A gente precisava de um tempo, o garoto brilhava de tanto suor com a respiração ainda acelerada. Eu me abaixei ali mesmo, rindo baixo, pernas moles, deixando aquilo tudo finalmente pingar no chão sujo, gotas quentes caindo devagar, escorrendo pelas coxas internas e batendo no chão com um som leve e molhado. O cheiro forte subia no ar úmido da noite, misturado com o ferro enferrujado e a terra seca.
Foi quando das sombras da noite veio um som que fez nós dois tremer de medo na hora.
— Ei!
Uma voz de homem, grossa, cortando o silêncio. O Iuri veio pra minha frente rápido, corpo tenso, me protegendo sem nem pensar, e eu fiquei paralisada, coração disparando de novo, mas dessa vez de pavor puro. Era tudo que eu não precisava na hora: um esquisito, um assaltante, alguém que tivesse visto tudo e quisesse ferrar a gente. Ficamos os dois imóveis, olhos fixos no vulto que se aproximava devagar, cada passo dele, me fazia tremer de medo me embrulhando mais o estômago.
Era o Diego, rindo como um idiota, dentes brilhando no escuro.
Um alívio enorme veio na hora, as pernas relaxaram de novo, mas misturado com uma raiva quente que subiu pelo peito. Eu fiquei muito puta por ele ter dado um susto desses na gente, quase me mata do coração. Mas ele já foi se explicando logo, daquele jeito safado dele, coisa que pra mim era normal, mas pro Iuri não, coitado, que ficou bem surpreso com a história toda, olhos arregalados, boca entreaberta.
— Eu tava acompanhando vocês desde que saíram da pista. Quando vocês vieram pra cá eu fiquei ali atrás daquela árvore observando vocês — disse, apontando pra uma árvore assombrosa na escuridão, tronco grosso e galhos retorcidos que mal dava pra enxergar.
Na hora aquilo me deixou ligada de novo, um fogo que subiu rápido do peito pro meio das pernas. O Diego tava me vendo, tinha assistido tudo, cada metida, cada gemido, cada jato que espirrou pra fora. Não sei como ele conseguiu naquela escuridão toda, mas meu coração bateu muito rápido, a buceta ainda latejava de leve com o resto do gozo e da porra misturados. O tesão voltou quente, e eu abri um largo sorriso de felicidade só de imaginar os olhos dele cravados na gente o tempo inteiro.
— Eu quero te comer também, vem. — disse ele mandando que eu me levantasse.
Diego me levantou do chão com facilidade, mãos firmes nos meus quadris, me virou de costas e me empurrou novamente contra o carro velho. Ele meteu de uma vez, me deixando sentir o paulo entrando fácil e suave no começo, abrindo caminho devagar até o fundo. Só naquela metida eu me derreti toda, a buceta ainda sensível do gozo anterior pulsando em volta dele como se reconhecesse o dono. O pau dele entrava diferente, eu sentia isso, era um pau que eu conhecia muito bem e amava.
Iuri olhava aquilo tudo sem parecer entender muito bem, e ficou parado ali no escuro olhando em volta para ver se não vinha ninguém, sem falar nada, só punhetando o pau ainda meio duro.
— Então irmão, tu num tem lugarzinho pra gente continuar comendo ela não? — Diego perguntou isso enquanto metia em mim, quase de forma displicente, como se fosse uma tarefa corriqueira para ele.
Ele socava sem cerimônia, sem pedir, como se fosse meu dono, estocadas ritmadas e fundas que faziam meu corpo balançar contra o carro, o som molhado ecoando baixo na noite. Cada metida mandava ondas quentes subindo pelas coxas, me deixando zonza, tesão voltando forte e rápido.
— Minha casa não rola, é pequena e meus pais estão lá... — respondeu Iuri com os olhos fixos em mim.
— Nem de um parceiro teu? — Diego perguntou com a voz meio embargada, acelerando o ritmo, mão apertando minha cintura pra me manter no lugar.
— Acho que sim, mas levar ela pra lá assim, ele não vai entender nada...
— Irmão, onde comem dois comem três, né putinha?
A voz do Diego soou atrás de mim e meu corpo inteiro gelou. Eu não estava acreditando no que tinha ouvido. Estava ali empinada, com o Diego atrás de mim bombando, dando para ele como uma cadela de rua e ele me veio com essa?
Eu já estava exausta, ardida, me sentindo suja pra caralho. Tinha saído de casa sem calcinha e, burra como sempre, esqueci de colocar uma na bolsa. Tudo que eu queria era um banho quente, me lavar direito e tirar o cheiro de porra e aquela sensação de mim. E agora ele queria me oferecer pra mais gente?
— Porra, Diego... nem fodendo — respondi, a voz saindo fraca e tremida enquanto ele bombava mais forte — Eu preciso de um banho pelo menos...
Mas ele nem ligou. Me agarrou pela cintura com força e enfiou o pau mais forte ainda, socando fundo sem piedade. Gemi alto, uma mistura de dor e surpresa. Ele começou a meter com força, ignorando completamente o que eu dizia.
— Se for... pelo menos vamos pro apartamento? — tentei argumentar, a voz saindo entrecortada a cada estocada.
Diego não respondeu. Só meteu mais fundo, mais bruto, até que deu umas fincadas bem no fundo do meu útero que me fizeram apertar os dentes. Senti ele inchar e gozar dentro de mim, jatos quentes e grossos me enchendo ainda mais. Quando ele tirou o pau, senti o esperma escorrendo pelas minhas coxas, misturado com o do Iuri, pingando no chão sujo.
— Cala a boca, sua puta — ele disse, rindo baixo enquanto balançava o pau no ar pra limpar o resto de porra. — Eu perguntei só pra você ter o prazer de concordar.
Eu estava sem reação, pernas tremendo, buceta latejando e ardida, o líquido quente escorrendo pelas pernas e ele continuou:
— E o Iuri vai onde, sua burra? — continuou ele, debochado. — Na sua cabeça? Esqueceu que eu tô de moto?
Era verdade. Não tinha como levar dois na garupa da moto.
Continua...