Acabei de voltar do final de semana em Angra e ainda tô rindo sozinha.
O Lucas praticamente me sequestrou: “Você TEM que vir, minha mãe acabou de chegar do exterior e quer te ver de novo”. A Marie mora em Dubai a maior parte do ano, mas às vezes dá na telha de visitar os filhos no Rio.
Chegamos sábado pro café da manhã e a casa já tava lotada: pai do Lucas com a namorada que parece minha irmã mais nova, irmã com o boy, e a Marie, óbvio, rainha absoluta do pedaço. Nome verdadeiro é Maria, mas Deus me livre chamar assim — ela exige “Marie”.
Ela me recebeu na varanda com vista pro mar, garrafa de Dom Pérignon geladíssima na mão e aquela vibe socialite, bem no estilo "Ai, que loucura", já soltando um "Bonjour, mes amours!"
“Você é a melhor coisa que aconteceu pro meu caçula”, decretou enquanto virava a primeira taça. Eu só sorrindo, fingindo que sou a nora perfeita, enquanto ela começava o monólogo de sempre: Dubai isso, Dubai aquilo, as festas no iate do sheik amigo dela, o filho mais velho que mora em Los Angeles, os netos... Eu só “nossa, que incrível”, balançando a cabeça, sorrindo como nora perfeita enquanto ela virava taça atrás de taça. Olhei pro Lucas tipo “pelo amor de Deus me salva” e o safado só ria, fazendo coraçãozinho com as mãos.
E aí rolou o déjà vu total do ano passado, quando a conheci, ali mesmo em Angra.
A véia tinha acabado de aterrissar de Dubai, toda montada, bronzeada daquele jeito que só quem passa o dia na piscina de borda infinita do Burj Al Arab consegue ficar. Desceu do carro tipo diva de cinema antigo: óculos Chanel gigantescos tapando metade da cara, uma bolsa Birkin da Hermès — dessas que custam fácil uns 150 mil dólares, pendurada no braço.
Aí rolou passeio de barco. O pai do Lucas estava lá também com a mesma namorada novinha, a Marie já veio com uma garrafa de champanhe na mão, abrindo como se fosse água.
No começo ela tava de boa, simpática até. Me chamou de "querida", perguntou mil coisas sobre mim (óbvio que eu editei a biografia na hora, né, modo "menina de família tradicional" ativado). Mas aí o barco afastou um pouco, o pai e a novinha foram lá na frente fazer sei lá o quê, e a Marie sentou do meu lado e... meu deus, começou o show.
Ela não cala a boca. Falou de Dubai como se fosse o quintal dela, das festas no Burj, das casas que ela já teve em Portugal, em Los Angeles, das viagens, dos jatinhos, das "amizades importantes". Eu só balançando a cabeça tipo "nossa, que legal", enquanto ela virava taça atrás de taça.
De repente ela fala em francês "Excusez-moi, chérie, je reviens tout de suite", vai lá pra cabine do barco e some uns 7 minutos. Volta... pior do que tava. Olho, tinha restinho de pó branco na narina, cara. Tipo, nem disfarçou. Aí acelerou de vez, falando 200 por hora. Começou a filosofar chapada: "Sabe minha filha... os homens... eles envelhecem e acontece isso... nos trocam pelas novinhas só pra se exibir... E aí olhou pro filho e disse: "cuida bem dela, Lucas, essa menina vale ouro, é uma verdadeira princesa".
O Lucas só olhando pro horizonte, morrendo de vergonha. Eu tentando não morrer de rir na cara dela. Ela me abraçando, me chamando de princesa, enchendo meu copo, elogiando como sou "bem nascida", "de classe"... Mano, se ela soubesse o meu currículo real, ia ter um treco ali na hora.
Fato: a Marie me adora. Me acha “uma graça”, “educadinha”, “de classe”. Mas puta que pariu… que vibe louca. Lokona total.
E o mais engraçado? Ela tá certíssima em uma coisa: eu realmente sou uma princesa. Só que a versão devassa kkkkkkk.
Ah, e antes que eu esqueça: aqui no site tem dois jeitos de falar comigo. Pode ser pelo chat logo abaixo à esquerda ou por e-mail. Me escreve. Prometo responder… e quem sabe até contar mais detalhes que não cabem aqui.
Beijos da sua
Princesinha Devassa 👑💖💋