Capítulo 34

Primos competindo pra me foder

Domingo, 5 de julho de 2015

Era domingo, casa cheia como sempre: minha avó paterna adora reunir todo mundo: filhos, noras, netos. Essas reuniões rolavam mais aqui em casa. Depois que o vô morreu, meu pai, por ser o mais velho, virou o “chefe” da família.

Depois do almoço, fui com os primos pra sala de jogos. Até nós, os primos, sempre fomos bastante unidos. Eu era mais grudada na Carol, mas também rolava uma vibe boa com a Ana Clara e a Mariana, irmã caçula do Lucas e do Leandro. Esses dois andavam sempre com o Diego e o Eduardo. Eles treinavam juntos na academia e passavam horas no quarto do Diego disputando campeonatos de futebol no videogame. Eram competitivos pra caramba, daqueles que transformavam qualquer brincadeira em guerra.

Formamos as duplas e em minutos já estávamos no pingue-pongue, jogando pra valer. Eu e Carol contra Diego e Eduardo. Eles massacraram a gente sem piedade. Os dois se achavam os donos do pedaço, comemorando cada ponto como se fosse final de campeonato, suados e rindo alto.

Meu rosto queimava — raiva misturada com uma irritação com aquela zoação constante dos garotos. Diego cochichava algo pro Edu o tempo todo, e o Edu virava pra mim com aquele riso sacana, olhos fixos nos meus peitos enquanto lambia o lábio devagar. Eu não pegava direito o que era, mas sentia o ar ficar pesado, o short apertando entre as coxas toda vez que eu me mexia.

Depois de alguns jogos, Diego me puxou pro canto num movimento rápido. A mão dele roçou na minha cintura — quente, firme, o polegar pressionando de leve a curva do quadril enquanto ele olhava pros lados, checando se ninguém prestava atenção. Meu estômago deu um nó na hora, o corpo inteiro arrepiando. Eu conhecia demais aquele olhar. Treta vindo. E das quentes.

— Desafio ou consequência?

A voz saiu baixa, rouca, quase um rosnado no meu ouvido. Meu coração disparou tão forte que eu sentia na garganta.

— Porra, Diego… sei lá, o que eu vou ter que fazer?

Ele colou a boca no meu ouvido. A voz saiu baixa, quase um sussurro, mas o suficiente pra me arrepiar inteira.

— Responde logo, sua puta. Desafio ou consequência?

Eu não sei explicar, mas ele tinha um poder estranho sobre mim. Soltei um “ai, caralho…” quase automático e acabei cedendo, a voz saindo mais baixa do que eu queria.

— Tá bom… desafio. Fala logo o que é.

A expressão dele mudou na hora. Um sorriso malicioso, sacana, aqueles olhos avelãs brilhando como se já estivesse saboreando a cena inteira antes mesmo de acontecer.

— Edu, Lucas e Leandro. Vai rolar um campeonato de FIFA… e você é o prêmio. Quem ganhar te come.

Meu corpo inteiro gelou.

— Como assim, Diego? Tá louco??? Quer que eu fique com fama de vadia na família toda?

Ele só riu.

— Já tô imaginando a briga que vai dar — disse, gargalhando alto demais, claramente se divertindo com a ideia de me colocar como troféu.

E aí tudo fez sentido.

Eu sabia desde cedo que tinha algo estranho rolando. Mais cedo, os três estavam me olhando de risinhos pelo canto — eu sabia que tinha coisa errada. Eu via eles me olhando diferente, me comendo com os olhos, principalmente o Edu, com a maior cara de safado.

— Bora pra minha casa. Meus pais vão ficar aqui até tarde.

Diego avisou isso e se afastou para chamar os meninos.

Fiquei ali parada, observando os três com calma, avaliando devagar quem eu queria que ganhasse. De repente, o peito apertou forte. No fundo, até estranhei o Diego não querer logo que os três me pegassem de uma vez.

Enquanto isso, deixei a imaginação correr: os três me dividindo, me usando juntos. O pior é que a ideia não me apavorava tanto quanto deveria.

Saímos dali e fomos para a casa do Diego.

No caminho, eu andava meio sem jeito, com vergonha, o coração batendo forte no peito, todo descompassado, as bochechas queimando cada vez que sentia os olhares deles grudados em mim. Eles nem tentavam disfarçar, me encaravam com cara de tarado mesmo, e eu seguia em frente fingindo naturalidade, tentando andar reta, enquanto sentia o short jeans roçar na pele sensível das coxas a cada passo, o tecido já um pouco úmido de nervoso. Era estranho, constrangedor até.

Chegando no quarto, Diego foi direto ligar o console e explicar as regras. Como sempre, era ele quem organizava tudo — organizador, juiz e cafetão.

Eu fiquei parada perto da porta por um segundo, respirando fundo, tentando parecer normal, mas com o peito apertado. Estar ali, cercada pelos primos, sabendo exatamente o que estava em jogo, me deixava com o estômago embrulhado.

Diego disse que não jogaria e ordenou que os meninos tirassem na sorte para definir os confrontos. Seria tipo um torneio triangular: Edu, Lucas e Leandro jogando entre si. E o campeão seria quem fizesse a maior pontuação.

Assim que a primeira partida começou, Diego me puxou pro colo dele sem aviso.

Ele me sentou de frente pra tela, as costas coladas no peito dele, as pernas abertas sobre as coxas dele. Num movimento rápido, tirou minha blusa pela cabeça, o tecido roçando na pele arrepiada, me deixando com os peitos de fora na frente de todos. Meu coração disparou tanto que eu sentia na garganta, o ar saindo curto e quente. Ele segurou minha cintura com firmeza, uma mão subindo devagar pelas costas, a outra descendo pro meu quadril, me guiando num rebolado lento contra ele.

— Vai, Rafa… distrai eles um pouco — murmurou no meu ouvido, a voz rouca vibrando contra minha nuca, o hálito quente me arrepiando inteira.

Eu sentia a rigidez dele pressionando contra minha bunda, dura e quente mesmo por cima da roupa, e comecei a me esfregar devagar, como ele queria. O movimento era sutil no começo, mas logo virou um rebolado ritmado, o short jeans roçando no pau dele, o atrito enviando ondas quentes que subiam pelas minhas coxas e se concentravam bem no meio. Meu corpo respondia sozinho, tremendo de leve, a respiração ficando entrecortada.

Continua...

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