Sábado, 03 de outubro de 2015
8h40
Eu tinha dormido na casa dos meus primos e acordei cedo demais, com o corpo ainda mole de sono. Não tive a menor vontade de ficar deitada na cama esperando todo mundo acordar, então levantei, vesti um biquíni e fui direto pra área da piscina.
Deitei numa espreguiçadeira qualquer, escolhi minha playlist de rock alternativo, coloquei o fone de ouvido e fechei os olhos. Fiquei ali, distraída, curtindo o momento sozinha. Era tão bom ficar sem fazer nada… só sentindo o corpo relaxar enquanto o sol batia gostoso na pele, aquele calorzinho leve de começo de dia que aquece sem queimar.
De repente, senti alguém sentando na espreguiçadeira ao lado. Abri os olhos devagar e era o Diego, com aquela cara de quem já veio aprontar alguma coisa. Ele ficou quieto por uns segundos, só observando o menino que limpava a piscina ali perto. Depois soltou, bem baixo:
— Rafa, você já reparou no Iuri?
Tirei um dos fones e franzi a testa, sem entender nada.
— O que você tá falando aí? Ouvi nada...
— O Iuri, Rafa. O que você acha dele? — e apontou pro garoto que estava a uns metros da gente, curvado sobre a piscina, passando a escova na borda.
Dei uma olhada rápida. O menino era bem alto, media fácil 1,90m. Estava só de sunga, sem camisa, magro demais pro tamanho, tipo um varapau com costelas aparecendo. Pra ser sincera, ele não era nada atraente. Definitivamente não era meu tipo. Nem fodendo.
— Responde, Rafa, você daria pra ele?
Dei uma gargalhada alta e joguei a cabeça pra trás.
— Ah, Diego, fala sério! É claro que não! — respondi, ainda rindo, e desviei o olhar, voltando a me recostar na espreguiçadeira como se a conversa tivesse terminado ali.
Mas o Diego não desistiu. Ele se ajeitou melhor na cadeira e baixou o tom de voz, usando aquele jeitinho que eu já conhecia muito bem.
— Você lembra do Paulo, né? — ele disse, se referindo ao negão da academia.
É claro que eu lembrava. Como não? A lembrança bateu forte na hora. Apesar de ter sido obrigada a transar com o cara, nossa… aquilo tinha sido intenso e gostoso pra caralho.
— O Iuri deve ser pauzudo que nem ele. Já pensou nisso?
— Não, Diego — respondi seca, sem nem levantar os olhos. Senti um calor subindo pelo pescoço, mas não era tesão. Era irritação misturada com vergonha. Mexer com empregado era linha vermelha demais pra mim. Se meu pai soubesse, ia me esganar. Meu estômago chegou a embrulhar só de imaginar.
Ele fez uma pausa, sorriu daquele jeito malicioso que me dava arrepio na espinha, e soltou devagar:
— Desafio ou consequência?
Meu coração acelerou na hora. Eu já sabia onde isso ia dar.
— Ah não Diego... ele não! Não inventa. — Minha voz saiu mais alta do que eu queria, quase um gritinho nervoso. Porra, o garoto era filho do jardineiro. Meu primo só podia estar de sacanagem comigo.
Mexer com empregados era merda demais. Se meu pai imaginasse uma coisa dessas, ele ia me comer viva.
— Responde, Rafa, desafio ou consequência?
— E se eu falar “consequência”… o que vai ser? — perguntei, dessa vez pensando sério em escolher consequência, mesmo sabendo que podia ser bem pior que qualquer desafio que ele inventasse.
— Aí eu vou pegar bem pesado com você.
Eu ri de nervoso na hora, um riso curto e trêmulo que saiu mais alto do que eu queria, ecoando na área da piscina vazia.
— Pegar pesado como??
— Nem queira saber, Rafa…
Ele ficou um segundo olhando pro outro lado, pensativo. Então soltou, com aquele sorrisinho safado:
— Se tu quer saber, piranha… Eu vou te levar pro banheiro ali perto da lavanderia. Você entra, tira o top do biquíni, fica de joelhos no chão frio, peitos de fora, só esperando. Aí eu vou buscar o Iuri, falo pra ele que tem “uma surpresinha” esperando ele ali. Quando ele abrir a porta e te ver, eu mando ele baixar a sunga e foder sua boca ali mesmo.
Ele fez uma pausa, os olhos brilhando de malícia.
— Imagina você chupando aquele pau preto todo suado… Deve estar fedendo pra caralho. O negão trabalhando embaixo do sol a manhã inteira, imagina!
Ele parou um instante para ver minha cara de nojo. Ele sabia que eu tinha nojo de pau fedorento, e continuou:
— E eu fico na porta filmando tudo com o celular, bem de pertinho, sabe? Pra pegar cada detalhe. Ainda pergunto pro Iuri onde ele quer gozar: na sua cara, enchendo a boca, ou quem sabe te fodendo apoiada na parede, com a perninha levantada que nem uma putinha de rua. O que acha, hein? Então, o que vai ser… desafio ou consequência?
Eu ri de nervoso e acabei engasgando com a própria saliva. Joguei a cabeça pra trás na espreguiçadeira, olhando pro céu azul sem ver nada de verdade, só tentando processar aquela loucura toda.
— Porra, Diego… assim é foda! Nas duas situações eu vou ter que dar pro garoto… — As palavras saíram baixinho, quase pra mim mesma.
Meu estômago deu uma virada violenta. Senti o rosto queimando tanto que devia estar vermelho tomate. Ri de novo, mas agora era um riso de pânico total.
Ele deu uma gargalhada alta e depois me encarou, os olhos brilhando de pura maldade.
— Lógico, putinha… não tem escapatória. Ou você dá por bem, por vontade própria… ou vai na marra. A decisão é toda sua, Rafa. Responde: desafio ou consequência?
Fiquei quieta por uns segundos, o coração batendo forte no peito. Olhei pro Diego, depois pro Iuri que ainda tava lá curvado, passando a escova na borda da piscina, completamente alheio àquilo tudo .
— Desafio — respondi por fim, a voz saindo mais baixa do que eu queria.
Diego abriu um sorriso satisfeito, de um jeito que me fez arrepiar a nuca.
— Boa garota. Então o desafio é simples: você vai até o Iuri agora, começa a conversar com ele de boa, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Depois de uns dois minutos, você fala que tá com calor e pergunta se ele quer te ajudar a passar protetor nas costas. Bem devagar, bem safada. E quando ele estiver passando a mão em você… você vira, olha na cara dele e pergunta baixinho se ele quer te comer ali mesmo, na área da piscina.
Eu arregalei os olhos.
— Não, Diego! Fala sério! Você tá completamente louco! — quase gritei, a voz saindo alta e nervosa.
Mas ele nem piscou. Ficou me olhando com aquela cara calma, analisando meu pânico.
— Você disse que aceitava o desafio… vai desobedecer agora?
Continua...