Por último foi a vez do Diego.
Ele entrou no quarto devagar, fechou a porta com uma calma que fez o ar parecer mais denso, mais quente. Me encarou com aquele olhar de predador que eu já conhecia de cor, aquele que entra pela pele e desce direto até a buceta, deixando tudo latejando antes mesmo de encostar em mim.
— Agora é a minha vez, sua puta.
A voz saiu baixa, grossa, quase um rosnado que vibrou no meu peito e fez os mamilos endurecerem mais ainda. Eu nem consegui responder. Ele me agarrou pelo braço com força, dedos cravados na carne, me virou de bruços e me arrastou até a beirada da cama. Minhas pernas ficaram penduradas, bunda empinada, a pele ainda ardendo das palmadas de antes, a xota latejando e melada de porra alheia.
— De quatro. Agora.
Ele segurou meu cabelo com firmeza, enrolou no punho como se fosse rédea, puxou minha cabeça pra trás até o pescoço arquear, uma dor gostosa que mandou um arrepio quente pela espinha inteira. Senti a cabeça grossa do pau dele roçando na entrada inchada, quente, escorregadia de tudo que já tinha recebido. O calor dele, tudo escorrendo e me preparando sem que ele precisasse falar nada.
Ele não pediu licença. Meteu tudo de uma vez, fundo, violento, abrindo caminho com força bruta. O barulho molhado explodiu no quarto, carne batendo em carne, e eu soltei um gemido rouco que rasgou a garganta. Cada estocada era como um tapa interno, socando com raiva, com pegada, como se quisesse apagar qualquer vestígio dos outros e me lembrar que, no final, eu era dele. Meu corpo balançava inteiro, os peitos roçando no tecido áspero e mandando choques de prazer misturados com a ardência. A buceta apertava em volta dele apesar de tudo, traindo qualquer cansaço, mel escorrendo novo pelas coxas.
Eu gemia rouca, baba escorrendo pelo canto da boca, olhos marejados de lágrimas quentes que rolavam devagar pelo rosto. Ele puxava meu cabelo mais forte, me usando como brinquedo, cada puxão fazendo meu corpo arquear mais, o cu piscar em volta dele, o prazer subindo violento mesmo com a dor.
— Sua vadia, puta, prostituta. É isso que você é agora:
UMA PROSTITUTA!
Ele gozou rosnando meu nome, jorrando quente e grosso lá no fundo, pulsando forte, enchendo tudo até transbordar. Quando saiu devagar, senti o líquido escorrendo pelas coxas, grosso, quente, pingando no lençol em filetes lentos que marcavam a pele e o tecido.
Diego se levantou. Pegou a cueca do chão e, sem nem me olhar, disse:
— Vou me despedir dos caras e tomar um banho. Fica aí quietinha, puta.
A porta bateu.
Fiquei de bruços na cama, pernas abertas, corpo mole como se tivesse levado uma surra de verdade. A buceta pulsava forte, latejando, inchada, ardendo de tanto ser usada. O quarto inteiro cheirava a porra fresca, suor azedo de homem e um resto de maconha que ainda pairava no ar, pesado, enjoativo. Meu coração batia descontrolado, tão forte que eu sentia na garganta, nas têmporas, nas pontas dos dedos. Cada batida parecia ecoar o que tinha acontecido ali: os gemidos, os tapas, os paus entrando e saindo, o gozo escorrendo.
Depois de um tempo, me arrastei devagar até sentar na beira da cama. As coxas colavam uma na outra, mel e porra misturados grudando na pele. Peguei o maço de notas na mesinha de cabeceira. Contei devagar, nota por nota, o papel áspero roçando nos dedos ainda trêmulos. Mil reais. Exatamente mil.
Quando ele voltou do banheiro, nu, cabelo molhado pingando gotas no peito largo, cheirando a sabonete barato de hotel, eu já estava de pé. Nua. Tremendo de raiva, de humilhação, de tudo que fervia no peito.
— Nunca mais faz isso, Diego. Nunca mais me vende pros seus amigos sem eu saber. Eu não sou puta, porra.
Ele soltou uma gargalhada debochada, alta, que cortou o ar como faca. Veio andando devagar até mim, parou perto demais, o calor do corpo dele invadindo o meu espaço. Pegou meu queixo com força, dedos apertando, forçando meu rosto pra cima.
— Ah, Rafaella… minha putinha linda… — sussurrou, quase rindo, os olhos descendo devagar pelo meu corpo, parando na buceta toda arrombada, vermelha E inchada. — Assume, caralho. Assume que você gozou feito uma cadela no cio. Que você adorou ser tratada como puta barata de duzentão.
Dei um tapa forte na mão dele, arrancando ela do meu rosto. A pele ardeu onde ele apertou.
— Me solta, caralho!
Ele nem piscou. Só sorriu ainda mais largo, os dentes brilhando.
— Caralho, Diego, você sabe que Petrópolis é um ovo! Todo mundo se conhece, todo mundo fala. Se alguém souber… você quer acabar com a minha vida?
Ele ficou quieto um segundo, me olhando como se eu fosse uma criança fazendo birra. Depois pegou o maço de dinheiro da minha mão sem pedir licença. Separou quatro notas de cinquenta, bem devagar, uma por uma.
— Toma. Fica com oitocentos. Eu fico com duzentos de comissão.
Meu sangue ferveu. O peito subia e descia rápido, quente.
— Comissão?! É meu dinheiro! Eu que dei a porra da minha buceta, caralho!
Ele deu de ombros, ainda rindo baixo.
— É, mas fui eu que fechei o negócio. Sou seu cafetão agora, não sou?
Arranquei o resto do dinheiro da mão dele com raiva, os dedos tremendo tanto que quase deixei cair.
— Vai tomar no cu! É tudo meu!
Ele levantou as mãos, fingindo rendição, mas o olhar era puro veneno, frio e cortante.
— Tá bom… fica com tudo, sua prostitutazinha. Porque é isso que você é agora, Rafa. Pros-ti-tu-ta — falou pausando cada sílaba, cuspindo a palavra na minha cara, deixando ela grudar na pele.
— Não foi de graça. Foi cobrado. E você aceitou. Você pegou o dinheiro. Você contou nota por nota.
Deu um passo pra trás, me olhando de cima a baixo, demorando nos peitos suados, na buceta inchada, nas coxas meladas.
— Olha pra você… toda melada, toda arrombada… e ainda com raiva de mim? Que fofo.
Eu queria bater nele. Queria chorar. Queria sumir dali, me enfiar debaixo da terra e nunca mais ser vista.
Mas ele só virou de costas, pegou a calça jogada no chão e falou por cima do ombro, como se estivesse comentando o tempo:
— Da próxima vez eu aviso antes. Ou não. E, pensando bem, acho que duzentão foi até caro. Você merece ser tratada como puta de cem, cinquenta pila.
E saiu do quarto rindo baixo, a risada ecoando pelo corredor. A porta bateu leve, quase delicada. O silêncio caiu pesado, sufocante, só interrompido pelo barulhinho distante do trânsito lá fora e pelo meu coração martelando no peito.
Depois de tudo, eu sempre me sentia usada e suja, mas hoje? Hoje doía mais que nunca, era o Dia dos Namorados. Meu peito apertava tanto que mal conseguia respirar.
Ele já tinha a namorada oficial — aquela que recebia presentes e palavras de carinho. E eu? Quem eu era pra ele? Apenas uma putinha, como ele mesmo fazia questão de dizer. A puta que ele usava e emprestava pros amigos.
Que merda! Eu fazia tudo pra agradar. Tudo que ele pedia, tudo que ele mandava, coisas que eu nem sei se gostava de verdade — só fazia pra ver um brilho de satisfação no rosto dele. Coisas que eu jamais faria por mais ninguém.
No fundo, eu só queria um relacionamento normal. Porque, por mais torto que fosse, eu sentia que ele gostava de mim de algum jeito.
Eu até toparia continuar com as maluquices, porque — preciso honesta — uma parte de mim curtia aquilo. Curtia ser desejada por vários caras.
Mas o que eu precisava mesmo era do que ele dava pra namorada: sair de mãos dadas, ganhar presentes fofos, ouvir um “te amo”.
Em vez disso? Ganhei mil reais imundos e a palavra “prostituta” martelando dentro da cabeça como um tapa que não para de doer.
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