O Diego puxou o Iuri pelo braço pra um pouco mais longe, onde eu não conseguia escutar nada. Os dois começaram a conversar baixo. Fiquei ali sentada na beirada da piscina, balançando os pés na água, morrendo de curiosidade pra saber que merda meu primo estava tramando.
Alguns minutos depois, o Iuri mal conseguia olhar na minha cara. Terminou o serviço, recolheu as coisas e saiu sem nem se despedir direito.
Assim que ele sumiu de vista, o Diego veio andando até mim com a maior cara de safado.
— O que você falou pra ele? — perguntei logo, ansiosa.
Ele se sentou do meu lado na beirada da piscina, perna encostando na minha, e sorriu.
— Combinei de a gente se encontrar mais tarde lá onde ele mora.
Fiquei olhando pra ele, esperando mais explicação. Diego chegou mais perto, o ombro colado no meu, e falou bem baixinho, com aquela voz provocadora:
— Reparou no volume do pau do garoto?
Pra ser sincera… sim, eu tinha reparado. Enquanto a gente conversava, o Iuri tava só de sunga preta apertada, e marcava tudo. Impossível não notar. Fora que ele era muito alto, pernas longas… e puta merda, o pé dele era enorme. Chinelo daqueles de “pé de lancha”. Acho que nunca tinha visto um pé tão grande na vida.
Diego continuou, voz baixa e provocadora:
— Quando chegarmos lá, eu vou dar uma desculpa qualquer e sair de perto. Vou deixar vocês dois sozinhos e só vou observar de longe. Quero ver vocês se beijando.
Caralho… vou ter que beijar esse garoto, pensei. Meu estômago deu um nó. Mas, obviamente, não ia parar no beijo. Eu sabia muito bem o que o Diego queria: me ver dando pro garoto.
A ideia me deixava nervosa e enojada… mas também com uma puta curiosidade safada. Afinal, o Iuri devia ter um pau enorme, e isso tinha mexido comigo mais do que eu queria admitir.
Pior que o coitado aceitou o convite sem entender direito. Acho que nem acreditou que era verdade. Como ele não tinha como me buscar, o Diego se ofereceu pra me levar de moto, dizendo que era mais prático do que ir de carro.
16h45
Diego chegou pra me buscar.
Subi na garupa atrás dele, a minissaia curta subindo bastante nas coxas e deixando minha buceta completamente exposta, sem calcinha nenhuma, como ele tinha mandado. O caminho era íngreme e o vento frio batia forte, arrepiando minha pele e subindo direto entre as pernas, me deixando toda arrepiada e molhada de nervoso.
Meu coração estava na boca o tempo inteiro, batendo descompassado, uma mistura louca de medo, vergonha e aquela adrenalina que descia pelo peito e se concentrava bem no meio das coxas. O ronco do motor vibrava direto na minha buceta exposta, o ar gelado roçando onde não devia, me fazendo apertar as coxas contra as dele pra tentar controlar o formigamento.
Meu Deus, eu tava louca de tesão e de pavor ao mesmo tempo, excitada pra cacete com aquela sensação de estar tão exposta e vulnerável nas costas dele.
17h
Quando chegamos, o Iuri já estava lá. Ele veio até a gente um pouco mais relaxado, mas ainda tímido, desviando o olhar pro chão mais do que pra mim. Achei engraçado que nem se preocupou em se arrumar. Estava só de bermuda, sem camisa e mesmo chinelo de tiras.
O lugar estava cheio de caras com equipamentos de voo livre, mochilas grandes e óculos escuros, conversando alto e rindo. Mas o que realmente chamava atenção era a vista. Ainda tinha gente saltando, e deu uma vontade louca de voar também.
O sol começando a baixar pintava tudo de laranja e rosa, o vale lá embaixo parecia infinito e o vento fresco bagunçava o cabelo. Era bonito pra caralho. Por um segundo, quase consegui esquecer o motivo real de estarmos ali.
O sol começava a se entregar ao horizonte, tingindo o céu com pinceladas de laranja e rosa que pareciam derreter uma na outra. A paisagem tinha um visual incrível, o lugar era muito alto dando visão para todo o vale lá embaixo que parecia ser infinito: montanhas cobertas de verde escuro e, bem no fundo, a cidade já começando a acender as luzes, pequena e distante. Por um segundo, quase esqueci o motivo real de estarmos ali. Mas o vento batia forte e constante, bagunçando meu cabelo e subindo por baixo da minissaia curta, como se quisesse me lembrar que eu estava ali, exposta, sem calcinha.
A galera foi se espalhando pela rampa em pequenos grupos, sentando no chão, bebendo cerveja e curtindo o pôr do sol. Ninguém mais prestava atenção em mais nada.
Diego não perdeu tempo. Me puxou de lado com a mão firme no meu braço e falou baixo, bem perto do meu ouvido:
— É agora. Chama ele e fala que quer ir ali na beirada pra ver melhor lá embaixo. Entendeu?
Olhei pra ele nervosa, sentindo uma mistura quente de raiva e tesão subindo pelo peito. Queria mandar ele se foder, mas ao mesmo tempo minha buceta já latejava de ansiedade só de imaginar o que estava prestes a acontecer. Respirei fundo, virei pro Iuri e forcei meu melhor sorriso manhoso, com uma voz doce e arrastada, falsa até:
— Iuri, me leva ali na beirada? Eu tenho medo de ir sozinha...
Ele concordou na hora. Quando chegamos na borda, sentei direto no deck de madeira, deixando as pernas penduradas no vazio. O vale parecia um abismo infinito. Olhar pra baixo me deu até um frio na espinha. O vento subia forte entre minhas pernas abertas, batendo direto na minha buceta. Meu coração batia descompassado, tanto pela altura quanto pelo que eu sabia que ia rolar.
Tentei puxar assunto. Falei da vista, do pôr do sol, de qualquer coisa que viesse à cabeça. Mas o Iuri só respondia com monossílabos, olhos grudados no chão, claramente sem graça. O silêncio foi ficando pesado, quase insuportável. O céu já tinha trocado o laranja por um roxo escuro quando eu perdi a paciência.
Olhei pro Diego, que estava um pouco mais afastado. Ele fez um gesto impaciente, imitando alguém agarrando pelo pescoço e puxando pra beijar, depois bateu no pulso como quem diz “anda logo, porra”.
Continua...