Segunda-feira, 18 de maio de 2015
Oi, diário.
Estou morta. O treino de ballet de hoje foi pesado demais e meus pés estão completamente destruídos. Mas não é isso que eu queria te contar…
Aconteceu.
Caralho, eu não sou mais virgem!
E sabe o que é estranho? Foi até bom. Uma parte de mim está flutuando, me sentindo leve de um jeito que não sei explicar. Mas tem outro lado gritando, me deixando levemente arrependida: “Sua idiota, por que você teve que dar logo pra ele?”
14h15
Eu estava no quarto da Carol, conversando com um monte de gente no bate-papo do UOL e fofocando com ela ao mesmo tempo. Clima leve, zero preocupação. Ao fundo tocava a playlist das músicas que ela mais curtia. Eu só estava ali, aproveitando o momento.
Até que a realidade bateu na porta.
E a porta se abriu sem ninguém bater. O Diego apareceu com aquele sorriso sacana no rosto e o mesmo brilho perverso de sempre nos olhos — aquele olhar de bicho predador quando quer me devorar. Ele encostou no batente de forma despretensiosa, olhou para dentro esperando ser notado e, como se fosse meu dono, ordenou:
— Vem pro meu quarto, minha mãe acabou de sair.
Carol me deu um olhar fulminante, quase de raiva. Segurou o meu pulso e falou muito séria comigo:
— Rafa, tem certeza mesmo disso?
Mesmo depois de tudo eu não tinha tomado vergonha, eu não sei explicar. Quanto mais ele me tratava dessa forma, mesmo me deixando triste eu ia. Eu não conseguia entender direito o fascínio que permitia ele me dominar dessa forma.
— Tenho, prima...
Falei com um sorriso tranquilizador, mas sem graça. Envergonhada da minha própria decisão, mesmo sabendo que era uma escolha ruim e que a Carol reprovava. Ela, coitada, era sempre a pessoa pra quem eu corria depois de fazer besteira. E o pior: ela me avisava antes. Sempre avisava que ia dar ruim.
Levantei e fui atrás dele.
Diego atravessou o corredor e entrou no quarto. Me esperou na porta, com aquele olhar de sempre, com aquele brilho cor de avelã que me prendia e me desmontava ao mesmo tempo. No segundo em que eu cruzei a porta, ele a fechou atrás de mim e virou a chave. O clique seco ecoou no silêncio, não dando tempo de trocarmos uma palavra sequer.
A mão dele veio forte, me agarrou pela nuca e me empurrou contra a parede. O corpo inteiro colou no meu. Antes que eu conseguisse falar qualquer coisa, ele já estava me beijando com força, a língua quente invadindo minha boca sem pedir licença. Eu gemi contra a boca dele.
A mão que estava na minha nuca deslizou pra frente e se fechou de leve em volta do meu pescoço. Não apertou de verdade, só o suficiente pra eu sentir os dedos ali, controlando minha respiração. O coração disparou. A buceta, traidora, já estava molhada só com aquilo.
Entre um suspiro e outro, ele murmurou contra meus lábios:
— Tô louco por você, Rafa… você mexe comigo de um jeito muito louco.
Ouvir isso fez meu corpo inteiro vibrar. Como eu queria acreditar nisso...
— Você é minha… só minha…
Ele puxou minha blusinha branca por cima da cabeça num movimento rápido. Depois me prensou de novo contra a parede. A boca desceu quente pelo meu pescoço e foi direto pros seios. A língua circulou o bico devagar, provocando, antes de sugar com força. Eu arqueei as costas, gemendo baixinho, os dedos enfiados no cabelo dele, puxando sem nem perceber.
— Sou sua… quero ser só sua… de mais ninguém… te amo tanto…
A voz saiu embargada, quase sem fôlego.
Ele me levantou pelos quadris como se eu não pesasse nada e me jogou na cama. O colchão afundou sob o impacto. Eu tirei o short sozinha, com as mãos um pouco trêmulas, ansiosa e ao mesmo tempo envergonhada por estar tão exposta na frente dele.
Ele veio por cima de mim, beijando os seios, a barriga, descendo devagar até lamber a linha da calcinha. O tecido foi afastado com o dedo e um deles entrou em mim com uma lentidão que me fez prender a respiração. Eu gemi baixo, as pernas se abrindo sozinhas e o corpo inteiro reagindo antes mesmo da cabeça processar.
— Caralho, como você tá molhada…
A voz dele saiu baixa, bem no meu ouvido. A respiração quente roçou a minha nuca e me fez arrepiar inteira. Os dedos curvavam lá dentro, acertando exatamente o ponto que me fazia pirar, o corpo se contorcendo sozinho na cama. Ele apertou bem em cima do clitóris e eu soltei um gemido tão alto que a Carol provavelmente ouviu do quarto dela. Não consegui segurar.
— Ontem você prometeu que ia ser minha putinha. Lembra disso?
— Lembro sim… — respondi, a voz falhando, o peito apertado de excitação e nervosismo.
— Então repete agora. Quero ouvir. Promete que vai ser minha putinha obediente.
Ele girou os dedos devagar, me torturando de propósito, me deixando no limite.
— Prometo… vou ser sua putinha obediente… — soltei entre gemidos, quase sem ar.
E então ele desceu de uma vez, caiu de boca na minha buceta e começou a me chupar com fome. A língua quente e insistente, como se quisesse me consumir inteira. Os dedos não paravam, curvando lá dentro enquanto a boca sugava e lambia o clitóris sem piedade. Ele ficou ali um tempo absurdo, me devorando, me empurrando cada vez mais perto do limite. Eu já não conseguia controlar o corpo. Os gemidos saíam altos, as pernas tremendo ao redor da cabeça dele.
Quando o orgasmo veio, foi violento. Eu gozei forte, o corpo inteiro convulsando, a buceta apertando os dedos dele em espasmos. Lágrimas escorriam pelos cantos dos olhos — de prazer, de intensidade, de tudo misturado. Eu chorava baixinho enquanto o corpo não parava de tremer. Ele levantou o rosto só o suficiente para me olhar, mas os dedos continuavam esfregando o clitóris molhado, prolongando cada onda, me fazendo sentir até o último tremor.
Meu corpo ainda se contorcia quando ele subiu por cima de mim de uma vez. O peso dele me prendeu na cama. Ele segurou meu rosto com uma mão e me obrigou a olhar nos olhos dele. Tinha um olhar faminto, de quem tinha acabado de me destruir e ainda queria mais.
E então ele disse, olhando bem nos meus olhos:
— Agora você vai ser minha de verdade.
Meu coração veio na boca.
Pensei em pedir pra ele colocar camisinha, mas nem deu tempo. Quando dei por mim ele já estava em cima do meu corpo. O pau duro pressionando contra a entrada, quente, latejante, insistindo em me invadir.
Fechei os olhos e deixei. Tentei relaxar, mas estava tensa pra caralho, com medo. Medo da dor… e medo de estar me entregando toda pra ele daquele jeito. Isso me assustava quase tanto quanto a dor.