Voltamos ao beijo ainda mais intenso. Eu passei a me esfregar nele, subindo e descendo de forma frenética, a saia erguida e só a cueca dele impedindo a penetração. Eu já não pensava em nada além, só estava entregue ao prazer daquele momento. Fiquei ali, roçando meu corpo contra o dele, sentindo o calor dele me incendiar, até gozar suada e ofegante. Nossa, como foi intenso! A sensação de me esfregar em um cara de verdade, sentindo o corpo dele quente contra o meu, era algo totalmente novo e intenso — nada a ver com o que eu sentia quando me esfregava no meu urso de pelúcia.
Ele disse que estava louco pra me chupar de novo, que poderia me fazer gozar ainda mais forte e de um jeito bem mais intenso, e me chamou pra ir pra casa dele. A vontade era enorme — meu corpo inteiro ainda estava aceso, latejando de tesão, mas acabei recusando. Era estranho sentir tanta atração assim por alguém que eu mal tinha acabado de conhecer.
Ficamos mais um tempo dentro do carro, conversando e rindo. Ele confessou que tinha adorado me conhecer e, sem rodeios, foi direto:
— Topa namorar de verdade comigo?
Eu caí na risada, surpresa, e respondi brincando:
— Você namoraria mesmo uma pirralha de 14 anos?
Ele abriu aquele sorriso lindo e confiante, olhando direto nos meus olhos:
— Não ligo pra diferença de idade. O que importa é essa química que rola entre a gente… — baixou um pouco a voz, ficando mais rouco — e, pra ser bem sincero, acho você linda pra caralho… gostosa demais.
Eu ri, nervosa, mas quis ser sincera:
— Você já sabe que eu amo outra pessoa.
Ele apenas riu, tranquilo, e deu de ombros:
— Não sou ciumento.
Rodrigo me deixou em casa. Assim que ele foi embora, fiquei ansiosa, esperando a Carol voltar da rua com o namorado só pra poder contar cada detalhe: a química absurda que rolou entre nós, os elogios e a proposta de namoro.
Quando ela chegou, ficou toda animada, dizendo que eu devia dar uma chance pro garoto. Curiosa como sempre, quis saber de cada detalhe sórdido. Quase caiu pra trás quando contei que ele tinha me encostado no capô do carro e me chupado bem ali, no estacionamento.
— Ah, sua boba! Podia ter aceitado o convite e ido pra casa dele — falou, rindo.
Eu confessei, meio envergonhada, que tive medo de não me segurar e acabar transando, porque estava com muito tesão dentro daquele carro. Sempre achei que só sentiria aquilo quando fosse amor de verdade. Carol então me explicou, com toda paciência:
— Atração física é outra coisa, prima. É totalmente normal sentir tesão por alguém sem estar apaixonada. Você não precisa se culpar por isso.
Foi ali, conversando com ela, que comecei a entender de verdade: sexo não precisava necessariamente estar ligado ao amor. Dava pra transar só por prazer, por diversão, sem compromisso, sem culpa.
Sábado, 04 de abril de 2015
10h
A Carol convidou o Murilo e eu convidei o Rodrigo. A ideia era passar a tarde curtindo a piscina, mas eu estava empolgadíssima por outro motivo: finalmente colocaria o plano em prática. Apresentar o Rodrigo pro Diego e dizer que ele era meu namorado. Só de imaginar a cena, meu coração já fazia piruetas no peito.
Pedi pra Carol subir e chamar o Diego, que ainda estava no quarto. Quando ela voltou, fui logo perguntando, ansiosa:
— E aí, chamou ele?
— Ah, tu conhece a figura… tá lá esparramado na cama, mas disse que já vem — respondeu ela, revirando os olhos.
Ele demorou uns trinta minutos pra aparecer. Quando finalmente surgiu na área da piscina, veio com aquele jeito cheio de marra, só de sunga e óculos escuros. Eu já deveria estar acostumada, mas sempre passava mal quando via aquele gato daquele jeito.
Ele deu um “boa tarde” e foi nesse exato momento que aproveitei pra fazer a apresentação:
— Diego, esse é o Rodrigo, meu namorado — falei, tentando soar o mais natural possível.
Ele tirou os óculos escuros devagar, encarou o garoto por um segundo e apertou a mão dele com firmeza.
— Prazer, Rodrigo. Cuida bem dela, hein? Qualquer vacilo e vai se ver comigo — disse, num tom protetor, quase ameaçador, como se fosse meu irmão mais velho.
Senti um frio estranho na barriga. Não soube identificar se era pura zoeira ou se tinha algum fundo de verdade naquele aviso.
Fiquei vermelha na hora. Rodrigo sorriu tranquilo e respondeu:
— Pode deixar, cara.
Meu primo fez todo um teatrinho pra parecer simpático e descontraído. Disse que ia buscar “algo especial” pra gente beber e voltou, cheio de pose, segurando uma garrafa de whisky importado.
Carol, prática como sempre, nem deixou ele terminar de colocar a garrafa na mesa:
— Eu não vou beber isso puro de jeito nenhum! — e saiu correndo pra pegar latinhas de energético.
Diego abriu a garrafa e serviu doses generosas. Completamos com energético, mas ele balançou a cabeça, reprovando:
— Porra, misturar esse whisky com energético chega a ser um crime.
Em seguida, com aquele olhar desafiador, ele me estendeu o copo só com whisky puro e gelo.
— Toma, Rafa. Experimenta.
Peguei o copo da mão dele, olhando direto nos seus olhos.
— Tá me desafiando, Diego? — perguntei, erguendo uma sobrancelha.
— Por quê? Você gosta de ser desafiada?
Eu não entendi a pergunta dele, mas também não quis nem saber, eu queria era causar. Dei um gole maior do que deveria. A bebida desceu queimando como fogo pela garganta. Tentei segurar a careta, mas meus olhos marejaram mesmo assim.
— Caralho… isso é forte pra porra! — falei rindo, tossindo de leve. — Como você consegue beber isso puro?
Diego riu alto, claramente se divertindo com a minha reação. Aquele sorriso convencido dele apareceu, o tipo que fazia meu estômago dar cambalhota.
Ficamos mais um tempo batendo papo, bebendo e rindo. Até que chamei o Rodrigo pra cair na piscina comigo. Mal entramos na água, ele me agarrou pela cintura, me prensou contra a borda e me deu um beijo daqueles, intenso, molhado, de tirar o fôlego. Nossas línguas se enroscaram com desejo.
Senti as mãos grandes dele apertando minha cintura e descendo sem vergonha, agarrando meu bumbum com força e me puxando contra o corpo dele. Comecei a me esfregar devagar, sentindo o pau duro dele pressionando bem no meio das minhas pernas, roçando direto na minha bucetinha por baixo do biquíni. Aquele esfrega-esfrega na água estava me deixando louca. Minha buceta latejava, inchada e melada de tesão.
Mas mesmo enquanto eu me perdia naquele beijo, minha cabeça não parava de pensar no Diego. Eu queria que ele estivesse olhando. Queria que visse cada detalhe. Queria que ficasse bem claro: a garotinha tinha crescido e agora estava ali, se esfregando gostoso num cara bem mais velho… e curtindo pra caralho.
Depois o Rodrigo insistiu pra me levar pra casa dele, mas eu desconversei. A tarde seguiu nesse jogo perigoso de sedução, e eu me sentia poderosa, como se realmente estivesse no controle da situação.