louca?
Ela apontou o dedo pra mim.
— Você é irresponsável pra caralho. Idiota. Como alguém tão inteligente faz uma coisa tão burra? E se você engravidar de um cara que nem largou a namorada? Você pensou nisso? Ou só pensou em gozar?
Eu não respondi. Em vez disso, peguei o espelhinho de maquiagem dela na cômoda, me sentei na beirada da cama e abri as pernas ali mesmo. Apontei o espelho pra baixo.
Vi tudo.
Inchada. Vermelha. Ainda úmida. Um filete de sangue misturado com o branco do esperma escorrendo devagar pela minha buceta. Dei um sorriso de felicidade. Um sorriso meio idiota, de menina mimada que acabou de virar mulher.
Carol ficou olhando, horrorizada.
— Você tá rindo? Rafaella, pelo amor de Deus. Guarda esse espelho. Para de olhar pra essa porra. Você precisa tomar banho, se limpar, e a gente vai na farmácia agora. Agora, Rafa. Não daqui a pouco. Agora.
Ela não parava.
— Eu não acredito que você fez isso. Depois de tudo que a gente conversou. Depois de eu te avisar mil vezes sobre o Diego. Você jura que não vai mais, jura que dessa vez é a última, e no outro dia tá de novo de perna aberta pro cara. E ainda deixa ele gozar dentro. Que porra de cabeça é essa? Você quer estragar sua vida? Quer ter que lidar com uma gravidez de um cara que não te assume? Porque se engravidar, Rafa, o problema é só seu. Ele não vai largar a namorada. Você sabe disso.