Eu continuei olhando pro espelho, o sorriso ainda no rosto, mesmo com o peito apertado de medo.
Ela passou a mão no cabelo, exasperada, e continuou o esporro por mais um tempão, misturando raiva, preocupação e decepção, enquanto eu estava ali sentada, pelada, segurando o espelhinho admirando algo que não conseguia ainda entender direito, olhando pra baixo e sentindo o corpo inteiro latejar.
Quando Carol deu uma pausa no esporro, eu consegui falar pela primeira vez.
— O Diego vai me levar na farmácia. Eu vou só tomar um banho.
Ela começou a resmungar alguma coisa sobre as responsabilidades do irmão, sobre ele ter que pagar, sobre eu não poder confiar nele… eu não fiquei pra ouvir. Virei de costas e entrei direto pro banheiro.
Liguei o chuveiro e entrei debaixo da água quente. O vapor subiu rápido. Fechei os olhos e deixei a água escorrer pelo corpo, lavando o sangue, a porra, o cheiro dele. O medo ainda estava lá, apertando a garganta. Medo de engravidar e de ter feito a maior merda da minha vida. A voz da Carol ainda ecoava na minha cabeça. Mas o corpo não desligava e eu ainda estava excitada. A pepeca continuava sensível, latejando de um jeito gostoso e irritante ao mesmo tempo. Toda vez que a água batia ali, um arrepio subia pela barriga.
E aí veio a vontade. Uma vontade antiga, algo que eu só realizava nos meus devaneios ou esfregando o clitóris na almofada. Deu uma puta vontade de cavalgar nele, sentar em cima daquele pau enorme, com as pernas abertas, e subir e descer no meu ritmo. Ver a cara dele de baixo enquanto eu fazia isso, sentindo ele entrar bem fundo. Antes eu só esfregava, rebolava em cima, mas sem penetrar. Agora eu não era mais virgem. Agora eu podia de verdade. Podia enfiar ele dentro de mim e cavalgar até as pernas tremerem.
Eu tinha ficado apavorada minutos atrás. Mas agora que ele já tinha gozado dentro… fazer o quê? Só restava tomar a pílula. E antes disso, eu queria mais uma vez. Queria sentir ele de novo, só que do meu jeito.
Passei a mão entre as coxas, ainda debaixo da água, e senti o inchaço quente. Fechei os olhos com força e ri, um riso devasso.
Saí do banho e voltei pro quarto do Diego dando a entender para Carol que a gente ia comprar a pílula. Quando eu entrei no quarto, ele ainda estava deitado, peladinho, com a TV ligada num volume baixo. A luz da tela piscava suave no corpo dele.
Eu entrei, fechei a porta com cuidado e fiquei um segundo só admirando. Peito, a barriga, o pau dele descansando mole entre as pernas. Ele virou o rosto e me encarou, sem falar nada. Só me observou enquanto eu subia na cama e me ajoelhava devagar por cima dele. Me sentei nos seus quadris e peguei o pau com a mão. Comecei a acariciar devagar, subindo e descendo a pele, sentindo ele reagir aos poucos sob meus dedos. Apertei um pouco mais, girei o punho, passei o polegar pela cabeça já úmida.
Não resisti. Desci o corpo, ajeitei os joelhos entre as pernas dele e caí de boca. Abri os lábios e envolvi só a cabeça primeiro, chupando com leveza, provocando. A língua girou em círculos lentos, lambendo a fenda, sentindo o gosto salgado que ainda restava de antes. Desci mais, engolindo o máximo que conseguia, e subi de novo deixando um fio de saliva.
— Caralho… como eu amo esse seu pau — murmurei contra a pele quente, antes de voltar a chupar.
Passei a língua em volta toda, da base até a cabeça, molhando, brincando. Subia e descia com a boca, às vezes só lambendo, às vezes sugando com mais vontade. Senti ele endurecer de novo dentro da minha boca, ficando grosso, latejando. Quando já estava completamente duro, soltei com um barulho molhado e levantei o rosto.
— Fica quietinho aí. Tô louquinha pra sentar.
Ele abriu a boca pra falar alguma coisa, mas eu não deixei. Subi no corpo dele de novo, segurei o pau com uma mão e me posicionei. A ponta encostou na minha buceta ainda sensível e levemente ardida. Encaixei devagar, bem devagar, sentindo cada centímetro entrando e me abrindo. Soltei um gemido e sentei com vontade, até o talo.
Fiquei parada um instante, só sentindo ele inteiro dentro de mim, quente e grosso. Depois comecei a me mexer.
Subia quase até a ponta e descia de novo, devagar, controlando o movimento. As mãos dele foram pro meu quadril, mas eu segurei os pulsos e coloquei no colchão.
— Quieto — pedi, quase sorrindo.
Cavalguei no meu ritmo, de um jeito lento e profundo. Cada descida fazia o pau dele roçar num ponto que mandava uma coisa gostosa dentro de mim. Eu sentia tudo: o jeito que ele latejava dentro de mim, o barulho molhado da minha xota engolindo ele, o cheiro de sexo, o calor da pele dele sob as minhas coxas.
Me senti poderosa. Pela primeira vez eu estava no controle. Não era ele me usando. Era eu pegando o que eu queria.
— Caralho… como é delicioso — pensei, e a voz saiu baixo, pra mim mesma. — Por que eu não fiz isso antes…
Fechei os olhos e continuei, sentindo o prazer subindo devagar. Meu clitóris roçava na base do pau dele a cada movimento, e eu apertava de propósito, sentindo ele latejar mais forte.
O orgasmo veio sem pressa. Começou baixo na barriga, um calor gostoso que foi se espalhando. Minhas coxas tremeram. Segurei o peito dele com as duas mãos e continuei no mesmo ritmo lento, sem acelerar. O tesão cresceu, me deixando o corpo mole com a pele toda arrepiada. Eu gemi baixo, a cabeça jogada pra trás, o corpo inteiro pulando em volta do pau dele enquanto gozava.
Foi gostoso pra caralho. Estranhamente gostoso. Depois de todo o medo, a culpa e o desespero de minutos atrás, ali só existia aquilo: eu no controle, ele dentro de mim, e um orgasmo que veio devagar e me deixou mole, sorrindo, ofegante.
Quando a onda passou, eu ainda continuei me movendo um pouco, só pra sentir os últimos espasmos. Depois parei, sentada nele por completo, o peito subindo e descendo rápido.
Olhei pra baixo e encontrei os olhos dele.
Sorri feliz, ainda lidando com as ondas deliciosas que percorriam meu corpo, tentando recuperar o fôlego.
Foi aí que ele soltou, do nada:
— Agora que você já dá essa bucetinha, vou te transformar numa verdadeira putinha. Você vai dar para todo mundo que eu mandar.
— Todo mundo é muita gente, Diego! — ri do exagero, sem dar nenhuma importância ao que ele tinha acabado de falar.
Só não imaginei que ele estivesse falando sério.