Ela voltou pra cama, guardou os dildos e puxou os dois menores.
— Esses aqui eu curto mais. O Bullet e o Butterfly. Os dois vibram.
Ligou o bullet, o barulhinho discreto preenchendo o quarto, e estendeu na minha direção.
— Quer experimentar? Sente como a vibração é potente — disse Carol, estendendo o bullet. — Agora faz em você. Garanto que vai amar.
Tirei a calcinha sem pensar duas vezes. O ar frio do quarto tocou minha buceta já úmida. Assim que encostei o brinquedinho no clitóris, um choque elétrico subiu pela espinha. A vibração era forte, concentrada, direta no ponto mais sensível. Eu soltei um gemido abafado e tive que morder o lábio pra não fazer barulho.
Deitei na cama, abrindo as pernas com o meu corpo já se contorcendo sozinho. Carol tirou o bullet da minha mão e assumiu o controle. Ela deslizava o brinquedo molhado de um lado pro outro, pressionando, afastando, voltando com mais força. O cheiro da minha excitação começou a ficar mais forte no ar quente do quarto. Eu rebolava contra a mão dela, as coxas tremendo.
De repente ela tirou o brinquedo. Antes que eu pudesse reclamar, senti a boca quente dela no meu clitóris. A língua era macia e molhada, diferente da vibração seca do bullet. Carol chupava com vontade, sugava meu grelinho inchado, dava leves mordiscadas que me faziam arquear as costas. De vez em quando enfiava a língua fundo, lambendo por dentro, o rosto inteiro molhado na minha buceta.
O cheiro, o calor, o barulho molhado da boca … caralho! Tudo isso me deixou completamente alucinada. Eu abri ainda mais as pernas, puxando a cabeça dela contra mim. O orgasmo veio forte, violento. Meu corpo inteiro tremeu, as pernas se fecharam em volta do rosto dela, e eu gozei gemendo baixo contra o travesseiro. As contrações não paravam. Carol continuou me chupando devagar enquanto eu tremia, prolongando cada onda de prazer.
Quando finalmente consegui respirar de novo, ainda sentia a língua e o gosto dela, o cheiro da minha própria excitação no ar. Foi o orgasmo mais intenso que eu já tinha sentido na vida.
Puxei Carol pra cima de mim e começamos a nos beijar ali na cama, com pressa. Ela já estava sem sutiã. Agarrei os seios dela com as duas mãos e fui direto nos mamilos, chupando, mordiscando de leve, passando a língua em círculos. Carol pirava com aquilo. O corpo dela se rebolava em cima do meu, e eu ficava fascinada com a perfeição daqueles seios — firmes, redondos, sensíveis.
Fui descendo com a boca, beijando a barriga, enquanto minha mão já entrava por baixo da calcinha. Os dedos deslizaram entre os lábios molhados e eu enfiei dois de uma vez. Carol gemeu contra minha boca. Tirei a calcinha dela de uma vez e ela ficou completamente nua.
Peguei o Butterfly.
— Como usa isso? — perguntei, a voz rouca.
Ela ligou o brinquedo. A vibração era bem mais forte que a do bullet. Carol abriu as pernas, passou o aparelho entre os lábios e depois encaixou: a parte maior entrou dentro dela e a outra ponta ficou exatamente em cima do clitóris. No começo ela ainda ria, me olhando, se divertindo com a minha cara de quem estava prestando atenção em tudo. Mas logo o riso sumiu. Os olhos reviraram e os gemidos começaram a sair mais altos.
— Agora é minha vez — falei, tirando o brinquedo da mão dela.
Fiquei ajoelhada entre as pernas abertas da Carol. Continuei o movimento que ela fazia, empurrando e puxando o Butterfly com ritmo cada vez mais rápido. Ela fechou os olhos, as mãos apertando os próprios seios, os gemidos já sem nenhum controle. Nem ligava mais se alguém na casa poderia ouvir.
Os espasmos começaram. O corpo dela tremeu forte, as coxas se fecharam em volta da minha mão e ela soltou um gemido alto, rouco, enquanto gozava. O rosto estava vermelho, a boca entreaberta, a buceta latejando e escorrendo.
Larguei o brinquedo e caí de boca nela na mesma hora. A buceta da Carol ainda latejava, quente e encharcada. O gosto era forte, meio doce, meio ácido, misturado com o cheiro quente de sexo que subia do corpo dela. Chupei o clitóris inchado e sensível com vontade, sentindo ele latejar contra a minha língua. Carol se contorceu, soltando um gemido rouco, as mãos apertando meus cabelos.
Passei a língua devagar entre os lábios molhados, recolhendo todo aquele melzinho que escorria, depois voltei a sugar o grelinho com mais força. Ela tremia sem parar. As coxas se fechavam em volta da minha cabeça e depois se abriam de novo, como se não soubesse se queria se afastar ou se entregar mais. Continuei lambendo, chupando, enfiando a língua fundo e saindo de novo, saboreando cada gota enquanto o corpo dela ainda se recuperava dos espasmos.
O barulho molhado da minha boca nela enchia o quarto. Carol ofegava, a barriga subindo e descendo rápido, a voz saindo quebrada:
— Porra, Rafa… para… não…
Mas eu não parei. Continuei chupando devagar, prolongando o prazer dela, até sentir os tremores finalmente começarem a diminuir.
Quando os tremores passaram, me deitei por cima dela e beijei sua boca. Ficamos ali, abraçadas, nos beijando mais devagar, o gosto dela ainda na minha língua.
Foi só nesse momento de calma que lembrei do Diego.
“Será que ele já chegou?”
Se tivesse chegado, viria até o quarto da irmã me chamar… ou mandaria mensagem. Ele sempre mandava mensagem quando queria me ver. Na verdade, quando queria sexo. Eu já deveria ter entendido isso faz tempo. Ele não tinha nenhum sentimento de amor por mim. Só queria me usar.