O primeiro toque da língua foi quente e lento, explorando com uma paciência que quase me matou. Ele me chupava com calma, com atenção total, como se nada mais no mundo importasse além de me fazer sentir tudo. Meu corpo tremia, encharcado, completamente entregue. Segurei o lençol com tanta força que quase rasguei o tecido. Um gemido escapou alto demais — e eu deixei. Queria que ele ouvisse. Eu queria muito que Diego ouvisse. Que soubesse que sim, o “namorado” sabia exatamente como me fazer gozar, e sabia fazer do jeito que eu mais gosto.
Foi aí que virei o rosto pro lado, e ele estava lá.
Paradinho, encostado na parede com o pau na mão, se masturbando devagar enquanto me encarava com uma mistura de raiva, fome e desespero. Ele não se mexeu e também não falou nada. Só ficou ali, com os olhos grudados em mim. Eu mordi o lábio com força… e gozei na boca do Rodrigo.
Gemendo alto de propósito.
Gemendo pra ele só para provocar...
Ainda tremendo, puxei o Rodrigo pra cima de mim, e beijei sua boca com vontade, sentindo meu próprio gosto nele. Depois desci a mão, segurei seu pau, sentindo ele pulsar, duro, quente e pronto. Acariciei devagar, olhando de canto pro Diego de novo. E ele… ele estava cada vez mais perdido, respiração pesada, punho acelerando, incapaz de desviar o olhar. Meu coração batia tão forte que doía no peito. Mas o desejo gritava mais alto que qualquer outra coisa. Mais alto que o medo, mais alto que a culpa, mais alto que tudo. E eu pensei, quase em voz alta: é agora, é agora que eu vou perder o cabaço.
Fiz o Rodrigo se deitar de costas. Subi devagar, completamente nua, cabelo jogado pra trás. Me posicionei de costas pra ele… mas de frente pro Diego. O mais aberta que eu pude. Queria que meu primo visse cada detalhe, cada movimento, cada pedaço de mim se entregando para outro cara na frente.
Comecei a me esfregar devagar, bem devagar. A cabeça grossa do pau do Rodrigo deslizava entre meus lábios, roçando a carne úmida e sensível, enviando arrepios longos que subiam pelas coxas e se espalhavam pelo ventre como rastilho de pólvora. O calor crescia, insistente, invadindo cada canto do meu corpo. E o Diego ali, parado, ofegante, o olhar cravado em mim com uma intensidade que queimava. Aquilo me deixava ainda mais molhada, mais entregue, mais atrevida do que eu jamais imaginei ser.
Meu corpo já pedia para colocar tudo dentro, ele implorava por aquilo. Estava quase, quase mesmo, quando o meu último suspiro de juízo me puxou de volta à realidade. Virei o rosto para o Rodrigo, a respiração entrecortada.
— Você tem camisinha?
Ele me encarou por um segundo e negou com a cabeça, sem dizer nada.
— Droga… sério isso? Como você vem aqui sem…? — reclamei alto, sem conseguir segurar a frustração, interrompendo a frase.
Levantei da cama, o corpo ainda tremendo de tesão e irritação misturados. Fui até a mochila, abri o zíper com pressa e peguei o tubinho de lubrificante que sempre carregava escondido. Abri a tampa com os dentes, espremi uma boa quantidade nos dedos e comecei a passar no meu cuzinho. Devagar, com cuidado, sentindo a textura fria do gel se aquecer ao contato com a pele quente, espalhando-se em círculos suaves até me deixar escorregadia e pronta.
Voltei para cima do Rodrigo na mesma posição de antes: de costas para ele, mas de frente para o Diego. Queria que ele visse cada detalhe: Eu dando o cu para outro.
E dessa vez eu sentei.
Sentei devagar... bem devagar. Sentindo cada centímetro do pau dele me invadindo, me abrindo, me preenchendo com uma pressão que era ao mesmo tempo incômoda e deliciosa. A dor quente se misturava ao prazer de forma tão perfeita que eu não conseguia mais distinguir onde uma acabava e o outro começava. Era tudo junto, intenso, avassalador.
Fechei os olhos e deixei escapar um gemido longo, sentindo dor e prazer, me entregando inteira ao movimento. Cavalguei devagar no início, sentindo-o entrar até o fundo, depois sair quase todo, e voltar a entrar. Repetindo, lento, profundo, cada vez mais fundo, mais forte. Meu corpo pedia e eu obedecia, a pressão crescendo dentro de mim, o calor subindo em ondas que faziam minha pele formigar.
Então abri os olhos e meu olhar foi direto para ele. Ali, bem na minha frente, a mão ainda no pau, os olhos fixos em mim enquanto se masturbava.
Por mim.
Para mim.
Saber que eu provocava aquilo nele, sem nem encostar um dedo, me deixou ainda mais louca de tesão. A boceta pulsava vazia, encharcada, enquanto eu cavalgava mais rápido, sem tirar os olhos dele. E ele não nem piscava. Naquele instante eu era o centro do universo dele, e isso me incendiava por dentro.
Saí de cima do Rodrigo ainda com o corpo em chamas e me deitei de ladinho na cama, uma perna dobrada, a outra esticada, bem de frente para o Diego. Rodrigo veio por trás, calado, segurou firme meus quadris e meteu de uma vez. O pau entrou fundo, com força, arrancando um gemido rouco da minha garganta.
— Vai, Rodrigo… me fode… soca mais forte… — implorei entre gemidos, os dedos cravados no colchão.
Ele obedeceu sem hesitar. Sem dó. Socando meu cuzinho com vontade, cada estocada mais profunda, mais bruta, exatamente do jeito que eu queria naquele momento. O ritmo acelerado fazia meu corpo balançar, o prazer se acumulando em camadas que ameaçavam me engolir inteira.
Minha mão desceu direto para o clitóris, os dedos encontrando minha pepeca inchada, escorregadia de tesão e ansiedade acumulada. Comecei a me tocar com movimentos rápidos, circulares, pressionando com força crescente, sentindo cada esfregada disparar choques quentes que subiam pela espinha e explodiam no ventre. Meu corpo implorava por mais, por alívio, por aquela queda inevitável. Eu precisava gozar, precisava me desfazer inteira.
E no meio de tudo aquilo, meus olhos permaneciam cravados nele.
No Diego.
Ele estava ali, encostado na parede, o peito ofegante, a mão punhetando o pau cada vez mais selvagem. Os gemidos baixos escapavam roucos, quase inaudíveis, mas eu os ouvia perfeitamente — eram só para mim, um som gutural que vibrava no ar entre nós. Ver ele se entregar assim, se masturbar com desespero enquanto outro homem me fodia por trás… aquilo me incendiava por dentro. O tesão virou uma febre que consumia cada nervo, cada pensamento. Eu me sentia exposta, desejada, poderosa e vulnerável ao mesmo tempo.
Minha mão acelerou sozinha, os dedos deslizando encharcados entre os lábios, pressionando o clitóris com uma intensidade que beirava a dor, mas que só aumentava o prazer. Eu já não controlava nada. O corpo se movia por instinto, os músculos se contraíram em espasmos involuntários.
Soltei um gemido abafado que logo se transformou em um grito contido. Gozei. Intenso. Os olhos reviraram para trás, a visão escurecendo por instantes. O orgasmo veio em ondas violentas, contrações profundas que atravessavam o ventre, as coxas e o peito inteiro. Cada pulso era como um choque elétrico que me fez arquear as costas, tremer descontroladamente, os músculos internos se fechando em espasmos ritmados ao redor do nada. Meu corpo inteiro convulsionou, suor escorrendo pela nuca, pelas costas, entre os seios. Eu não conseguia parar de tremer, o prazer me atravessava como uma correnteza que não dava trégua.
Mesmo assim, Rodrigo não parou. Continuava metendo com força bruta, as mãos cravadas na minha cintura como garras, o ritmo implacável. Cada estocada fazia os meus seios balançarem, o prazer se misturando aos ecos do orgasmo anterior. E então veio aquela última estocada. Firme. Profunda. Ele soltou um gemido rouco bem no meu ouvido, o som vibrando contra minha pele, e eu senti tudo.
Continua...