Como o Iuri não tomava nenhuma iniciativa, decidi tomar as rédeas. Coloquei minha mão devagar sobre a dele. A pele estava quente, quase febril do sol do dia inteiro. Ele apertou de leve, quase instintivo, e me olhou rápido e assustado, mas desviou o olhar logo em seguida, como se tivesse medo de me encarar.
Encostei minha perna na dele, pele contra pele, e guiei sua mão grande e áspera pra cima da minha coxa nua, logo abaixo da barra da minissaia. Senti ele travar por um segundo, a respiração prendendo.
— Vai... continua — sussurrei, voz rouca.
A mão dele era enorme, pesada, cheia de calos. No começo ele estava tremendo, tímido, mas aos poucos ganhou confiança. Os dedos grossos subiram devagar pela parte interna da minha coxa, roçando a pele macia. Quanto mais ele subia, mais eu sentia o calor se espalhando. Quando ele chegou bem perto da minha buceta, um arrepio forte subiu pela minha espinha e arrepiou a nuca.
Meus peitinhos se endureceram na hora contra o tecido fino do top. Abri um pouco mais as coxas sem nem perceber, entregando espaço. Eu já estava pingando, me apertando inteira sentindo o ar fresco que subia do vale bater. O toque áspero dele contrastava demais com minha pele lisa, e aquilo só me deixava mais excitada. Eu sentia o tesão crescendo forte, meio contra a minha vontade.
Segurei a mão dele com mais força contra minha coxa, guiando sua mão até onde ele deveria estar com ela. A palma áspera e quente grudava na minha pele suada, e eu sentia cada calo roçando devagar a minha pele.
— Iuri... me beija? — sussurrei.
Eu nem esperei ele responder.
Inclinei o corpo pra frente e colei minha boca na dele de uma vez. Ele podia ser feio pra caralho, mas a boca era deliciosa. Lábios carnudos, grossos, macios de um jeito que contrastava com todo o resto. Tinha gosto de sol, suor e um restinho de bala de menta. O beijo começou lento, tímido, mas quando ele relaxou, a língua dele encontrou a minha — pesada, quente, explorando devagar, quase com medo de ser bruto demais.
Mordi de leve o lábio inferior dele, puxando com os dentes. Ele soltou um gemidinho rouco contra minha boca, um som que vibrou direto no meu peito e desceu até a buceta. Minha mão ainda segurava a dele, forçando os dedos grossos pra cima, cada vez mais perto. A ponta dos dedos roçou a pele sensível da virilha, bem onde eu estava molhada. Meu corpo inteiro se contraiu num arrepio e eu abri um pouco mais as coxas, sem nem perceber, entregando espaço.
Eu estava morrendo de vontade já, eu podia sentir o meu melzinho escorrendo devagar. O tesão subia urgente, latejando no clitóris, fazendo minha barriga contrair toda vez que a língua dele pressionava mais fundo na minha boca. Eu tava excitada pra caralho, zonza, o coração martelando tão forte que parecia que ia sair do peito.
Foi aí que olhei de relance pro lado. Tinha gente olhando. Alguns com o celular discretamente apontado, filmando ou fotografando. Olhares curiosos, bocas entreabertas, expressões de surpresa misturadas com julgamento. Um cara mais velho balançou a cabeça de leve, como se dissesse “não é possível”. E eu sabia exatamente o que eles estavam pensando: como um cara daquele estava pegando uma loirinha linda como eu.
Eu fiquei muito sem graça, senti o rosto pegar fogo de vergonha. Mas em vez de me travar, aquilo me excitou ainda mais. Saber que estavam me olhando, me vendo deixar ele me tocar sem nenhum pudor… só me deixou ainda mais molhada.
Puxei a boca dele pra perto do meu ouvido, e sussurrei baixinho:
— Tem como a gente sair daqui? Tá todo mundo olhando...
Ele hesitou um segundo, olhou pros lados, depois respondeu baixinho, ainda tímido:
— Na minha casa não dá... meus pais estão lá.
Eu também não queria de jeito nenhum ir pra casa dele. Se os pais dele me vissem, com certeza contariam pros meus pais. Era melhor nem arriscar.
A gente se levantou e fomos procurar um lugar melhor, com menos gente olhando. Ele segurou minha mão e me puxou pro outro lado da rampa, por um caminho estreito que descia um pouco. Ali tinha um muro baixo de tijolo e, mais adiante, a carcaça de um carro velho abandonado — todo enferrujado e amassado. O lugar era escuro e mais afastado de onde a gente estava, sem nenhuma iluminação. O breu era tão grande que eu mal conseguia enxergar o Iuri, só o contorno alto e magro dele.
O Iuri me encostou no muro baixo me imprensando contra uma parede de tijolos ásperos e frios que me arrepiaram o corpo inteiro. Ele não perdeu tempo, o garoto que antes era tímido passou a me beijar com fome, boca com boca, uma língua grande invadindo a minha de forma pesada e quente, lambendo fundo enquanto eu gemia baixinho contra sua boca gostosa.
As mãos dele desceram direto pra minha bunda, apertando forte por baixo da minissaia, dedos cravando na carne e puxando meu corpo contra o dele. Eu sarrei tudo que podia nele, meus quadris rebolavam primeiro devagar, depois com mais pressão sentindo o pau duro marcando forte contra minha barriga, pulsando quente através do tecido da bermuda. O atrito estava me deixando louca. Minha buceta latejava, molhada pra caralho, escorrendo tanto que eu sentia o líquido descendo devagar pela parte interna das coxas.
Não aguentei. Desci a mão e enfiei direto dentro da bermuda dele, puxando tudo pra fora como se o mundo fosse acabar. E puta merda... que pau gigante. Quando senti aquele troço enorme na minha mão — grosso, quente, veias saltadas pulsando contra a palma — uma onda de tesão bruto subiu pelo meu peito e eu só queria uma coisa: sentir aquele pau na minha boca.
Comecei a bater uma punheta devagar, subindo e descendo com firmeza, o polegar roçando a cabeça úmida, espalhando o molhadinho que já escorria. Ri baixinho no meio do beijo, quase sem acreditar em mim mesma. O Diego tinha mandado só beijar... e ali estava eu, por conta própria, indo muito além. "Eu sou mesmo muito puta", pensei. E esse pensamento só me deixou ainda mais excitada, mais molhada, mais desesperada.
Continua...