Sexta-feira, 12 de junho de 2015
22h30
A fila do pipoqueiro estava lotada, já era bem tarde da noite e os alunos saíam em bandos da faculdade, o ar tinha aquele cheirinho de pipoca fresca. Eu esperava o Diego ali, na fila olhando os casais na fila esperando sua vez, o coração batendo forte no peito, uma mistura de ansiedade e um vazio que apertava devagar.
Era Dia dos Namorados. Alguns casais andavam de mãos dadas, rindo baixo, curtindo a noite como casal de verdade. Meu peito doía de um jeito triste, um desejo que eu nem sabia nomear direito: queria isso com o Diego. Queria que ele me chamasse pra comer pipoca juntos, que me puxasse pra perto num abraço preguiçoso, que a gente ficasse ali, só nós dois, sem ele apontando para quem eu iria dar. Mas o Diego nunca foi de romantismo. Olhei de novo a mensagem do encontro que ele havia marcado, e ela era clara: “Vai bem sexy e sem calcinha, minha putinha.”
Eu obedeci como ele mandou, eu sempre obedecia. Eu fui usando um vestidinho preto de alcinha colado no corpo, curto o suficiente para o vento fresco da noite roçar nas minhas coxas nuas, me deixando molhada antes mesmo de vê-lo. Eu, uma loira de quase um metro e oitenta, chamava atenção de todo mundo ali, os olhares dos caras queimando na minha pele como se soubessem que eu estava sem nada por baixo, a buceta exposta só pelo tecido fininho, pulsando de ansiedade e tesão.
O pipoqueiro me entregou o saquinho quentinho, meia salgada e meia doce, com leite condensado escorrendo, do jeitinho que eu adoro, o doce grudando nos meus dedos enquanto eu lambia devagar, imaginando outras coisas doces e quentes na boca e rindo dessa besteira sozinha. Foi aí que vi o Diego se aproximando com um grupo de amigos, o sorriso safado dele me acertando em cheio, fazendo minha buceta apertar sozinha. Claro, como sempre, ele devia ter mais uma tarefa pra mim, e provavelmente envolvia aqueles caras que vinham junto, os olhos deles já me medindo de cima a baixo, me deixando arrepiada inteira de um misto de nervoso e vontade louca de abrir as pernas.
Eles chegaram perto, e o Diego fez questão de me apresentar pros rapazes, a mão dele roçando de leve na minha cintura para mostrar pros amigos que ele era meu dono. O primeiro era o Anderson, um garoto estiloso de piercing com várias tatuagens pelo braço. O segundo era o Guilherme, moreno, alto, magrinho com um sorriso torto que me deu um frio na barriga, os olhos escuros fixos nos meus peitos apertados no vestido. O terceiro, o Theo, era marombadinho, dava para ver que ele treinava em academia, cabelo bagunçado, parecia o tipo que sabe se divertir, e me deu um beijo no rosto demorado demais, o hálito quente roçando minha bochecha. E tinha o Daniel que eu já conhecia, ele era o dono do Apê que Diego e eu usávamos. Todos eles deviam ter uns dezenove ou vinte anos, cheios de expectativas comigo, e eu sentia o tesão subir quente pelo meu corpo só de imaginar que caralhos o Diego tinha combinado com eles.
Fomos pro banquinho de cimento que circundava o chafariz principal, o concreto frio roçando nas minhas coxas nuas quando sentei, o som da água caindo ao fundo misturado com as risadas baixas deles. Estava fazendo um pouco de frio e eu estava com os braços arrepiados. Ficamos ali, batendo papo, até que Theo começou a mexer na mochila. De repente, ele puxou um cigarro de maconha dali, a coisa era quase um charuto de tão grosso e torto, o cheiro forte de erva fresca veio direto no meu nariz, me deixando espantada e curiosa ao mesmo tempo.
— E aí, Rafa! Tu fuma unzinho? — perguntou o Theo, enquanto meticulosamente terminava de desamassar e alinhar o baseado gigante, os dedos dele eram ágeis na tarefa e aquilo meio que me impressionou.
Eu nunca tinha fumado maconha na vida. No máximo uns tragos de narguilé com a galera da escola, e não era batizado com nada, tudo bem vanilla e inocente. O que me preocupava era o local, saída da faculdade com um monte de gente passando ali, olhares curiosos, mas o Theo parecia não se importar nem um pouco, acendeu ali mesmo com um isqueiro, e o cigarrinho começou a rodar de mão em mão, o cheiro doce e terroso de erva subindo forte, me deixando tonta antes mesmo de tocar.
Chegou a minha vez, o baseado quente e úmido passando pros meus dedos trêmulos, e eu fiquei meio nervosa. Eu nunca nem tinha segurado uma porra dessa antes, o papel grudento de saliva alheia me dando um nojinho misturado com excitação, mas o Theo, o mais maconheiro do grupo, foi me dando as instruções com aquela voz calma e safada, os olhos brilhando no escuro.
— Olha, — ele pegou da minha mão e começou a mostrar como fazer — segura assim… puxa bem devagarinho, enche o peito, mas não engole o ar de uma vez.
Ele deu uma baforada na minha frente, a fumaça saindo devagar da boca dele, me ensinando como fazer, parecia fácil, o cheiro agora mais intenso, invadindo meu nariz e me deixando zonza, eu só não entendia onde entrava a parte que a galera tosse pra caralho.
Eu peguei o cigarro da mão dele, os dedos roçando nos dele de leve, e fui, coloquei na boca e eu não sei o que deu, puxei forte demais, a fumaça invadiu meu peito como fogo, me dando quase uma convulsão que me fez tossir e lacrimejar, os olhos ardendo, a garganta queimando, me fazendo motivo de chacota pros quatro em volta, as risadas deles ecoando, me deixando vermelha de vergonha.
— Relaxa que é assim mesmo, das primeiras vezes, até se acostumar todo mundo tosse. Depois você pega as manhas.
Fumei de novo quando o baseado voltou pra mim, puxei mais devagar dessa vez, sentindo a fumaça quente descer pelo peito, encher os pulmões, subir devagar até a cabeça. Passei adiante e a conversa continuou, risadas soltas, vozes abafadas pelo barulho da água do chafariz e pelo vento frio que batia de vez em quando.
Diego me puxou pro colo dele sem pedir licença, só me segurou pela cintura e me sentou ali, bem em cima dele. Senti o pau duro dele pressionando contra a minha bunda através da calça, grosso, quente, pulsando. Comecei a rebolar devagar, quase sem pensar, o quadril circulando preguiçoso, empinando um pouco a bunda pra esfregar mais forte, sentindo cada centímetro dele se encaixar entre as minhas nádegas. O vestido subiu um pouquinho nas coxas, o tecido fino roçando na pele, e eu sabia que os meninos estavam vendo tudo: o movimento da minha cintura, a curva das minhas costas arqueadas, o jeito que eu empinava de propósito, me exibindo sem vergonha nenhuma. Diego apertava minha cintura com as duas mãos, me guiando, me fazendo rebolar mais fundo, mais lento, mais safado. Ele respirava pesado no meu pescoço, o pau latejando debaixo de mim, e eu sentia o tesão dele misturado com o meu, o calor subindo, a buceta melando inteira sem calcinha pra segurar o líquido que já escorria pelas coxas.
Quando o efeito bateu de verdade, fiquei leve, o corpo todo flutuando, a cabeça leve como nuvem. Lembro de sorrir sem parar, um sorriso bobo, meio lesado, os olhos meio fechados, mas ao mesmo tempo excitada pra caralho, o tesão pulsando forte entre as pernas, o clitóris inchado roçando na costura da calça dele a cada rebolada. O vento frio da noite entrava por baixo do vestido, lambia minha buceta exposta, arrepiava a pele toda, fazia os bicos dos peitos doerem de tão duros contra o tecido fino. Era como se o próprio ar estivesse me tocando, me provocando, me deixando ainda mais molhada.
Continua...