Capítulo 0

Devo ter alguma tara por primo

Arthur aproveitou a minha hesitação, me levou pelo braço até a lateral da casa e me beijou sem dar tempo de reagir. Veio com tudo, me prensou contra a parede, o corpo quente colado no meu. Uma das mãos agarrou minha cintura com força e a outra subiu pela minha nuca e puxou meu cabelo num gesto bruto e delicioso que me fez gemer. A língua dele invadiu minha boca com um gosto misturado de desejo e vodka, explorou cada canto como se quisesse me devorar inteira. Gemi contra os lábios dele e senti o arrepio subir pela pele. Ele tinha pegada. Era intenso, bruto na medida certa, firme nas mãos e abusado no beijo.

Quando desceu a mão pra minha bunda e apertou com vontade, eu arfei na boca dele. Meus quadris já se esfregavam nos dele, o pau duro pressionado contra mim. Fiquei um tempão daquele jeito. Eu já estava com a buceta pegando fogo e eu adorava sentir esse calor. Imediatamente, já fui colocando o pau dele pra fora. Já estava bem duro, latejando na minha mão, e a minha boca encheu de água na hora. Engoli, mas não adiantou, ela encheu de novo.

A rola dele era grande e grossa, com as veias saltadas correndo pelo comprimento inteiro, a cabeça arroxeada e já brilhando do tanto que ele estava vazando. Passei o polegar por cima e escorregou um pouco daquele melzinho.

Nem falei nada. Me abaixei ali mesmo no piso frio e caí logo de boca.

O primeiro gosto foi salgado. Ele soltou o ar entre os dentes e a mão veio direto pra minha nuca, sem empurrar, só segurando, como se precisasse de alguma coisa pra não cair. Desci até onde dava e voltei com a língua colada por baixo. Enchi de saliva. Deixei a baba escorrer de propósito, porque eu sabia o barulho que aquilo fazia, e no silêncio daquela lateral da casa escondidos o barulho ficava muito mais alto do que devia.

O Lipe estava a poucos metros dali, do outro lado, no mesmo lugar onde a gente tinha deixado ele. Bastava levantar e dar a volta na casa. Bastava estranhar a demora. E isso só me deixou com mais tesão — chupei com mais vontade, mais fundo, e cada vez que eu subia deixava escapar da boca com um estalo molhado, olhava pra cima e encontrava ele de cabeça jogada pra trás, a mandíbula travada, se segurando pra não fazer barulho.

Quando percebi que ele ia gozar, ele ainda tentou avisar. O corpo deu aquele tranco, os dedos fecharam no meu cabelo, a coxa começou a tremer encostada na minha bochecha e ele conseguiu falar meia palavra. Segurei o quadril dele com as duas mãos e não o deixei sair.

Eu fiquei impressionada! Ele gozou muito. Veio um jato, uma pausa, e outro jato seguido, tudo grosso batendo no fundo da minha garganta, e eu fiquei de olho fechado sentindo o pau pulsar entre os meus lábios até a última contração.

Eu já tinha virado sommelier de porra, adorava experimentar novos sabores. Engoli tudo, passei a língua nos lábios, limpei o canto da boca com o polegar e levantei. Os joelhos ardiam, marcados. Ajeitei o vestido; ele ajeitou a sunga com a mão ainda tremendo.

— Melhor a gente voltar logo — falei.

Quando retornamos pra área da piscina, o Lipe continuava no mesmo lugar. Fui direto sentando no colo dele, ainda com o gosto da porra do primo dele na boca. Por um segundo eu cheguei a pensar: "devo ter alguma tara por primo, será?".

— Demorou. Onde vocês estavam?

Fiquei alguns segundos sem responder, sentada ali, com o gosto do Arthur ainda na boca. Meu coração batia rápido demais e eu tinha certeza de que ele ia sentir isso pelas costelas.

— Fomos até o bar… teu primo fez um drink pra mim. Ele manda benzão nisso, né?

Lipe ergueu uma sobrancelha, o olhar meio bêbado, meio desconfiado. A mão dele subiu pela minha coxa e apertou de leve.

— Só isso? Duvido! Vocês sumiram um tempão.

Sorri. Ele não sorriu de volta. Ficou com a mão parada na minha coxa, os dedos abertos, olhando pra minha boca em vez de olhar nos meus olhos. Na hora eu saquei, eu sou branca demais, devia estar com a cara e a boca toda vermelha de tanto chupar, mas eu nem me preocupei com isso, eu sabia onde o safado queria chegar, aquilo era só um jogo, e eu gostava de jogar aquilo.

— Que isso, Lipe, tá com ciúmes? — falei rindo, de zoeira.

— Não. Só tô curioso mesmo. — Ele fez uma pausa, e a mão subiu mais um pouco. — Mas pode falar a verdade… tu deu pra ele?

Meu rosto pegou fogo. Ele estava perto demais, e eu tinha certeza de que dava pra sentir o cheiro da rola do primo dele em mim.

— Não… — respondi, a voz mais baixa. — a gente se beijou e... eu chupei ele. Mas só isso.

Lipe ficou em silêncio por dois segundos. Dois segundos que duraram muito mais do que deviam. Depois soltou uma gargalhada e apertou minha coxa com força.

— Tu é a maior vadiazinha mesmo, né?

Eu devia ter ficado ofendida. A palavra desceu quente e foi parar direto na da buceta, me deixando ainda mais molhada. Em vez de negar, eu me ajeitei melhor no colo dele, as coxas abrindo um pouco mais, com o gosto do primo que não saía na boca.

Foi aí que veio o Arthur, com a sunga colada no corpo, sem nem tentar disfarçar o volume. Chegou trazendo o meu drink.

— Esqueceu isso — disse, com aquele sorriso sacana, me estendendo o copo como se fosse um presente indecente.

Peguei sem dizer nada e dei um gole. Ele não tirava os olhos de mim. Sentou na espreguiçadeira bem na minha frente, abriu as pernas e ficou me encarando com a porra de uma cara safada do caralho.

Lipe, ainda com o braço na minha cintura, não perdeu tempo.

— E aí, Arthur… tô sabendo que rolou um boquete. Me conta, foi só isso mesmo?

Meu estômago virou. “Não acredito que eu vou virar o assunto da noite”, pensei.

Arthur abriu um sorriso atrevido e olhou direto pra mim.

— Posso contar?

Só dei de ombros, tentando parecer indiferente.

— Sim, cara, e que boquete. Essa garota sabe chupar gostoso.

E piscou pra mim, bem descarado.

Eu já estava muito molhada. Fiquei ali no colo do Lipe, me movendo devagar, sentindo o volume rígido da sunga dele roçar bem entre as minhas pernas, no ponto exato onde o biquíni mal cobria — aquele tecido fino que a essa altura já tinha desistido de me proteger de qualquer coisa. Meus quadris tinham pegado um ritmo próprio, deslizando sem eu precisar mandar, e a fricção ia me enlouquecendo centímetro por centímetro, cada volta me deixando um pouco menos capaz de fingir que aquilo ainda era brincadeira. Arthur me encarava sem disfarçar nada, copo na mão, os olhos cravados em mim, e o pior é que eu ficava mais molhada ainda sabendo que ele estava vendo tudo.

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