Enquanto ainda terminava de saborear meu drink, brincando com o canudinho e o gelo, o Felipe me chamou pra dar uma volta, e antes que eu entendesse direito, me puxou pela mão até uma parte mais reservada, na lateral da casa. Foi ali que ele parou, me encarou nos olhos com aquele jeito que já dizia tudo. Veio se aproximando devagar, encostou o corpo no meu… e me beijou. Eu nem pensei em resistir. Na verdade, eu já queria aquilo.
No início, meu coração disparou de nervoso. Eu tinha medo de beijar mal e ele sair espalhando por aí. Mas, cara, isso sumiu na hora que senti a pegada dele. Era forte, firme, me pressionando contra a parede, a mão na minha nuca me puxando mais. A boca dele era quente, e o beijo veio profundo, com as línguas se encontrando no ritmo perfeito.
De repente, senti as mãos dele apertando firme a minha bunda, daquele jeito que arranca um arrepio e faz o corpo inteiro responder. Uau, como aquilo era bom! A boca dele era deliciosa, e eu só queria prolongar cada segundo. Não sei quanto tempo aquele beijo durou, mas foi o bastante pra me fazer esquecer onde estava e me deixar sem fôlego.
— Você é uma tentação, sabia? — ele disse, com aquele meio sorriso sacana.
Eu soltei um riso nervoso, mordi o lábio e fiquei ali, tentando recuperar o ar, com o coração disparado e aquela sensação, como se tivesse mergulhado fundo e voltado à tona pra buscar fôlego.
Voltamos pra área da piscina onde estava o pessoal, fingindo que nada tinha rolado, mas por dentro? Eu estava bem quente. O beijo da Carol tinha sido intenso também, só que rolou de um jeito mais delicado. Com o Lipe, não… o beijo veio com uma intensidade absurda. Nunca imaginei que ia gostar tanto de ficar com ele. Aquele beijo tinha sido muito bom mesmo!
Eu precisei de um mergulho, e foi isso que eu fiz. Naquele momento, tudo que eu queria era me jogar na água, pra ver se dava uma refrescada, porque realmente eu me sentia quente, como se meu corpo estivesse em chamas, difícil de explicar. Quando a coisa deu uma acalmada dentro de mim, voltei pra onde o Lipe estava com os pessoal. Ele me lançou aquela secada descarada, como se reparasse cada detalhe do meu corpo. Eu já estava ficando mais acostumada com esses olhares, e fiquei ali, rindo, bebendo e curtindo, sem pensar demais, só deixando rolar.
Mais tarde, fui pra casa explodindo de ansiedade pra contar tudo pra Carol. No caminho, mandei mensagem avisando, e ela apareceu em poucos minutos. Entrou no meu quarto já com os olhos brilhando e aquele sorriso de quem tá sedenta por fofoca.
Ela se jogou na cama ao meu lado e eu comecei a contar tudo: desde a chegada na festa até o beijo e cada sensação que passou pelo meu corpo. Carol queria todos os detalhes, e eu, claro, não economizei em nada.
Terça-feira, 31 de março de 2015
Eu e Felipe nos encontramos de novo, e adivinha só? Foi lá na escola, num cantinho perto da quadra de esportes. E que beijo, meu Deus... Esse garoto sabe como fazer as coisas esquentarem! Ele veio com aquela mesma pegada do primeiro beijo, só que multiplicada por mil.
Senti o corpo dele colando no meu, firme e quente. De repente, uma onda de calor subiu pelo meu ventre e se espalhou entre as pernas. Sem nem perceber, meu quadril começou a se mexer sozinho, esfregando devagar contra ele. Logo o movimento ficou mais intenso, e ficamos num esfrega-esfrega gostoso e instintivo. Minha pepeca latejava, completamente molhada. Dava pra sentir o pau dele duro, roçando em mim, por cima do uniforme da escola e isso me deixava ainda mais louca. Quanto mais eu rebolava, mais molhada ficava, ensopando a calcinha.
Foi aí que a ficha caiu. Puta merda… eu estava excitada, molhada pra caralho. E o mais louco de tudo: estava excitada beijando um cara que não era o Diego.
Felipe sabia exatamente o que estava provocando em mim, e me puxou ainda mais pra perto. Eu, tentando recuperar um mínimo de juízo, murmurei que era melhor a gente parar, afinal estávamos na escola e qualquer um podia aparecer.
Ele riu baixinho contra o meu pescoço, apertou minha cintura e sussurrou no meu ouvido
— Nossa, Rafa… tô muito louco de tesão! Você é tão gostosinha, tá me deixando doido.
Isso me deixou toda arrepiada. Era uma sensação nova ser desejada assim, e confesso que foi muito gostoso ouvir essas coisas dele. O jeito que ele me olhava e me tocava despertava algo que eu mal sabia como controlar ou expressar. Era uma mistura de prazer e curiosidade, e até um desejo carnal de ir além do beijo.
Mas meu lado racional — ou medo instintivo — me deu uma segurada.
Saímos dali e o Felipe me convidou pra assistir filme na casa dele. Eu sabia muito bem qual era o “filme” que ele tinha em mente… mas já avisei que essa sessão não ia rolar. Por enquanto, eu só queria continuar nos beijos, sem avançar o roteiro. Tinha minha reputação pra zelar e não queria correr o risco de ficar mal falada na escola, né?