Sábado, 09 de maio de 2015
Eu ainda estava bem chateada com o Diego. Disposta a continuar dando gelo nele, de verdade.
Fazia uma semana inteira que não rolava nada entre a gente. Antes disso era todo santo dia. Sexo oral e anal quase sem pausa. Eu acordava já molhada só de pensar nele e terminava a noite com o cu ardendo e o gosto dele na boca. Estava viciada. No pau, no cheiro, no gosto, no jeito dele de mandar e me possuir.
Agora era gelo total. Eu atravessava a casa sem olhar pra ele e respondia só o necessário. Mas por dentro eu ainda sentia falta. O corpo inteiro lembrava. E o que mais me irritava era a buceta latejando de vez em quando, traidora, só de ouvir a voz dele no corredor. Eu segurava na força da raiva.
21h
Carol me mandou mensagem dizendo que já estava indo pra casa. Estava voltando da casa do namorado e pediu pra eu encontrar com ela no portão.
Entramos juntas. Foi só eu subir a escada e passar pelo corredor que o Diego apareceu atrás de mim. Até fiquei surpresa dele ainda estar em casa, achei que tinha saído com a namorada. Ele segurou meu braço com força, um aperto firme, decidido, quase me machucando.
Tentei manter a pose, forçando uma cara de desprezo, mas o coração disparou. O toque dele ainda me desmontava por dentro. Ele se inclinou e tentou me beijar. Nossa, foi quase. A boca chegou bem perto, mas eu dei um empurrão nele e ameacei gritar.
— Vai procurar sua namorada e me esquece!
As palavras saíram mais afiadas do que eu pretendia. Eu não queria falar daquele jeito, mas estava triste e decepcionada demais pra suavizar e mesmo assim ele insistiu, a voz baixa e mansa:
— Eu te quero, Rafa. Sou louco de tesão em você.
Aquilo me confundia. Por que ele dizia isso se ainda estava com ela?
Ele se aproximou de novo, mudando de abordagem. Tentou me encurralar contra a parede, invadindo meu espaço, falando bem perto do meu pescoço. Eu sentia o calor, o perfume e o hálito quente dele e a pele inteira se arrepiou.
— Olha pra mim, Rafa… — a voz dele saiu baixa, quase carinhosa, mas com aquele fundo safado que eu já conhecia tão bem. — Eu te quero e eu sei que você também quer. Então para de me tratar assim. Eu fico de pau duro sempre que te vejo andando pela casa com esse shortinho apertado, lembrando como tu fica gostosa de quatro pra mim.
Caralho, eu senti a buceta latejar forte, traidora, enquanto tentava me manter firme. O corpo dele estava tão perto que o peito dele quase tocava o meu. O cheiro da pele quente, o hálito batendo no meu pescoço… tudo conspirava contra a raiva que eu ainda sentia.
— Você só me procura quando quer foder. — respondi, decidida, fazendo um gesto pra ele sair da minha frente. — E assim… assim eu não quero mais!
Ele ainda tentou me puxar na direção do quarto, os dedos fechando com força no meu pulso enquanto o corpo dele colava no meu por trás. O cheiro quente da pele dele, misturado com aquele desejo, me atingiu de uma vez. Meu coração batia descompassado e as pernas começaram a tremer. Eu mal consegui escapar — nem sei bem como. Estava tão vulnerável naquele momento que quase cedi. Mas eu sabia que não podia. Se eu queria ele só para mim, ele tinha que decidir de uma vez: ou ficava com a namorada, ou largava ela de vez para ficar comigo.
— Chega, caralho. Para com a palhaçada!
A voz dele saiu alta, autoritária, de um jeito que me estremeceu por dentro. Meu corpo travou. O pensamento se esvaziou. Fiquei parada, o rosto dele estava vermelho de irritação, mas com aquele brilho de controle nos olhos que eu nunca soube decifrar direito.
Respirei fundo, tentando manter a postura, e fiquei ali esperando o que ele tinha a dizer. Em vez disso, ele me puxou pelo braço e me empurrou para dentro do quarto. Por um segundo eu jurei que ele ia me bater. Por dentro, uma parte de mim até comemorava: eu tinha conseguido minha vingança. Ele estava puto de me ver com outro e de eu ter dado um gelo nele.
— Agora você vai dizer por que você não tá falando comigo nessa porra ou tu não sai daqui. Anda. Fala!
Eu cruzei em desafio os braços enquanto ele trancava a porta.
— Ah, você não se lembra? — respondi desaforada, quase gritando.
— E fala baixo, caralho!
Ele ergueu a sobrancelha, pensativo, fazendo um gesto displicente como se realmente não soubesse do que eu estava falando, e me mandou continuar.
— Sábado passado, Diego… Lembra o que você me prometeu?
Ele ficou em silêncio por um momento, claramente tentando se lembrar. A frustração cresceu ainda mais dentro de mim. Aquele filho da puta nem fazia ideia do que tinha feito. Eu passei o tempo todo cheia de raiva, e ele nem aí. Nem suspeitava da merda que tinha aprontado.
— Que eu ia chegar cedo pra gente… ficar junto. Era isso? — Ele falou num tom como se não fosse nada demais. — Pô, foi mal, Rafa.
— Foi mal? — repeti, sentindo a raiva subir quente pelo peito. — Você não tem ideia do quanto eu fiquei puta te esperando!
Diego deu mais um passo na minha direção. Ignorou completamente o que eu estava dizendo. Os olhos dele desceram direto para o meu peito, e a voz saiu mais baixa, com aquele tom safado de sempre:
— Ah, garota, para de bobeira e confessa. Confessa que tu veio aqui só pra eu foder esse teu cuzinho de novo, né? Tá com saudade da minha pica, safada?