Domingo, 03 de maio de 2015
Oi, diário!
A raiva é tanta que nem consigo chorar. Talvez chorar de raiva mesmo!
Acordei no puro ódio e com uma ideia que não saía da cabeça: eu ia me vingar. Comecei a imaginar como seria perder a virgindade com o Adriano, o melhor amigo do Diego. O mesmo cara com quem a Carol perdeu a virgindade.
Fiquei deitada olhando o teto pensando nisso. Seria a vingança perfeita.
— É isso, ele vai ver só… vou me vingar — falei sozinha, fazendo Carol acordar.
Quando ela abriu os olhos, eu nem dei bom dia e já fui falando:
— Carol, o que você acha se eu chamar o Adriano? Você me emprestaria ele? Você tinha dito que seria de boa, que não se importaria…
Ela bocejou alto, se espreguiçando na cama, ainda com a voz rouca de sono.
— Garota… isso é por causa do Diego? Logo cedo assim, Rafa?
— Se ele não faz questão, eu dou pra outro. Dou pro melhor amigo dele — respondi, a voz carregada de raiva.
Carol me encarou por um segundo e deu aquele sorrisinho que misturava seriedade e ironia:
— Olha só… você tá com raiva. Tem certeza que é isso que você quer?
Eu não respondi. Só continuei olhando pra ela, a cabeça a mil por hora.
Ela suspirou, ainda meio deitada, e completou:
Hoje o Murilo vem tomar banho de piscina. Por que você não chama seu namoradinho Rodrigo? O cara tá mó xonado por você.
— Pô, Carol, para de zoar...
Ela engoliu o sorriso, rendeu-se com as mãos pra cima e não falou mais nada. Mas quando se levantou, tacou um travesseiro na minha cara e correu para o banheiro dando uma gargalhada, com metade da bunda redonda de fora.
Assim que descemos pro café da manhã, eu dei de cara com o Diego no corredor da casa da tia.
Ele estava saindo do quarto, cabelo bagunçado, cara de quem tinha dormido pouco. Nossos olhos se encontraram por meio segundo, mas fingi que ele era invisível. Virei o rosto com força, bufando, e passei reto, sem diminuir o passo, sem falar nada. O coração batia rápido de raiva, mas eu não ia dar o gosto de demonstrar isso pra ele.
Depois do café da manhã, Carol e eu fomos pra piscina esperar os rapazes. Eu tinha vestido um biquíni preto de lacinho, o tecido marcando bem o corpo. Sentei na espreguiçadeira com a mandíbula travada, ainda mastigando por dentro tudo o que não tinha falado pra ele no corredor.
Não demorou. Diego veio até mim, a sombra dele cobrindo parte da espreguiçadeira.
— Ô Rafa… por que você tá com essa palhaçada de não falar comigo?
Eu levantei o olhar bem devagar e lancei um olhar de puro desprezo. A voz saiu fria:
— Porra, Diego, você tá tapando meu sol!
Ele não desistiu.
— Para com isso, Rafa, me escuta…
Eu virei o rosto de novo, fingindo interesse na água da piscina.
Por dentro eu queria assunto sim. Queria gritar, queria despejar tudo na cara dele. Saber por que diabos ele resolveu não aparecer. Mas no fundo eu já sabia e era isso que mais doía. Ele deve ter tido uma noite maravilhosa com aquela namoradinha e simplesmente esqueceu que eu existia. Podia ter pelo menos mandado uma mensagem: “não vou conseguir aparecer”, mas nem isso. E logo na noite em que eu tinha decidido perder a virgindade com ele.
Mas a conversa nem chegou a acontecer, pois logo chegaram o Murilo e o Rodrigo.
Quando Diego viu o Murilo, simplesmente saiu de perto de mim como se a minha raiva não existisse. Puxou o cara pro canto e os dois ficaram ali conversando, rindo à vontade.
Carol se aproximou devagar e deitou na espreguiçadeira do meu lado. Estava com os olhos um pouco arregalados, claramente receosa da minha irritação. Não falou quase nada, só pegou o protetor solar e ficou passando em silêncio.
Eu fiquei olhando Diego rindo pelos cotovelos com o Murilo. A mandíbula apertou.
"Ah… mas eu vou dar o troco."
Levantei de uma vez, fui até o Rodrigo que estava meio perdido no meio daquilo tudo e puxei ele pelo braço, quase dando uma ordem:
— Vem pra piscina comigo. Anda.
Entramos na piscina. O Rodrigo, coitado, acho que nem entendeu direito o que estava acontecendo. Eu já puxei ele pra um beijo que foi de zero a cem em segundos. Aquele garoto tinha muita pegada, eu tenho que confessar. Apertou minha bunda com força e me beijou daquele jeito quente que me deixou arrepiada inteira. Eu comecei a me esfregar nele, sentindo o pau duro roçando entre minhas pernas, e um fogo acendeu na hora. Ele falava no meu ouvido, me chamando de safadinha, dizendo umas putarias bem baixinho. Eu me virei de costas pra ele… e foi aí que vi.
O Diego estava me olhando.
Ficou difícil ler a cara dele, às vezes o sorriso sumia por um segundo, outras vezes ele se inclinava pro Murilo e os dois comentavam alguma coisa, como se estivessem só zoando. Não dava pra saber se era ciúme, indiferença ou só curiosidade. Mas ele não tirava os olhos.
Perfeito. Hora do show.
Comecei a provocar ainda mais. Esfregava meu bumbum no pau do Rodrigo com vontade, olhando direto pro Diego. Peguei as mãos dele e coloquei nos meus seios, fazendo ele apertar. Rodrigo beijava meu pescoço, me chamava de gostosa, de safada, e eu adorando cada segundo daquela encenação. Puxei a tanguinha do biquíni pro lado, segurei o pau duro dele e fiz roçar bem na entrada do meu cuzinho, a sensação foi deliciosa. Continuei me esfregando, empurrando o quadril pra trás, pressionando a cabeça do pau dele contra a minha bundinha, tudo isso sem desviar o olhar do meu primo.
Levei o Rodrigo até a borda da piscina e fiquei ali, debruçada, rebolando nele enquanto Diego observava de longe. O Rodrigo, já perdido de tesão, falou no meu ouvido:
— Tô louco pra te comer aqui mesmo…
Eu respondi alto o suficiente pra quem estivesse prestando atenção ouvir:
— Então me come. Quero muito ser sua.
Fazer aquilo com o Diego ali, olhando, só me deixava mais molhada. E quanto mais eu provocava, mais difícil ficava de entender o que se passava na cabeça dele, mas eu não me importava, eu queria que ele visse para entender o que ele tinha perdido.
O clima dentro da piscina estava ficando perigoso. Meu corpo inteiro elétrico, a buceta latejando, e eu já quase não ligava mais pro Diego. Foi quando olhei pra Carol na espreguiçadeira. Ela estava rindo e fazendo com a boca, sem som:
"Calma, garota. Para."
Aquilo me deu um choque de realidade. Se eu continuasse, ia fazer merda na frente de todo mundo.
Precisei sair dali.
— Vem comigo — falei baixo pro Rodrigo, já saindo da água.