— Gosta quando dói?
Eu não respondi de primeira. Só apertei as coxas uma contra a outra, sentindo o melado escorrer entre elas. Ele bateu de novo, no mesmo lugar, mais forte, e dessa vez o gemido saiu sozinho, rouco, sem pedir licença, e eu senti a bunda latejar e a buceta contrair junto, como se uma coisa estivesse ligada na outra. Meu corpo respondeu antes da minha cabeça. Ele enfiou a mão entre as minhas pernas, por trás, por cima do tecido fininho da calcinha, e passou os dedos devagar, sentindo o quanto eu estava encharcada. Depois apertou, a mão inteira fechada na minha buceta, me prendendo contra a parede.
— Puta — ele murmurou, com a voz grossa. — Já tá assim e eu mal comecei.
Ele me virou de frente. Quando olhei pra ele, aquele olhar castanho e calmo tinha escurecido, as pupilas grandes, a boca entreaberta. Ele ficou me encarando por um tempo que pareceu longo demais, depois segurou meu queixo com força, os dedos afundando nas minhas bochechas, e me deu um tapa no rosto. De leve, só pra marcar. A pele esquentou e formigou, e eu fechei os olhos por um segundo, sentindo o coração bater na garganta e um tesão tão bruto que me deu vontade de rir. Quando abri, ele já estava se afastando. Parou a alguns passos de mim, desafivelou o cinto e abriu a calça sem tirar os olhos dos meus. O pau dele saltou pra fora já duro, grosso, cheio de veias, a cabeça inchada e brilhando, e eu engoli em seco.
— Fica de quatro agora e vem engatinhando até mim.
Fiquei parada um segundo, o coração acelerado, a boca seca e a buceta molhada.
— Igual uma gatinha ou uma cadelinha? — perguntei baixo, com o deboche ainda na voz.
Ele sorriu, aquele sorriso de canto.
— Uma cadela.
Eu me ajoelhei. Apoiei as mãos no chão e fui engatinhando até ele, devagar, rebolando, sentindo o piso frio e duro machucar um pouquinho os joelhos, os peitos balançando, a calcinha enfiada no rego e o ar gelado batendo na minha buceta molhada a cada movimento. Quando cheguei perto das pernas dele, senti o cheiro forte de homem, de pau, de pele quente, e minha boca encheu d'água. Ele passou a mão pelo meu cabelo, quase carinhoso, e então puxou de leve, só pra eu levantar o rosto. Eu estava de quatro, com a boca bem na altura do pau dele. Ele segurou pela base e bateu com ele na minha cara, uma vez de cada lado, pesado e quente, deixando um rastro molhado na minha bochecha.
— Abre a boca, cadela.
Eu abri. Ele enfiou de uma vez, até o fundo da garganta. O gosto salgado encheu minha boca, a cabeça do pau bateu lá atrás e eu engasguei, os olhos lacrimejando, a saliva escorrendo pelos cantos dos lábios e pingando no chão. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos, os dedos enfiados no meu cabelo, e começou a foder minha boca no ritmo dele, sem pressa e sem dó. O quadril dele batia no meu rosto, os pelos roçavam no meu nariz, e a cada estocada ele empurrava mais fundo, até eu ficar sem ar por alguns segundos, com a garganta apertando em volta dele e a buceta contraindo junto, pingando no fio dental.
Ele puxou meu cabelo pra trás e tirou o pau da minha boca de uma vez, com um barulho molhado. Eu fiquei ali de quatro, ofegante, puxando o ar com força, os lábios inchados, o queixo e o pescoço brilhando de saliva.
Ele não me deixou recuperar o fôlego. Me agarrou pelo braço, me levantou do chão como se eu não pesasse nada e me arrastou até a cama. Me jogou de bruços no colchão e, antes que eu conseguisse me ajeitar, segurou minha cintura com as duas mãos e me puxou pra trás, me botando de quatro na beirada da cama, a bunda empinada pra ele. Eu enfiei a cara no lençol, ainda arfando, a boca com o gosto dele. Ouvi o barulho da calça escorregando pelas pernas dele, depois senti os dedos enganchando no fio dental e puxando pro lado com um tranco que fez o elástico cortar minha virilha.
Ele abriu minha bunda com as duas mãos, com força, os dedos afundando na carne e me arreganhando toda, e eu senti o ar frio do quarto bater no meu cu e na minha buceta encharcada ao mesmo tempo. Fiquei exposta daquele jeito por uns segundos que pareceram uma eternidade, sabendo que ele estava olhando, e a buceta piscou sozinha. Aí veio a cabeça do pau, grossa e quente, roçando de cima a baixo nos meus lábios, se lambuzando no meu melado, e ele meteu. De uma vez, até o fundo, sem cuidado nenhum. O ar saiu do meu peito num grito abafado no lençol. Eu senti ele me abrindo por dentro, me esticando, enchendo cada pedaço, e a pressão lá no fundo me fez agarrar o colchão com as duas mãos.
E ele começou a meter com raiva. Cada estocada vinha pesada, o quadril dele batendo na minha bunda com um estalo molhado, o colchão rangendo, a cama inteira sacudindo. No meio do ritmo vinham os tapas, um atrás do outro, na bunda, na lateral da coxa, estalados, quentes, e a pele foi ficando tão sensível que cada pancada parecia queimar e ao mesmo tempo descer direto pro meu grelo. Ele não parava de xingar, a voz grossa, rouca, perdendo toda aquela calma de homem de negócios.
— Goza, cadela. Goza no meu pau, sua piranha. Vadia do caralho.
Cada palavra me arrepiava inteira. O ar-condicionado gelava a pele, os peitos balançando e roçando no lençol a cada estocada, os bicos ardendo de tão sensíveis. A buceta fazia um barulho molhado e indecente toda vez que ele saía e entrava de novo, e o melado escorria pelas minhas coxas. Ele voltou a abrir minha bunda com as mãos, me arreganhando enquanto metia, e foi aumentando a força, mais fundo, mais rápido, até o pau bater num ponto lá dentro que doía e dava prazer na mesma medida, até meus joelhos escorregarem no lençol e minha bunda arder tanto que eu já nem sabia onde terminava um tapa e começava o outro.