Hoje eu tava conversando com um amigo sobre putaria — assunto que, vamos ser honestas, é o meu preferido da vida. Não tem como negar: eu adoro falar de fetiche, de tesão, de tudo que faz o corpo ferver. E quase sempre, quando eu abro a boca sobre os meus desejos mais pesados, o que mais deixa as pessoas de queixo caído e olhos arregalados é exatamente isso: a fantasia de transar com um monte de gente ao mesmo tempo. Gangbang. Ser o centro de vários paus duros, várias mãos, várias bocas famintas.
Ele mal conseguia formular a pergunta direito. Ficava gaguejando, tentando entender: “Mas o que te deixa mais doida nisso tudo? É a quantidade de caras? São quantos? Como é a sensação?”.
Sim, a quantidade influencia. Eu não nego. Mais paus, mais mãos, mais olhares — isso tudo amplifica o tesão de um jeito que é difícil explicar pra quem nunca sentiu. Mas não é só isso. Não é chegar numa sala fria e dez caras chegarem pra me foder como se fosse uma fila de supermercado. Não funciona assim pra mim.
O que me deixa louca de verdade é o ritual. O clima. A energia que se cria antes mesmo do primeiro toque.
Eu amo me sentir cercada. Os olhares comendo cada centímetro do meu corpo. Homens com cara de fome, quase animalescos, que me fazem sentir como se eu fosse o banquete deles. Ser o centro absoluto das atenções — todos querendo um pedaço de mim, todos esperando a vez, todos respirando pesado só de me olhar. E, ao mesmo tempo, me sentir fragilizada, entregue, vulnerável. Como se aqueles caras pudessem fazer absolutamente o que quisessem comigo. E eu deixasse. Porque eu gosto de deixar.
É isso que molha antes de tudo começar: a sensação de entrega total misturada com o poder de ser desejada por tantos. De ser a única mulher ali, a única buceta, a única boca, o único corpo que importa naquele momento. Testar meus limites. Ver até onde meu corpo aguenta — de dor, de prazer, de tudo misturado. Quantos orgasmos seguidos eu consigo antes de implorar pra parar; e mesmo assim não querer que pare. Quantos paus eu consigo aguentar dentro de mim, na boca, nas mãos, até sentir que vou explodir.
E o mais louco? Não tem nada a ver com os caras serem bonitos ou não. Claro que um cara gostoso intensifica tudo, deixa a imaginação mais safada. Mas o tesão de verdade vem de dentro. Vem do clima. Da energia crua. Da sensação de ser o epicentro do desejo alheio. Não é sobre quem está comigo — é sobre o que aquilo tudo provoca dentro de mim. O fogo que acende, o grelo que pulsa, a buceta que escorre só de imaginar.
E tem umas coisas que me excitam mais que tudo nisso. Quando a imaginação vai longe e eu vejo ele ali. O Diego. O cara que mexe comigo de um jeito que ninguém mais mexe. Só de pensar nele me assistindo, ou participando, ou me olhando enquanto eu sou fodida por outros… o grelo dói de tesão. Dói mesmo. Imagino ele assistindo, duro pra caralho, vendo eu me entregar completamente, vendo eu gozar gritando com paus que não são o dele. Ou pior: imaginando ele entrando na roda, me pegando no colo no meio da bagunça, me fodendo enquanto os outros continuam tocando, chupando, metendo.
E tem o Lucas também — meu namorado, que eu vou falar muito dele aqui nesse site. Às vezes eu imagino ele no meio disso tudo. Ele me entregando pros outros, ele mandando, ele assistindo com aquele olhar possessivo que me deixa louca. Ou ele participando, me dividindo, me usando junto com os outros. A ideia de ser “dele” e ao mesmo tempo ser de todos… isso me quebra de tesão.
Então respondendo a pergunta do meu amigo, e respondendo pra vocês também: sim, é sobre a quantidade, mas muito mais sobre o ritual. Sobre me sentir desejada até o osso. Sobre testar limites. Sobre entrega. Sobre o fogo que queima por dentro quando eu sou o centro do mundo por algumas horas.
Não é só foder. É ser fodida. Ser devorada. Ser o motivo de todo aquele tesão coletivo.
E eu amo cada segundo disso.