Sábado, 2 de maio de 2015
22h15
Carol chegou da rua com o namorado. Nessa época nós nem saíamos pra balada porque nossos pais nem deixavam, o limite para chegar em casa era no máximo às 22h.
Ela me avisou, então corri pra casa dela, levando a lingerie sexy que havia comprado com minha irmã.
Quando cheguei no quarto da Carol, fui direto pro banheiro. Ela ainda estava no chuveiro. O box de vidro embaçado deixava só a silhueta dela aparecer, o vapor quente enchendo o ambiente pequeno. O cheiro de sabonete e shampoo doce pairava no ar, misturado com o calor úmido que embaçava o espelho.
Abri a porta do banheiro e falei, tentando disfarçar a ansiedade:
— Que banho demorado, hein, gata. É pra ficar cheirosinha pra mim?
Enquanto Carol ainda estava no box, aproveitei pra me trocar ali mesmo. Tirei a roupa e vesti o conjunto vermelho que tinha comprado com a Isabella. A calcinha era fio dental, com um lacinho pequenininho na frente. O sutiã tinha bojo, marcando bem os seios.
Fui me olhar no espelho embaçado. Nossa, adorei aquele contraste do vermelho vivo com a minha pele clara. Fiquei até excitada em me ver daquele jeito. Parecia outra pessoa. Mais mulher e muito mais provocante.
Quando Carol desligou o chuveiro e abriu a porta do box, me viu parada ali, só de lingerie.
Ela parou no lugar, a toalha ainda na mão.
— Caralho, Rafa…
— E aí? — perguntei, girando de leve, tentando disfarçar o nervosismo. — Ficou bom?
Carol deu uma risadinha, passando a toalha pelo corpo.
— Ficou uma delícia. Olha o lacinho… safada.
— Eu só trouxe esse conjunto — falei, ainda me olhando de canto no espelho embaçado. — Mas comprei umas camisolas e várias calcinhas fio dental também. Tô tentando… mudar um pouco, né?
Ela me encarou por um segundo a mais, o olhar descendo e subindo de novo.
— Mudar pra quem, hein?
Eu só dei de ombros, sorrindo sem jeito, mas por dentro meu coração batia acelerado.
Carol também tinha comprado várias calcinhas fio dental. Pedi pra ela ir pegar e experimentar uma por uma. Ficou aquele clima meio bobo, ela trocando de calcinha sem parar no meio do quarto.
— Trocando de biquíni sem parar… — cantei baixinho, rindo.
— É “tocando B.B. King”, sua idiota — ela respondeu.
Lógico que eu sabia, mas já estava rindo também.
O bumbum da Carol era tão redondo e firme que qualquer calcinha ficava um espetáculo nela. Eu ficava olhando sem nem disfarçar muito. Cada vez que ela vestia uma nova, eu comentava e dava nota:
— Essa ficou perfeita.
— Essa deixa sua bunda ainda mais gostosa.
Depois que ela cansou de experimentar, a gente se jogou na cama. Carol se virou de lado, apoiando a cabeça na mão, e me olhou.
— Tá ansiosa?
— Claro que tô — respondi, suspirando. — Tô morrendo de nervoso.
Ficamos um tempo conversando. Perguntei como tinha sido a noite dela com o namorado. Ela contou rindo, com aqueles detalhes safados que só ela sabia dar. Depois, mais séria, perguntei como tinha sido a primeira vez dela.
Carol ficou quieta por alguns segundos, olhando pro teto, antes de começar a falar.
Ela já tinha me contado antes, mas fazia um tempo. Dessa vez eu pedi pra ela contar com todos os detalhes.
Carol se ajeitou na cama e começou a falar. Tinha rolado ali mesmo, naquela cama, num dia em que os pais não estavam em casa. Não foi nada planejado. Os dois estavam na maior pegação, se beijando e se tocando, até que simplesmente aconteceu. Ela contou sem enfeite, do jeito dela: meio rindo, meio envergonhada, mas sem esconder nada.
Depois que terminou de falar, se levantou pra guardar as calcinhas. Foi aí que eu aproveitei:
— Me mostra os seus brinquedinhos.
Eu sabia que ela tinha alguns, só não sabia quantos.
Ela foi até o armário, abriu a porta e puxou uma caixa escondida no fundo. Trouxe até a cama e abriu. Dentro tinham três brinquedos. Mas ela logo completou:
— Na verdade são cinco. Tem outros dois não ficam aqui.
Foi até a gaveta das calcinhas e tirou um bullet rosa, pequenininho, no formato de cápsula. Depois abriu a mochila da escola e pegou outro: um vibrador disfarçado de batom.
— Esse aqui é o meu favorito — disse, girando o “batom” entre os dedos. — Ninguém desconfia de nada.
Eu fiquei olhando a coleção inteira espalhada na cama, sem conseguir disfarçar a curiosidade.
Na caixa, ela guardava o Butterfly, um estimulador de clitóris, e dois dildos no formato de pênis. Um com ventosa e outro sem. Na maior ingenuidade, perguntei pra que servia a ventosa e ela me devolveu uma risada como se eu fosse a coisa mais ingênua do mundo.
Ela pegou um colchonete de ginástica, estendeu no chão em frente ao espelho do armário e fixou a ventosa bem no meio do vidro. Depois me olhou de lado, ainda rindo:
— A ventosa é pra isso.
Fez uma pausa provocativa.
— Quer mais demonstração? — ela me olhou com o mesmo olhar do irmão.
— Claro, prima. Quero ver como você faz. — o tesão de ver ela assim jamais deixaria eu falar que não.
Carol pegou o lubrificante, passou no brinquedo e se posicionou de quatro em cima do colchonete. Puxou a calcinha pro lado e encaixou o dildo. Começou o vai e vem bem devagar, o corpo se movendo com ritmo, o reflexo no espelho mostrando tudo.
— Wow… — murmurei, sem conseguir disfarçar. Aquilo parecia absurdamente gostoso.
Ela manteve o ritmo por mais alguns segundos, o corpo se movendo devagar, o gemido baixo escapando enquanto o reflexo no espelho mostrava tudo. De repente parou.
— Pronto, chega de show — falou, rindo de nervoso, enquanto limpava o dildo. — Tava ficando estranho você me olhando desse jeito.